domingo, maio 08, 2011

Osama

Osama é um vencedor. Primeiro ataca os EUA no seu próprio território em locais simbólicos. Depois, arrasta-os para dois atoleiros políticos e fincanceiros: Afeganistão e Iraque. Por fim, torna-se mártir às mãos do seu grande inimigo e, como tal, vigorar nos livros épicos dos seus. Em adição, deu a mostrar que no ocidente também se festeja a morte de outrém e que as penas não necessitam do julgamento dos homens.

Esta opinião pode-se encontrar à esquerda e direita por pessoas que se preocupam com as liberdades civis. Outras continuam a merecer-me o desprezo (1, 2).

Para os mais ingénuos, isto serve vários propósitos que em nada tem a haver com ‘justiça’:
1) Morte de Bin Laden dá vida a Wall Street
2) Obama visita “Ground Zero” quatro dias após a morte de Bin Laden (eleições à porta)

De Obama já há muito se percebeu que não traz nada de verdadeiramente novo à política made in america, quer a nível de relações externas (como este episódio bem demonsta, incluíndo as fotografias de campanha nacionalista como esta), quer ao nível da economia (a não renovação do seu financial staff é bem disso exemplo, como se pode ver no fim disto).

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