domingo, janeiro 17, 2010

“Um Dia Cinzento” de Jorge Molder

Ainda na senda dos saldos da Assírio e Alvim de que já falei aqui, um novo livro num registo completamente diferente: “Um Dia Cinzento” de Jorge Molder.

Neste livro (nesta série) aparece sempre a imagem latente como se as fotografias não se completassem em si; como se precisassem de uma projecção do nosso imaginário, real ou sonhado. A cadeira é o elemento âncora, que aparece despovoado, aliás, como o espaço das fotografias. Abandono pintado em tons de cinza arrastado nas páginas do livro e nem sequer um texto de apoio. Somos abandonados entres os pares e ímpares e sem sossego até fechar o livro. Há qualquer coisa de estranho que supera a melancolia e não deixa repousar.

Alguns exemplos.

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