quarta-feira, julho 28, 2010

Olé

Parlamento da Catalunha acabou hoje com as corridas de toiros

Pode ser que pegue ao resto da península.


Image:Bull killed with a dagger (France).jpg

terça-feira, julho 27, 2010

‘SCAPE: Mitch Epstein


Omaha, Nebraska, from the series “What is American Power?”, Mitch Epstein 2008

Também aqui

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segunda-feira, julho 26, 2010

sábado, julho 24, 2010

SIMULACROS por SUSANA VIDAL

blog Citemor: EM ENSAIO | Susana Vidal | "Simulacros"

co-produção, residência de criação, estreia

Citemor - Festival de Montemor-o-Velho

Sábado 24 e Domingo 25 Julho | 22:30

Espaço Mota-Engil/Real Estate


Estamos a simular que trabalhamos, que amamos, que odiamos, que fodemos, que queremos, que criamos, que somos artistas, pais, modernos, pais modernos, inovadores e únicos. Estamos a simular que fazemos um espectáculo, estamos a simular que podemos mudar o mundo. Simulamos cada vez melhor que estamos aqui.

Estamos a simular...

Não pensas em ser puta quando fores grande, não pensas em ter um filho deficiente, não pensas em ter um acidente, não pensas em perder a quem amas. Não pensas em ser nem tímido nem fracassado. Não pensas em não ter ideias brilhantes e inovadoras. Nem te imaginas a não ser uma artista. Nem te imaginas a não viver em liberdade ou numa guerra. Não pensas em sentir-te infeliz. Mas ao mesmo tempo, por esquisito que pareça, passamos o tempo a evitar a infelicidade, a morte, a dor, o medo... ou pelo menos tentamos!

Há coisas que nunca queres ser, fazer ou converter. Há coisas que nunca queres que aconteçam, parece que sempre acontecem aos outros mas, de repente, um dia acontecem-te...

Susana Vidal



Criação, direcção e texto: Susana Vidal Intérpretes: Carla Ribeiro, Maria João Garcia Figuração: Arminda Céu, Graça Composição sonora e apoio à direcção artística: Alberto Lopes Espaço cénico e adereços: Eric Costa Desenho de luz: Alexandre Coelho Direcção técnica: João Cáceres Alves Produção executiva: Mafalda Sebastião Co-produção: Sociedade Informal e Citemor






Bilheteira no Teatro Esther de Carvalho e transporte em autocarro para o local do espectáculo

> Bilhete: 10 euros Bilhete com desconto: 7 euros (desconto aplicável a menores de 25 anos, estudantes e profissionais das artes do espectáculo)



Contactos Citemor: telefone 239 689 505 | e-mail info@citemor.com

http://citemor.blogspot.com/

www.citemor.com

terça-feira, julho 20, 2010

Do espanto

Mais aqui; http://www.dv8.co.uk/

Do poder ao povo… ou não

Lendo as linhas gerais do programa de David Cameron denominado Big Society (acho um mau nome; aproxima-se demasiado de Big Brother), só posso dizer que será algo para seguir atentamente.

Um programa deste género só resultará se efectivamente descentralizar os centro de decisão aproximando-os do povo. Contudo, existem algumas pontas soltas que não me deixam confortável:
- Parece ser um programa que pretende transferir para as comunidades locais a responsabilidade da prestação de serviços e não o controlo democrático; i.e., um programa para cortar despesas e nada mais;
- Não se percebe como vão ser distribuídos os fundos, se por burocratas se por privados; necessita-se de uma ‘terceira via’;
- Parece-me que não existe plano de articulação relativamente ao que é de implicação nacional e local; problemas locais devem ser resolvidos localmente, mas os nacionais…;
- A escolha de 4 localidades para testar a implementação da Big Society, denominadas “comunidades de vanguarda” (sic), teve como racional o facto de ‘they can already cite examples of the type of community activism the Big Society says it is about’; Isto parece-me simplesmente parvo; um bom plano de testes deve incluir potenciais showstoppers e não apenas os best-cases com o risco de os resultados saírem enviesados.
- O programa é muito vago não permitindo uma clara discussão pública o que é um mau começo.

A ver vamos. Irei ficar atento a este programa. Começa mal mas pode ser que dê liberdade suficiente às comunidades locais de tomarem efectivamente o controlo da sua execução e, quiçá, expandir o raio de aplicação.

Do cinismo

Eis que do éden do liberalismo vem esta pérola:

Singapura liberta jornalista britânico que escreveu livro sobre pena de morte
Alan Shadrake foi libertado hoje, depois de, no domingo passado, ter sido detido pela polícia de Singapura, acusado pelo governo local de difamação. (…) publicou recentemente um livro que relata a história da pena de morte em Singapura (…).
(…)
“Tenho estado acordado a maior parte do tempo desde que me arrancaram da cama às 06h00 da manhã de domingo”, comentou Shadrake, acrescentando: “Dormi apenas algumas horas no chão da prisão. De resto, tenho sido interrogado o dia inteiro, explicando todos os capítulos do meu livro, a história, a pesquisa e o porquê de o ter feito”.

No fundo não surpreende.

segunda-feira, julho 19, 2010

Do contra-poder

Para merdas destas: Banana Worker Killed In Panama Labor Protest, isto (baseado na obra “Vinhas da Ira” de John Steinbeck):

Da pocilga mental

make drinkers responsible, ou como o egoísmo (são egoísmo do deus mercado) trabalha.

sábado, julho 10, 2010

segunda-feira, julho 05, 2010

Saramago ausente da Feira do Livro em Viseu

Sim, segundo a última edição do Jornal do Centro, parece que nenhum livro de Saramago pode ser comprado na Feira do Livro a decrorrer por esta altura na minha amada terra mãe. Porque será que não me encontro nada impressionado com este facto?



Imagem:
The Uncanny
Pintura a óleo sobre tela por Vicky Yuh, 2009

domingo, julho 04, 2010

(Novamente) Da ética

Quando o argumento é se nunca jogaste não podes vir para aqui argumentar em prol da ética e afins, então estamos mal. O ‘elitismo’ argumentativo sempre foi a maneira de tentar acabar uma discussão por quem não aceita que regras elementares de bom senso se sobreponham aos vícios bafientos de um desporto gerido por uma associação Mafia-like.

Quando o argumento é “tu farias a mesma coisa”, então estamos desesperados. Quere-se que o outro lado evidencie a mesma propensão para a asneira, procurando uma cumplicidade que amaine a argumentação. Quem usa este argumento acaba por assumir uma certa vergonha pelo comportamento que tenta desculpar com outros.

Quando o argumento passa por incluir no “jogo” o quebrar de regras então estamos perdidos. Sendo assim terminem-se as regras. Que o chico-espertismo ascenda ao trono; nessa altura pararão de lhe chamar desporto e chamar-lhe-ão somente jogo; nessa altura parem de associar países a grupelhos; nessa altura vamos deixar os fãs pagarem a totalidade das contas.

Só uma adição, quando um jogo “significa tudo para ti"; toda a tua existência na terra”, então estamos fodidos.

sexta-feira, julho 02, 2010

(Ainda) Da ética

Aproveitando a boleia do alexandre (miss you baby).

No município de Mafra reina o senhor Ministro dos Santos há muitos muitos anos pelo PSD. Ministro de nome, a figura de presidente coaduna-se melhor com a personagem já que lhe permite fazer melhor uso da salivação abundante vinda da raiva a tudo o que se lhe opõe. De resto vai sendo também o patriarca que com tudo resmunga e que para tudo ostenta a sua mão de ferro. Sempre pensei que aquele senhor, na época certa, encheria o parque desportivo municipal Eng.º “Ministro dos Santos” (é o que vos digo, o homem é um fofo) de opositores para lhes tirar da condição humana.

Este senhor, com desejos reprimidos de expansionismo resolveu criar empresas municipais e uma auto-estrada. Deu merda. O Tribunal de Contas pediu contas e as contas estão mal (que a matemática também não é famosa no concelho). A auto-estrada é ilegal, os contratos de construção por uma das empresas municipais são ilegais, a relação entre as duas empresas municipais é ilegal, as expropriações feitas são ilegais e os meus pensamentos roçam já também a ilegalidade. Mas o bom português dirá: pelo menos tem obra feita que tanto ajuda a população. Nada disso ó meu apático pedaço de gente, as portagens são caras e as estradas alternativas voltaram a encher.

Quanto à proposta de extinção das duas empresas municipais? Tirando os proponentes (BE), todos os restantes partidos votaram contra. O PSD para não indispor o querido líder. O CDS para não indispôs o PSD. O PS para não indispor o PS nacional. A CDU (surpresa, surpresa!) porque deve ter de facto telhados de vidro… fino.

Da ética

Para que serve um penálti? Para punir um comportamento defensivo que impede uma jogada com grande probabilidade de golo. Assim, é marcado o penálti colocando a equipa atacante em posição tão boa ou melhor como aquela em que estava  antes de sofrer a falta.

Vi, quase por completo, o Gana-Uruguai. Vi equipas que nos 90 minutos regulamentares estiveram equilibradas de onde sai um justo empate. No prolongamento o equilíbrio desfaz-se e vemos o Gana a querer o golo, jogando de forma empenhada para isso. O Uruguai fazia um jogo defensivo que impedia o golo da equipa Africana mas em termos ofensivos era pouco convincente.

No último minuto do prolongamento, de um lance de bola parada, o golo certo é negado ao Gana através da mão faltosa de um jogador Uruguaio em cima da linha de golo. Ditam as regras: cartão vermelho e penálti. O resto da história é triste: Gana falha penálti e de seguida falha outros três já no desempate por grandes penalidades com a equipa claramente desmoralizada.

Na situação em que ocorre uma falta que impeça um golo que de outra forma seria certo e não apenas provável, a punição, para além do cartão vermelho, deveria incluir a validação do golo. Marcar penálti é favorecer quem comete a falta; é favorecer o chico-espertismo, a falta de ética, a falta de desportivismo, a falta de fair-play.

No fundo, o que aconteceu hoje no Gana-Uruguai, é apenas uma tradução para as 4 linhas da falta de ética que grassa por esses mercados fora, onde a ganância vai marcando e heróis são formados na base da filha-da-putice; e, claro, vai sempre alguém dizer: regras são regras.


O herói

quinta-feira, julho 01, 2010

No PSD diz-se SCUTS Aleluia

A vida ensinou-me a desconfiar intelectualmente de alguém que se diz do PSD. As pessoas mais burras que eu conheci foram sempre do PSD. Eu pergunto-me se um QI baixo é requerido para se ser militante desse partido. Então se tivesse sempre havido portagens nas SCUTS a crise não seria assim tão grave? Diz que sim o presidente do grupo parlamentar do PSD. Bem, isto revela azelhisse, o que não se entende, principalmente para quem é filho político do Professor Cavaco, que deseja nortear tudo de acordo com análises de custo benefício.
Então não houve crescimento económico e benefícios com as SCUTS sem portagens?
Já agora, para quem gosta de emitar os EUA, proponho que o PSD compare os custos de portagens em Portugal com os custos de portagens nos EUA por Km, principalmente nas regiões mais pobres.
Estes senhores somente defendem as elites e defendem cegamente. Eu sou visceralmente contra isso porque as elites não sofrem nada com a crise e os níveis de sofrimento em Portugal atingem hoje em dia valores inconcebíveis para qualquer humanista. Firmo a palavra humanista. Onde está o humanismo? Os Católicos de Direita, que se desbravam contra os direitos dos homossexuais, que se dizem humanistas na herança de Thomas Moore, nada dizem.