domingo, março 04, 2012

Vivência

"Sentado a uma mesa onde só podia ter um lápis e papel, [Noé] Sendas viu trazerem-lhe um carrinho, e nele, os seis cadernos de Beckett. Durante 15 dias, copiou os diários à mão. Não pôde fotocopiá-los, fotografá-los. Pôde tirar o lado vivencial e era isso que lhe interessava."

Artigo de Ana Dias Cordeiro no Ípsilon sobre a obra de Noé Sendas à volta dos diários alemães de Beckett

Não me interessa esta obra em particular do Noé Sendas (patente no Museu do Chiado) até porque não a vi (ainda). Interessa-me este bocado de prosa, este mastigar de tempo que rareia.

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