terça-feira, abril 27, 2010

Da “self-fulfilling prophecy”

Desta feita concordo com o João Galamba:

“(…) S&P 'traça um cenário ainda mais negro para a economia portuguesa'. De uma vez por todas: a S&P não traça nem descreve nada; cria, ou melhor, contribui para a festa e ajuda a criar. (…) a S&P alinha no desvario, atira lenha para a fogueira e valida a irracionalidade (paranóica, acrescento eu) dos mercados. Tudo isto sem se aperceber do que está a fazer, porque é incapaz de agir reconhecendo que é co-responsável pelo mundo sobre o qual supostamente fala. Estamos no reino da self-fulfilling prophecy (…)”

Por muito que não confie nos estados, confio ainda menos nos “mercados”, nome simpático para a aleatoriedade associada à ganância de alguns que arrecadam a quase totalidade dos recursos.

Já agora, uma pergunta quem avalia estas agências de rating?

Sem comentários: