quinta-feira, outubro 08, 2009

Sem título

A minha existência enrolava-se num caldo orgânico enquanto o gato me olhava do alto do seu muro atacado por trepadeiras e gangs de pacotilha. Enquanto seus olhos se adaptavam à luminosidade inesperada de um início de tarde coloquei um pé em frente do outro com o equilíbrio pendurado em cada ponta de um pau que me vergava as costas; já com desenvoltura e a dor vencida por zelo, inicio a corrida que me trouxe aqui.

Puxo todas as minhas células contra mim sem entender bem onde estaria o eixo central ao qual estarão presas. Volto a tentar a unificação sem sucesso e já nada me convence de mim próprio. Encontro, então, nas realizações o ricochete para as dúvidas dos Gregos como se parisse cada ponta de corno que construísse. Liberto-me por gemulação dessas próteses e emancipo-as para o raio que as parta que de mim já estou solto.

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