quinta-feira, outubro 15, 2009

Do sistema de saúde dos EUA (II)

Deste post no Insurgente surge nos comentários uma discussão que vai abarcar os sistemas nacionais de saúde (SNS). Como sempre, o SNS  dos EUA surge, aos olhos da direita liberal, como exemplo a seguir pela cambada de socialistas deste lado do Atlântico. Com base em quê? Nisto. OK. Pegarei nesses mesmo dados (que aliás, podem ser descarregado em formato de excel aqui) e farei uma análise muito simples dos mesmos.

Das Rubricas de Despesa

O próximo gráfico mostra as despesas em farmácia. EUA surge à cabeça.

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Já o próximo mostra o número de equipamentos de ressonância magnética (MRI) e de Tomografia. Sem dúvida, os EUA mostram o seu poderia tecnológico com um elevado número destes equipamentos de diagnóstico por um milhão de habitantes.

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O seguinte mostra o caso das cirurgias com o exemplo de 3 intervenções cirúrgicas. Apesar de estar nos lugares cimeiros, os EUA não conseguem ser, em nenhuma categoria, o primeiro.

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Contudo, quando se olha para parâmetros de cobertura do SNS as coisas parecem já não ser tão boa.

  • O primeiro gráfico mostra o número de médicos por 1000 habitantes; EUA na segunda metade.
  • O segundo gráfico mostra o número de camas de hospital por 1000 habitantes; EUA só melhor que Turquia e México.
  • O terceiro gráfico mostra o número de consultas médicas per capita; EUA na cauda.

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Os EUA são o país que mais gastam na saúde com uma forte incidência do sector privado. Percebe-se que em tecnologias de diagnósticos e medidas correctivas (cirurgias e fármacos) são dos que mais gastam. Contudo, observando indicadores de cobertura do SNS pela população, os EUA apresentam dos piores resultados. De facto, as rúbricas mais rentáveis são as que apresentam maior importância. Cirurgias de massas, fármacos e ferramentas de diagnóstico são boas fontes de negócio. A cobertura de populações envelhecidas ou esvaziadas torna-se demasiado oneroso.

 

Próximo capítulo: Eficiência.

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