terça-feira, fevereiro 23, 2010

Da tolice

Um misto de surpresa e orgulho tolo perceber que a minha estratégia de leitura para a angustiante pilha de romances que mantenho na mesa de cabeceira é semelhante à de Adolfo Luxúria Canibal:

“Já sei que quando me vou deitar, bem dentro da madrugada, os olhos piscos e o cérebro aos tropeções, vou encontrar o Sr. Silva e os outros Silvas todos lá do lar da Feliz Idade e, pelo menos durante duas ou três páginas, compartilhar as suas memórias e impressões deste Portugal que suspira ser espanhol e ter salários europeus e com eles rir ou apoquentar-me. Depois, com a beatitude dos justos, adormeço de cansaço, deixando a catrefada de Silvas a imiscuir-se-me nos sonhos!”
Adolfo Luxúria Canibal in Correio da Manhã acerca do novo romance de valter hugo mãe, “a máquina de fazer espanhóis”  (negritos meus)

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