domingo, julho 04, 2010

(Novamente) Da ética

Quando o argumento é se nunca jogaste não podes vir para aqui argumentar em prol da ética e afins, então estamos mal. O ‘elitismo’ argumentativo sempre foi a maneira de tentar acabar uma discussão por quem não aceita que regras elementares de bom senso se sobreponham aos vícios bafientos de um desporto gerido por uma associação Mafia-like.

Quando o argumento é “tu farias a mesma coisa”, então estamos desesperados. Quere-se que o outro lado evidencie a mesma propensão para a asneira, procurando uma cumplicidade que amaine a argumentação. Quem usa este argumento acaba por assumir uma certa vergonha pelo comportamento que tenta desculpar com outros.

Quando o argumento passa por incluir no “jogo” o quebrar de regras então estamos perdidos. Sendo assim terminem-se as regras. Que o chico-espertismo ascenda ao trono; nessa altura pararão de lhe chamar desporto e chamar-lhe-ão somente jogo; nessa altura parem de associar países a grupelhos; nessa altura vamos deixar os fãs pagarem a totalidade das contas.

Só uma adição, quando um jogo “significa tudo para ti"; toda a tua existência na terra”, então estamos fodidos.

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