domingo, janeiro 24, 2010

Do outro lado…

…do Atlântico uma visão sobre a eleição de um Republicano para senador de Massachusetts.

Assim não dá

30 de Dezembro (Qua), 14:30
Penúltimo dia de exposição de ‘State of Affairs’ pelo colectivo [Kameraphoto] na Plataforma Revólver. Horário anunciado: 2ª a Sab das 14:00 às 19:30.

Resultado: o edifício da exposição estava fechado sem nenhuma indicação na porta; no telefone ninguém atende.

Nota: valeu a extensão até Janeiro o que me permitiu ir ver.

 

23 de Janeiro (Sab), 15:30
Exposição Colectiva Pente 100 na galeria Pente 10.  Nomes grandes da fotografia com Paulo Nozolino à cabeça. Horário anunciado: 3ª a Sab das 15:00 às 19:30.

Resultado: galeria fechada com uma tabuleta indicando que estava fechado e que só por marcações; telefonei para o número indicado na tabuleta e do outro lado apenas um “estamos fechados”.

 

Assim é falta de respeito.

domingo, janeiro 17, 2010

Pinochet está de volta

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“Um Dia Cinzento” de Jorge Molder

Ainda na senda dos saldos da Assírio e Alvim de que já falei aqui, um novo livro num registo completamente diferente: “Um Dia Cinzento” de Jorge Molder.

Neste livro (nesta série) aparece sempre a imagem latente como se as fotografias não se completassem em si; como se precisassem de uma projecção do nosso imaginário, real ou sonhado. A cadeira é o elemento âncora, que aparece despovoado, aliás, como o espaço das fotografias. Abandono pintado em tons de cinza arrastado nas páginas do livro e nem sequer um texto de apoio. Somos abandonados entres os pares e ímpares e sem sossego até fechar o livro. Há qualquer coisa de estranho que supera a melancolia e não deixa repousar.

Alguns exemplos.

Um-Dia-Cinzento-001-02

Um-Dia-Cinzento-002-02

Um-Dia-Cinzento-003-02

sábado, janeiro 16, 2010

Apontamentos

"A RTP dispensou-me porque saiu o meu álibi democrático"
Não percebo de que Marcelo se queixa se responde à sua pergunta.

CMVM obriga empresas a divulgar salários dos administradores
Têm de perdir com mais jeitinho que o BE. A estes últimos já chamavam de demagogos por coisas dessas.

Litro de cerveja na Alemanha mais barato que água
Para quem atribui à mão invisível do mercado um toque de seda eu lembro que é para melhor sufocar.

Mongolia suspends death penalty
Um grande salto civilizacional.

E para não chatear mais:

AMI

Uma entrevista a Fernando Nobre. Uma lição acutilante sobre as ajudas internacionais.

Da adolescência

Quando a CDU se vê liberta da sua coligação com o SPD para se coligar  com o FDP um grande suspiro de alívio percorreu as hostes conservadoras alemãs. Réplicas fizeram sentir-se em Portugal essencialmente entre Insurgentes.

Hoje, esta notícia: Angela Merkel enfrenta desentendimentos na coligação e no seu próprio partido.

Alguns excertos:

“Os últimos tempos têm sido marcados por discussões do tipo "querelas entre adolescentes", diz a imprensa alemã.”

“(…) o principal ponto contencioso: os cortes fiscais.”

Deve ser isto a que se chama “medida emblemática”.

Chamar pelos nomes

Penélope Cruz e Scarlett Johansson making love no quarto escuro de um laboratório de fotografia?
Sacanagem.

domingo, janeiro 10, 2010

Porque é que a direita liberal me enoja?

"Há três anos foi mãe. Estava - uma vez mais - a trabalhar a recibos. Quando teve o bebé nunca mais voltou. A empresa não a readmitiu e ficou sem ordenado. E, com uma filha nos braços, levou tempo a encontrar um novo local compatível com as necessidades de uma jovem mãe.
A situação chocou-a. Mas, garante, há casos piores. 'Conheci uma rapariga com cancro da mama que continua a trabalhar por medo de perder o lugar'.".
No Público de hoje.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Do referendo

Antes de mais gostaria de esclarecer que, para mim, o casamento entre homossexuais é um direito. Um direito jurídico na medida em que a Constituição assim o determina apesar das tentativas enviesadas feitas por alguns em tentar sobrepor ao texto constitucional leis menores que referenciam o carácter heterossexual do casamento (cai mal ao Jorge Miranda esta golpada política em forma técnica  – chamam-lhe desonestidade). Também é um direito social porque a homossexualidade não é moralmente reprovável, não é biologicamente exótica nem tão pouco se trata de uma escolha deliberada de um sujeito. Trata-se, isso sim, de uma variante de orientação sexual e não de nenhuma doença.

Feito este intróito, torna-se mais fácil explicar porque sou contra o referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para mim é de base que direitos não se referendam. Para quem usa o argumento de que se aplica dois pesos e duas medidas em comparação com a IVG trata-se, a meu ver, de um equívoco. A IVG não é um direito e referendava-se se a escolha era da mulher ou da sociedade (para mim nunca teve em causa que era da mulher).

Do outro lado da barricada vem também um argumento que considero desprovido de qualquer senso. Para alguns, este tema já havia sido votado nas legislativas uma vez que fazia parte dos programas eleitorais do PS, PEV e BE e o referendo tiraria legitimação às eleições parlamentares. EU acho o contrário, o referendo permite fazer ajustes de pormenor levando a que o povo se exprima sobre questões que à partida, devido à sua relevância, necessitem de ampla discussão pública. Mas, como disse anteriormente, falamos de um direito.

Onde pode haver discussão será se o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito ou não. A direita portuguesa não se atreve a tocar neste ponto pois isso iria lembrar as radicalizações moralistas (nesse sentido a igreja tem servido como braço armado). Então, não querendo atacar os homossexuais, tentam sacralizar o casamento, congelando-o sob a forma de tradição. De uma outra forma, uma tradição tem mais força que um direito (isto lembra-me as touradas e as praxes). A palhaçada continua claro, com o futuro líder do PSD, Aguiar Branco, a mandar umas patacoadas querendo que se chame outra coisa e remeter os homossexuais para um gueto terminologista (todos sabemos o que vem a seguir ao gueto). Sejam homenzinhos e refutem o carácter de direito atribuído ao casamento entre homossexuais ou então… calem-se para sempre (e se não for pedir muito tentem evitar o moralismo serôdio dos nossos párocos porque desses está o inferno cheio).