domingo, dezembro 25, 2011

Da falácia do estado

Depois de Mario Draghi, Mario Monti e Lucas Papadémos (ex-Goldman Sachs), mais um cargo político europeu importantíssimo atribuído a um quadro oriundo de uma das empresas financeiras responsáveis pela crise mundial: Luís de Guindos (ex-Lehman Brothers) é Ministro da Economia do governo Rajoy. 

Para quem ainda tem dúvidas que o poder político se encontra refém do poder económico (com tudo o que isso implica). Mas não é necessário haver estado para que se note a predominância do económico. Os vazios são ocupados por cartelizações mais ou menos formais que substituem (e muitas vezes se impõem) aos agentes políticos. O problema não está na existência de estado per si, mas antes na concentração de poder como resposta à manutenção de status quo. A criação de um estado pode até ser um dos desfechos possíveis para um capitalismo selvagem... radical (parece que assim não se ferem susceptibilidades).

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