domingo, fevereiro 07, 2010

Da democracia

Penso não perceber o alcance destas democracias quando se sentem constantemente ameaçadas por agências de rating. Estas instituições… não… estas empresas não são reguladas, não são escolhidas e vivem de vender uns ratings que visam reflectir a capacidade de um país ou empresa (cada vez menos diferenças) de respeitarem as suas dívidas.

Em adição, numa economia que transpira o mérito e a pocura  do sucesso… não… do estatuto, não se percebe quem defende estas agências quando falharam redondamente nas previsões do passado, quer em falsos positivos quer em falsos negativos. O argumento prende-se essencialmente com uma noção de inevitabilidade que apenas encontro paralelo na espiral decadente determinista das mitologias nórdicas.

As opções governamentais já tão afastadas do sufrágio democrático pelas pouco honestas decisões políticas tornam-se ainda mais afastadas do eleitor. Quando a ‘democracia’ vai servindo de fachada para manter as ilusões de onde o poder se encontra, que devemos pensar?

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