segunda-feira, agosto 30, 2010

Do radicalismo economista

André Azevedo Alves está numa cruzada contra o ‘ambientalismo’ (aqui).

Exemplo de alguns argumentos que vai transcrevendo:

«Ironically, recycling does not eliminate environmental worries. Recycling is a manufacturing process and, (…)  can produce pollution. An EPA study of toxic chemicals found such chemicals in both recycling and virgin paper processing, and for most of the toxins studied, the recycling process had higher levels than the virgin manufacturing did.»
O processo de reciclagem não é um processo de purificação; Como tal existirá um processo de concentração de compostos no papel reciclado; uma das razões porque não se recicla ad eternum. O que se poupa é um uso de matérias-primas. Em adição, o processo de reciclagem de papel é bem menos poluente que o processo de fabrico de papel porque partimos de matéria-prima já bastante processada. Básico.

«Nor will recycling more newspapers necessarily preserve trees, because many trees are grown specifically to be made into paper. A study prepared for the environmental think tank Resources for the Future estimated that if paper recycling reached high levels, demand for virgin paper would fall. As a result, writes economist A. Clark Wiseman, “some lands now being used to grow trees will be put to other uses.” The impact would not be large, but it would be the opposite of what most people expect—there would be fewer trees, not more. »
Uma idiotice pegada. O autor assume à partida que se não houver fabrico de papel deixam de haver árvores. A relação causa-efeito é aqui forçada para garantir uma base de argumentação. Ainda por cima, o próprio autor garante que o impacto até não é assim tão grande.

«Finally, curbside recycling programs require additional trucks, which use more energy and create more pollution.”»
O papel quando usado será sempre sujeito a transporte, ou para um centro de recilcagem ou para um centro de tratamento de resíduos urbanos, ou… Percebido?

«Recycling is widely used where the economics are favorable but inappropriate where they are not. Government regulations may override the economics, but only at a high cost and by requiring actions, such as curbside recycling, that people will not do voluntarily.»
Estou-me nas tintas para as economics. De novo, a incapacidade para uma análise de risco desta gente é por demais atrofiante. E afirmações como a última sem suporte estatístico são de uma falta de honestidade atroz.

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