sexta-feira, outubro 30, 2009

Your Culture, My Culture


Anthropologists recognize two types of cultures in the early times of mankind: i) anthropomorphic, which are the dominant cultures nowadays, like the US culture, and ii) anthropophagic, which only exist today as minorities living in remote and isolated territories and believe in the absorption of the greatness of their ancestors by literally eating them after their death. In opposition, the origin of anthropomorphic cultures are thought to remount to the first human that laid a flower over a dead relative and are characterized by the construction of physical forms to eternalize the life and memory of the ancestors, like portraits for example, among other human built pieces with the meaning of maintaining ancestors alive. The individuals that were able to create sublime works that represented the greatness of ancestors with popular renown were probably the first artists. The way a society looks at its History and the heritage that it received from ancestors are the foundations of a culture’s identity. Due to the condition of human mortality and consequent regeneration of societies with the birth of new generations, culture is not a stagnant concept and its way of manifestation is always in constant mutation. Culture can be the complex identity of a society and many cultures can exist within a culture as societies exist within a society. Communication among individuals must exist to voluntarily or unconsciously perpetuate and develop the culture and its function in defining identity. Portraits play a strong role in the development of individual identities by defining popular traits and symbolisms of likeness and also as documents of the evolution of cultures throughout History.
Freud defined technology as a pivotal component in the developmental mutations of cultures while stating that culture was born when men decided to take fire home instead of pissing on it: use versus fear. Technological changes can define many of the major changes in cultures, both towards extinction or survival. Today we live in a globalized world, where languages mingle within the scaffold of an easily mutated English language. Language is the purest anthropomorphic phenomena and is the basis of human thought. More complex Internet, satellite television, cinema and marketing support the spreading of an English spoken globalization. However, the constant mutational state of culture is changing all these components of globalization as new cultures join the caravan. New York City (NYC) can be considered the new Rome of the globalization empire; where over 170 languages and much more corresponding cultures exist from the tip of Manhattan to the extreme point of Long Island coexisting in mutual assimilation. Foreign cultures in the US are always assimilated into the American homogeneity and separated from their origins. Is NYC a sample of the world at a smaller scale, the new Babel? I don’t think so. Mandarin speakers from NYC, San Francisco, Paris and Beijing belong to four separate cultures that have different interactions with the native cultures of the space they physically occupy, even if their origins are the same. Acculturation and cultural assimilation phenomena occur at a level of complexity probably similar to the way synapses and information are processed in the human brain. Probably globalization is taking humanity towards a new Babel. Probably humanity is once again being liberated from one of the strongest divine punishments.

Vou estar...

...ausente por duas semanas. Go on and I'll catch you later.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Untitled

Não sei qual o objectivo de tal façanha; não sei o que ele pretende desmascarar com aquele mau feitio aprendido aos chefes dessa vida. Leva-me sempre à certa no caldo morno das suas tiradas de dulcíssima complacência. Caio, caio sempre e abafo um gritinho que já sei, sairia parvo e deslocado. Sei que ele é macho e cultiva essa química que lhe late nas veias como lapadas que levava quando rosnava aos que passavam apenas porque não podia passar despercebido. Devolvo-lhe os anos que foram sufragados por todos menos por mim e fico a ver-me passar. Sentado porra, claro que sentado.

Quando um livro começa assim…

“ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte”*

…eu mando tudo o resto à merda e agarro-me ao que vem a seguir.

*Primeira quadra do primeiro poema, ‘recado’, do livro ‘horto de incêndio’ de Al Berto.

Eu posso ser o coelhinho

Francis Bacon


Se fosse vivo, Francis Bacon teria feito ontem 100 anos. Há uns dias vi o programa neste link. Tenho reflectido muito sobre Bacon e já aqui me referi algumas vezes ao valor artístico e social dos retratos: aqui, aqui e aqui. No programa indicado, refere-se a obra de Bacon como o continuar do estilhaçamento do Eu iniciado pelo Modernismo e vale a pena ver o programa para se perceber isso.
Na minha subjectividade, Bacon fascina-me porque me identifico nos seus auto-retratos. Sempre me senti atraído pela face humana e pela sua potencialidade em exprimir um significado através dos movimentos dos seus músculos. Desde muito novo que me olho ao espelho e testo o que consigo fazer com a minha cara. Mais tarde, ao fazer teatro, muitas vezes me filmava a fazer cenas para ver como as fazia e o espelho sempre foi o meu companheiro de auto-manipulação facial.
A minha cara tem assimetrias, defeitos e características vincadas. Independentemente da minha idade, o excesso de tempo a olhar-me ao espelho sempre me levou a mentalmente exagerar os meus traços e imaginar a minha face completamente transfigurada.
Como nasci numa família onde se advoga que as crianças devem estudar e ter boas notas e o resto é conversa, nunca tive a oportunidade de aprender música e pintura. Hoje considero essas as minhas maiores falhas em termos de literacia e sempre sentirei falta enquanto humano vivo em não saber fazer nada disso.
Traumas à parte, durante as minhas longas sessões de voyeurismo da minha própria cara, sempre me pintei desfigurado como uma consequência de um dinamismo facial imposto pela força do meu olhar. Mesmo a frase mais sublime se banaliza quando dita demasiadas vezes. Quando me deparei com os auto-retratos de Francis Bacon, senti o satisfazer do meu desejo de voyeur, vi-me nele. Mas acima de tudo, no geral, fez-me questionar sobre os efeitos de o Homem se olhar tanto ao espelho nos dias que correm. Botox, anorexia, consumismo, photoshop, a cultura de celebridades a invadir todas as esferas públicas com muita parra e pouca uva? Todos somos feitos de carne, sangue, secreções e todas as coisas que uma visão Barbieana do Homem tende a apagar da imagem humana promovida pelas sociedades modernas.
Percebo muito pouco de arte e gostava de ler mais sobre os diversos movimentos e as suas relações com os vários factores sociais e geopolíticos. Vou fazendo o possível. Mesmo assim, gostava de fazer notar o aniversário de um dos maiores artistas de todos os tempos. Parabéns!

quarta-feira, outubro 28, 2009

Pedaço

Não sendo pessoano, isto vale a pena:

“Amo-vos a todos, tudo, como uma fera.
Amo-vos carnivoramente,
Pervertidamente e enroscando a minha vista
Em vós, ó coisas grandes, banais, úteis, inúteis,
Ó coisas todas modernas,
Ó minhas contemporâneas, forma actual e próxima
Do sistema imediato do Universo!
Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!”
excerto de '’Ode Triunfal’ de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)


Da série ‘Lisbon Revisited’ por Jorge Colombo (Fotografias sobre poemas de Álvaro de Campos)

O regresso à batata doce

Nuno…

Acabo de chegar a casa e encontrar um bilhete manuscrito do meu pai. O primeiro bilhete que tenho do meu pai; vá lá, ainda foi antes dos 30. Porra, estas coisas deixam-me comovido.

terça-feira, outubro 27, 2009

Enquanto como uma batata doce

Já agora, a Kate não é linda?

Da meritocracia

Comecemos pelo fim: não acredito no mérito. Mais correctamente, não aceito a meritocracia como sistema social.

Agora que já devo ter captado a atenção da maior parte, regresso ao início. Existem provas que julgo bastante fortes para aceitar como teoria evolutiva aquela que coloca o gene como unidade fundamental da sobrevivência (gene aqui representa uma unidade transcrita como um todo). A consequência desta afirmação é a de que todas as formas de ‘vida’, dos organismos unicelulares aos muito complexos multicelulares (que de forma interessante mimetizam o tipo de organização de uma única célula – lá voltarei um dia), são então encaradas como veículos de sobrevivência, isto é, invólucros que são programados pelo seu genótipo (conjunto de genes) a comportarem-se de uma determinada forma (em comportamento, como forma de simplificação, incluo toda a acção voluntária e involuntária de interacção com o meio) que, num determinado contexto, irá permitir a sobrevivência e a multiplicação. Toda esta teoria apresenta-se num livro de Richard Dawkins denominado “The Selfish Gene” – não só explica melhor como ainda aprofunda a teoria para demonstrar como o altruísmo é possível num mundo de genes egoístas. Como tal não me prolongarei mais sobre este assunto.

Antes de tudo o homem é um animal, organismo multicelular de elevada complexidade e que apresenta uma característica única no mundo animal, desenvolvida como modo de adaptação ao meio garantindo sobrevivência e replicação: a capacidade de criar um modelo da sua própria realidade, ou por outras palavras, inteligência/consciência. Do ponto de vista meramente evolutivo, a consciência é apenas mais uma ferramenta num conjunto de ferramentas possíveis na corrida ao armamento evolutivo com o último fim de garantir a replicação dos genes e assim a sobrevivência destes (por isso um gene tem um tempo de ‘existência’ milhares de vezes superior ao de qualquer animal). A consciência é assim um fenótipo que resulta da transcrição de um determinado conjunto de genes a priori, donde resulta o seu primeiro condicionalismo (recuso qualquer leitura transcendental desta nossa capacidade).

Num outro plano, a posteriori do condicionamento genético (por favor, não confundir condicionamento com determinismo), o homem aparece como um animal social (o que considero ser, no fundo, o mesmo que Aristóteles referia ao considerar o homem como um animal político). Várias experiências, no contexto do behaviorismo experimental mas não só, nas décadas de 40 e 50, demonstraram (por vezes de forma cruel) que o condicionamento continua através do ‘meio’ social com consequências no desenvolvimento físico e cognitivo. Por exemplo, uma experiência (agradece-se a quem encontrar a referência) que consistia em dois grupos de bebés  sujeitos a duas formas díspares de maternidade. Num dos grupos os infantes tinham mães com níveis normais de interacção (afecto). No outro grupo, um conjunto de enfermeiras num esquema rotativo e apenas com um nível de interacção mínimo; mães anónimas robotizadas. Enquanto que os bebés do primeiro grupo apresentaram níveis de desenvolvimento normais (distribuição normal, etc.) os bebés do segundo grupo apresentavam atrofias emocionais seríssimas com consequências em alguns casos fatais. Embora estes casos sejam radicalmente diferentes entre si há todo um mundo entre eles para o nosso multi-dimensionalismo contínuo poder explorar.

Então, o que é o livre arbítrio? Poderá ser o espaço não ocupado pelos dois condicionalismos aqui apresentados: genético e social (social não será a melhor palavra mas para efeitos de labelling serve perfeitamente). A questão regressa na forma de: esse espaço existe ou o livre arbítrio é aquilo a que designamos o resultado de uma equação de parâmetros intermináveis que nos tutelam a priori (genético) e durante (social)? Embora me sinta inclinado para a segunda alternativa, não iria acrescentar nada ao que se seguee como tal não aprofundarei.

A ideologia dominante (ditada pela classe dominante como escreve Marx) apresenta-nos a meritocracia como um sistema justo: aquele que mais e melhor trabalha terá mais e melhor. Usando o esquema de ‘Status Anxiety’ trazido por Alain de Botton (já agora ver o filme é uma boa recomendação), aquele que mais e melhor trabalha terá mais estatuto perante o mundo (mais do que dinheiro, o estatuto aparece como a moeda de troca social). Eu coloco a pergunta ao contrário: o que é necessário verificar para que a meritocracia seja um sistema justo? A resposta aparece-me como óbvia: o homem deverá ser senhor da sua sorte (não resisto a deixar sair estes clichés de livro de gestão), ou seja, o homem é responsável por todos os seus comportamentos. Se é um vencedor (tem sucesso, i.e., tem estatuto, i.e., tem mérito) foi porque trabalhou para tal. Se é um falhado (pagando isso com a vergonha) é porque não se esforçou o suficiente.

(Nota: nem sequer vou entrar nos desvios que assistismos todos os dias em pleno seio do sistema meritocrático, apelidado por Thomas Jefferson como aristocracia do talento)

Se considerarmos verdadeiros os condicionalismos apresentados antes (objectivos e não artigos de opinião), então o indivíduo não é totalmente responsável pelos seus comportamentos (de novo o quanto não é tem pouca relevância a não ser que fosse pouco significativo – que não é). Conclusão desta afirmação é que a meritocracia não pode ser vista como um sistema justo. Os sistemas de Segurança Social (Welfare) mais não fazem que actuar como paliativos para a dispersão assimétrica de riqueza que premeia potenciais (potencial para pensamento lógico-dedutivo, potencial para aprendizagem, potencial para – a tão na moda – inteligência emocional, etc.) resultantes em grande parte de factores externos e não controláveis pelo indivíduo. Este facto faz-me à partida rejeitar o liberalismo económico assente no ‘egoísmo ético’ ou outras formas individualistas de política (por isso sou avesso à competição de qualquer forma como muitos dos meus amigos sabem e torcem o nariz). O colectivismo (os pormenores  e as alternativas de colectivismo deixo a quem sabe), pela força dos números aparece como a forma mais adequada de atenuar diferenças individuais actuando como uma média rolante. O liberalismo social aparece-me igualmente como alternativa credível aceitando as diferenças individuais  desde que não coloquem em causa a liberdade dos pares.

Não é possível ignorar a nossa biologia e as suas consequências sem incorrer na injustiça social.

Este texto, na gaveta mental à demasiado tempo, é dedicado ao meu amigo J. de quem tenho uma grande estima e que por esta altura já percebeu o enorme tiro no pé que deu a si próprio ao emprestar-me aquele DVD.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Viseu e os atrasados mentais, sem querer ofender claro

Sem querer ofender os verdadeiros atrasados mentais, toda a gente sabe que Viseu tem um elevado rácio de atrasados mentais por habitante. No entanto, parece que o Ensino Universitário ainda atrai mais atrasados mentais. Que chatice. Agora a sério, parece-me impossível ainda haver praxes em Portugal. Pior ainda é Viseu ainda se reger segundo parâmetros corporativos do tempo de Salazar onde o crime se tolera e promove, desde que não se conspurque a moral e os bons costumes.

sábado, outubro 24, 2009

The construction of meaning


The construction of meaning is a terminology widely used in developmental linguistics to refer to the process that children within a certain culture undertake to establish connections between words and their different levels of significance. As words relatively to any idea, abstraction or object, the portrayal acts as a tool of engaging proximity between the observer and both the sitter and the artist. The skills of the artist, his objectives in creating the portrayal and the level of his interaction with the sitter are the main factors in establishing that proximity. Once facing the portrayal and its objective components, the viewer is engaged towards that proximity, but the interpretation is subjective, which may result in readings different from the conceptual realm of the artist and his time. The construction of the viewer’s subjectivity can be simplified into two components: i) self-originated and ii) socially-originated. The interaction of individuals with the surrounding environment plays such a strong role in cognitive development that it is really hard to separate the definition of the self from the influences of the surrounding social influences, moralities and concepts. Consequently, the interpretation of a portrait and its symbols from a different time, space and culture may easily be misinterpreted considering the artist’s subjective objectives and circumstances. An Anglo-Saxon US citizen is culturally inhibited of engaging the same interaction with Korean likeness as native Koreans. However, the portrayal is the portrayal, a physical object with color, shape and tonalities, what is there is there. But that is not enough; it is nothing, as technically hard as it may be to create. The physical part of the portrait has no function without the artist, sitter and viewer subjective trichotomy and has no function if the proximity between these components is lost.
The current interpretations of the known portrayals of Napoleon and Pocahontas reveal how biased can contemporary interpretation of History be. Napoleon’s height was among the average of his time. However, the eccentricities, exaggerations and sublime components of the empyreal character of his portrayals are erroneously interpreted as a way of compensating the loss of his ego for being a short man compared to today’s standards. Contrarily to Napoleon, the short French President Sarkozy is always making sure to minimize the number of people taller than him in public appearances. The way information flows through the innumerous highways of information in the actual globalized world requires more from Sarkozy than just a portrayal of him represented as a semi-god. Sketches inspired the known portrayals of Pocahontas, not the observation of the artists. Today Pocahontas is portrayed in several types of movies and comic books; her image is part of the US imaginary. How much of her true self is present in that fiction? No one will ever know. From the outside, foreigners that visit the US rarely identify themselves with the exotic ideas that surround the image of their cultures among the US culture. I am not one of those foreigners. Rarely people know about the existence of Portugal and nothing of its culture and likeness phenomena, probably fortunately for me.

quarta-feira, outubro 21, 2009

A Note on Andy Warhol


The Nazi Reichsminister of Propaganda Joseph Goebbels convinced Adolf Hitler that the status of capital of world fashion, art, entertainment and sophistication would fairly be transferred to Berlin after the invasion of Paris, where the Nazi regime would control and shape world culture. It is known today that among many of Hitler’s idyllic convictions, this one did not turn out to be real, not even during any moment of his period of power over Europe. The pen is mightier than the sword and by pen I mean freedom of speech, religion, thought, beliefs, life values and above all the individual right to free creativity. National Socialism banned the cultural and scientific elites away from the old Continent and with it celebrity culture. The United States of America readily became the safe haven of the free world, the only place where intellectual and cultural fresh breading was possible and safe. After World War II, even with the extinction of right wing totalitarian regimes, celebrity culture in the US and Europe suffered dramatic changes and the hegemony of Paris was lost forever. The big depression ended with the impulse on economy generated by the New Deal, the war effort and programs of international intervention like the Marshall plan. The industrial tissue was revitalized together with an increase in the average income of US citizens, which allowed the accessibility to new products and habits of consumerism. In this context, the raise of television (tv) considerably curbed the power of radio, making of image and motion major components in defining the style of celebrities that previously relied mainly on printed papers/magazines and on the ironed and aseptic tone of radio. The financial independence of women due to their increased presence in the job market was also a major factor in shaping celebrity culture.
From this period of dramatic changes in the popular accessibility to technology, information and luxury goods until today, Andy Warhol played a highly influential role in defining celebrity culture by understanding the changes that were occurring in the US and by finding a way of using and conceptually manipulating their significance in the daily life of every average citizen. The need for “15 min of fame came”, together with TV. Probably due to his intimate relationship with his mother, contrary to the highly sexist, misogynist and misanthropist Jackson Pollock, Andy Warhol understood women and the public in general or at least knew how to address their needs. The way Warhol changed the lives of all citizens independently of their financial status is very controversial and in a cultural way as Socialist as Marxism, but it is consensually stated that he did it by manipulating celebrity culture to levels of importance that still exist today. In opposition to Europe, the cultural heterogeneity of the US is homogeneously distributed throughout the territory, where millions simultaneously access the same information channels. Warhol was an expert in the use of this highway of information to both understand and change the US. Today I ask my self if by understanding and changing the US, wasn’t Warhol understanding and changing himself? Where is the line of separation between US celebrity culture and Warhol? I think that today they are the same thing. Warhol’ ideas, way of action and fingerprints are alive in Hip-hop, in Paris Hilton, in Puff Daddy and all celebrity culture today; the pen is mightier than life.

terça-feira, outubro 20, 2009

Dos rankings das escolas

A Regra do Jogo é um blogue recente bastante prometedor e que se insere na categoria de blogue político colectivo. Não hesitei em o indexar junto com (já) muitos outros e já deu frutos. Carlos Santos está muito bem aqui ao escrever sobre os rankings das escolas.

Cópula

A vaga de suicídios na France Telecom não afectou as contas da empresa, garantiu o presidente da operadora, Didier Lombard.


Um estudo da KPMG revela que a pressão existente nos Estados Unidos para conseguir resultados a qualquer preço é o principal motivo para a fraude e má conduta nas empresas, em particular na banca.

Claro, por causa disso também…

A aplicação da pena de morte nos Estados Unidos representa um peso financeiro muito grande nos orçamentos dos estados que a aplicam e a maioria das autoridades policiais está convencida de que nem sequer contribui para reduzir a criminalidade.

Como é senhor presidente

Portugal perde 14 lugares no "ranking" mundial da liberdade de Imprensa

Pessoalmente acho esta notícia inquietante embora não me surpreenda. O governo de Sócrates tem sido exímio no condicionamento da comunicação social e a maior parte vira a cabeça ao lado – afinal isto é uma democracia! No entanto, se esta notícia me inquieta, a mim pobre cidadão-comum, que fará aos fígados já muito biliosos do nosso PR? Afinal, segundo a nossa Constituição, a figura do PR é o garante da democracia. Mas cada vez mais o Cavaco me parece um daqueles agentes da autoridade roliços de tantos tintos-que-tintam que perante a maior das catástrofes lá vai atirando para os transeuntes de forma pouco convincente “é para seguir, não há nada para ver, vamos circular”.


Já agora, os paraísos na terra para os liberais de direita, Hong-Kong e Singapura, aparecem em que lugar mesmo? Liberdade sim, mas só a que interessa.

Do Saramago

Antes de mais importa informar que sou ateu, nado e criado no seio de uma família católica predominantemente não praticante (embora com a tendência de uma exagerada beatice com o avançar da idade). Importa, também, referir que acho a crença num qualquer deus ou entidade transcendente uma fase evolutiva humana que, tendo garantido a sobrevivência num passado distante, irá ter tendência a desaparecer à medida que a consciência ‘média’ se desenvolve. Transladando isto para o campo político aplica-se o ‘deixa-os poisar’ (assim mesmo, com ‘i’). Tirando abusos de posição por parte de clérigos e histerismos por parte de crenças mais fervorosas (fervidas?) que requerem intervenção por parte da sociedade (não necessariamente ateia/laica), tenho a firme convicção que cabe à evolução do homem (já não tanto genética mas cultural) colocar um término nas crenças.

Como consequência desta introdução não posso achar a intervenção de Saramago, no estio do seu novo livro, feliz.  Concordando ou não com o conteúdo, esta agressividade choca com o intento humanista que certamente instigou o Nobel a fazer tais declarações (marketing? mas acreditam mesmo que foi marketing? enfim). Contudo, mais que fazer uma apreciação crítica  à intervenção de Saramago pode-se considerar abuso. Mas eis que tudo é possível: Dirigente do PSD "convida" Saramago a deixar de ser português. Cavaco já havia dado o mote na saga contra Saramago. Manuela Ferreira Leite até falou nos 6 meses sem democracia. Agora a expatriação eufemisticamente embrulhada em papel de rebuçado-ironia. Ou acham que a censura não começa por um “a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?”

sexta-feira, outubro 16, 2009

Two representations of real people

Two likeness images are presented on Figure 1 and 2, presenting Pieter Cornelisz van der Morsch and Joan of Arc. Morsch was portrayed by the Dutch artist Franz Hals as a middle aged man dressed in dark with a luxurious ornament on his neck, very popular in the upper class of European protestant countries in the XVIIth century. The dimensions of the body and the tones of the face reveal good health according to the standards of the time. The sitter is holding a straw basket with herrings and a herring on one hand. The tone of wit, humor and joy in the sitter’s facial expression suggest a satiric facet.


Figure 1 Painting of Pieter Cornelisz van der Morsch by Franz Hals (1616), Dutch (Carnegie Museum, Pittsburgh). The sitter is a high rank court clerk from Leiden with renowned literary talent among the city cultural elite, where he played the role of a buffoon. One hand is holding a herring and the other a straw basket filled with herrings. In the left it is written ‘WIE BEGEERT”, meaning “who desires (one)”. At the level of his head, in the right, a coat of arms with a unicorn and the date are presented.

The inscription “who desires” implies that herrings may be thrown at individuals. Contemporary to Franz Hals, the US American Anna Vaughn Hyatt Huntington (1910-1915) portrays a sculpture of Joan of Arc resembling a statue (1874) by Emmanuel Frémiet located in Paris near the Louvre or as replicas in other relevant places, like Compiègne where the English army captured her. Contrary to Frémiet’s portrait, where the sitter is commemorating victory holding a banner with the helm removed from her head and facing the future with perseverance and optimism, Anna Huntington represents the sitter before battle, tense and clamming for divine intervention towards success, maybe being followed by hordes of men as an intermediate between them and God.
Both sitters present different roles in society. Even after an assumed divorce between the modern era and the past, Joan of Arc is among the few French nationalist symbols that survived the Revolution. Joan of Arc did not sit for any portrait that inspired Anna Vaughn Hyatt Huntington during her research trip to France. Contemporary to Joan of Arc, Morsch would never be known if he hadn’t set for Franz Hals. Morsch was famous in Leiden for the constant mockery of individuals through his talented writing. At the time, throwing herrings was a synonym of witty moral depreciation of the actions of an individual. Contrarily to Joan of Arc and other historical figures that still inspire humanity as I write these lines, Morsch is among that class of individuals that were lucky for paying the right person to perform their portrait. Similar to most celebrities of today, Morsch’s wit and popularity faded through time giving place to those who contradicted the norm and rose above the absurd and the banal.


Figure 2 Sculpture of Joan of Arc by Anna Vaughn Hyatt Huntington (1910-1915), US American (Carnegie Museum, Pittsburgh). This sculpture was performed as a study for the copper statue located at Riverside Drive and 93rd Street in New York City Manhattan as a commemoration of the 500th anniversary of the birth of Joan of Arc. The sitter is riding a horse and wearing a metal armor as her gaze and sword are pointed towards the sky.

Hum?

Confiança dos empresários cai de forma inesperada na Alemanha

Eles chegaram e num sopro revelaram aos da escuridão: com a entrada do FDP no poder, a Alemanha iria entrar numa fase de prosperidade económica.  Os da escuridão prepararam então os olhos para o festim que aí vinha. Os pobres espíritos, de bolsos bem abertos para o éter, não compreenderam a fuga pois essa, segundo a Palavra, só viria com a vinda dos socialistas ao breu.

Cópula

Bónus milionários regressam, e em força, a Wall Street

Presidente da bolsa teme fuga de investidores se tributação sobre mais-valias for aumentada

quinta-feira, outubro 15, 2009

Mais um suicídio na France Telecom, total de 25 em 18 meses

Se as frases pudessem copular, gostava de foder os discursos do Paulo Portas com esta.

Da verdade

Deus Pinheiro renuncia ao cargo de deputado
Deputado António Preto já pediu suspensão de mandato
Manuela Ferreira Leite diz que "está tudo eleito e bem eleito"

A ‘política de verdade’ anunciada pela MFL será isto; só isto; nada mais que isto. Houve uma altura que julgava que estes tecnocratas (Cavaco, MFL), apesar de tudo, honestos. BURRO. Este pessoal, de tiques autoritários, vão fazendo de nosotros parvos, num estilo patriarcal (nunca paternal). A desonestidade destes homens secos rodeados de homem pútridos faz-me desesperar. Nunca mais. De mim não mais ouvirão “pelo menos são honestos”.

Do sistema de saúde dos EUA (III)

Deste post no Insurgente surge nos comentários uma discussão que vai abarcar os sistemas nacionais de saúde (SNS). Como sempre, o SNS  dos EUA surge, aos olhos da direita liberal, como exemplo a seguir pela cambada de socialistas deste lado do Atlântico. Com base em quê? Nisto. OK. Pegarei nesses mesmo dados (que aliás, podem ser descarregado em formato de excel aqui) e farei uma análise muito simples dos mesmos.

Da Eficiência

Os gráficos seguintes são medidas da eficiência de um SNS uma vez que se relacionam com a mortalidade.  De notar que exclui a mortaldiade relacionada com cancros uma vez que tem uma forte influência genética (não se preocupem, a sua inclusão apenas pioraria a prestação dos EUA).

  • O primeiro gráfico mostra a esperança média de vida; EUA na segunda metade.
  • O segundo gráfico mostra a taxa de mortalidade infantil; EUA apenas melhor que Rep. Eslovaca, México e Turquia .
  • O terceiro gráfico mostras várias causas de mortalidade e o respectivo Total (o gráfico está ordenado por este último parâmetro); EUA no meio da tabela.

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Os EUA estão longe de ter o SNS mais eficiente, isto apesar de ter a despesa mais elevada per capita e com a maior incidência do sector privado. Explica-se não pelos recursos tecnológicos mas, aparentemente, pelo deficiente grau de cobertura.

Ora, isto tem de querer dizer alguma coisa, certo?

Do sistema de saúde dos EUA (II)

Deste post no Insurgente surge nos comentários uma discussão que vai abarcar os sistemas nacionais de saúde (SNS). Como sempre, o SNS  dos EUA surge, aos olhos da direita liberal, como exemplo a seguir pela cambada de socialistas deste lado do Atlântico. Com base em quê? Nisto. OK. Pegarei nesses mesmo dados (que aliás, podem ser descarregado em formato de excel aqui) e farei uma análise muito simples dos mesmos.

Das Rubricas de Despesa

O próximo gráfico mostra as despesas em farmácia. EUA surge à cabeça.

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Já o próximo mostra o número de equipamentos de ressonância magnética (MRI) e de Tomografia. Sem dúvida, os EUA mostram o seu poderia tecnológico com um elevado número destes equipamentos de diagnóstico por um milhão de habitantes.

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O seguinte mostra o caso das cirurgias com o exemplo de 3 intervenções cirúrgicas. Apesar de estar nos lugares cimeiros, os EUA não conseguem ser, em nenhuma categoria, o primeiro.

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Contudo, quando se olha para parâmetros de cobertura do SNS as coisas parecem já não ser tão boa.

  • O primeiro gráfico mostra o número de médicos por 1000 habitantes; EUA na segunda metade.
  • O segundo gráfico mostra o número de camas de hospital por 1000 habitantes; EUA só melhor que Turquia e México.
  • O terceiro gráfico mostra o número de consultas médicas per capita; EUA na cauda.

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Os EUA são o país que mais gastam na saúde com uma forte incidência do sector privado. Percebe-se que em tecnologias de diagnósticos e medidas correctivas (cirurgias e fármacos) são dos que mais gastam. Contudo, observando indicadores de cobertura do SNS pela população, os EUA apresentam dos piores resultados. De facto, as rúbricas mais rentáveis são as que apresentam maior importância. Cirurgias de massas, fármacos e ferramentas de diagnóstico são boas fontes de negócio. A cobertura de populações envelhecidas ou esvaziadas torna-se demasiado oneroso.

 

Próximo capítulo: Eficiência.

Do sistema de saúde dos EUA (I)

Deste post no Insurgente surge nos comentários uma discussão que vai abarcar os sistemas nacionais de saúde (SNS). Como sempre, o SNS  dos EUA surge, aos olhos da direita liberal, como exemplo a seguir pela cambada de socialistas deste lado do Atlântico. Com base em quê? Nisto. OK. Pegarei nesses mesmo dados (que aliás, podem ser descarregado em formato de excel aqui) e farei uma análise muito simples dos mesmos.

Do Orçamento da Saúde

Os gráficos seguintes mostram o quanto custam os SNS de uma lista de 30 países para o ano de 2005 (o ano em que se apresentam mais dados).  O primeiro gráfico mostra a despesa em relação ao PIB e o segundo mostra per capita (que eu prefiro como indicador). Em ambos os casos os EUA lideram por uma larga margem.

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O gráfico seguinte mostra qual a percentagem das despesas totais com a saúde (TEH) saem dos cofres públicos. Neste caso uma inversão completa. Os EUA aparecem no fim como o país que, em percentagem menos gasta dos cofres públicos no TEH, como a direita liberal defende.

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Próximos capítulos: Gastos e Eficiência

domingo, outubro 11, 2009

A miséria da pena de morte

João J. Cardoso a relembrar a putice da pena de morte aqui e aqui.

sábado, outubro 10, 2009

Obama

Jorge Assunção, em poucas palavras, diz o essencial da atribuição do prémio Nobel da Paz a Obama.

Entretanto, a blogosfera já adoptou esta notícia como o tema do mês, particularmente blasfemos e insurgentes (o 31 da Armada está demasiado preocupado em ser um colectivo de humoristas). Por um lado desvalorizam o prémio. Por outro mostram-se ridiculamente incrédulos como se não percebessem a real motivação da atribuição. Tudo isto num leve souflé de histeria cumulativa.

By the way, não concordo com a atribuição. Por positivo que seja para o tal "condicionamento", a atribuição de um prémio tem como característica fundamental o reconhecimento do trabalho de outrém. Se o comité tomou esta decisão porque acha que as vias normais de condicionamento (e.g.: diplomática) são insufucientes, só posso dizer que é um direito que lhe assiste e o qual respeito.

By the way (2), Obama, no discurso de agradecimento, demonstra claramente que sabe muito bem as razões da atribuição.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Gosto. Gosto mesmo.

Gosto dos cavalos dele. Não sei porquê mas gosto (ao ponto de destronar Franz Marc)!

Enquanto beberico um scotch

Sem título

A minha existência enrolava-se num caldo orgânico enquanto o gato me olhava do alto do seu muro atacado por trepadeiras e gangs de pacotilha. Enquanto seus olhos se adaptavam à luminosidade inesperada de um início de tarde coloquei um pé em frente do outro com o equilíbrio pendurado em cada ponta de um pau que me vergava as costas; já com desenvoltura e a dor vencida por zelo, inicio a corrida que me trouxe aqui.

Puxo todas as minhas células contra mim sem entender bem onde estaria o eixo central ao qual estarão presas. Volto a tentar a unificação sem sucesso e já nada me convence de mim próprio. Encontro, então, nas realizações o ricochete para as dúvidas dos Gregos como se parisse cada ponta de corno que construísse. Liberto-me por gemulação dessas próteses e emancipo-as para o raio que as parta que de mim já estou solto.

Irving Penn (1917-2009)

“I myself have always stood in the awe of the camera. I recognize it for the instrument it is, part Stradivarius, part scalpel.”
Irving Penn

"Photographing a cake can be art,"
Irving Penn

“The apparent simplicity of Irving Penn's compositions conceals a formal complexity. It is the result of the particular elegance of the model's outline, of the abstract interplay of lines and shapes, of empty and filled space.”
A New History of Photography, Michael Frizot

“From fashion photography and celebrity portraiture, Penn branched out into several different genres. He has always been dedicated to the optimal presentation of his work and he has become a master printer of such processes as platinum-palladium and selenium-toned silver gelatin.”
Museum of Fine Arts, Houston

Irving Penn: Pablo Picasso, 1957
Picasso, Irving Penn 1957


Kate Moss, Irving Penn

Photography Review
Ballet Society, Irving Penn 1948


Hippies (de Worlds in a Small Room), Irving Penn 1974


Nude No. 1, Irving Penn 1949-50
(a lembrar a Vénus de Willendorf)

São dores

Estou a ver o debate com os candidatos à Câmara de Lisboa. O meu pâncreas mirra e a perna direita treme. O candidato do MMS fez o teatrinho da noite num gesto melo-dramático de pouco alcance. António Costa (PS) é levado ao colo pelo Ruben Carvalho (PCP) e Luís Fazenda (BE). Pedro Santana Lopes (PSD) mostra-se em ar de leão que rosna baixinho por cada tirada de Rúben Carvalho. Depois a míriade dos pequenos partidos (MEP, PCTP, PTP, PNR) que não conseguem marcar posição. Mas logo sossego que falamos apenas da capital do país.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Viva a República!

Dos machões

Ricardo Santos Pinto sobre a vergonha nacional chamada tourada, aqui.

Samba

Estou a ver na televisão o Carnaval do Rio... desculpem, engano-me, trata-se da campanha do PSD no Porto. No topo do carro lã vão sambando Rui Rio, Paulo Rangel e, pasme-se, Manuela Ferreira Leite.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Nem sei que coloque aqui

Encontrei a correspondente feminina do Pacheco Pereira: Ana Cássio Rebelo (aka ana de amsterdam). Do comunicado do Cavaco Silva faz prosa à volta de conspirações maçónicas e a coragem de um guerreiro tecnocrático. Vejamos:

"Veio de lá um discurso explosivo. A meu ver, frontal e corajoso. Só pecou por tardio. O presidente disse aquilo que ninguém esperava. Chamou as coisas pelos nomes. O que não é habitual. Abalou os alicerces da democracia ao insinuar que o ps é um partido tentacular, uma espécie de polvo, que manipula e instrumentaliza a sociedade portuguesa. Esqueceu-se de dizer que o psd, sempre que pode, tenta imitá-lo. Mas, reconheçamo-lo, o ps tem a engrenagem melhor oleada. A maçonaria por detrás dá sempre jeito. O presidente deixou demasiadas dúvidas no ar? Deixou. Mas são dúvidas legítimas."

Mas falamos do mesmo discurso? Do mesmo homem?

quinta-feira, outubro 01, 2009

Tão bom…

… que isto é.

Hum…

Un gran toro propulsado por sus ventosidades estampando contra la pared a un hombre que representa al otrora multimillonario inversor Bernard Madoff es la representación que hace el artista chino Chen Wenling sobre la crisis financiera internacional. La obra, titulada What you see might not be true (Lo que ves puede que no sea cierto), se puede ver en una galería de Pekín.


(carregar na imagem para uma versão maior)

Mais uma bela desculpa para o meu apego à arte figurativa (se bem que Miró é menino para me levar ao outro lado).

Portas dixit

Obrigado Paulo Quintela pela lembrança:

"Eu sou absneticamente contra o poder seja ele de quem for", "No dia em que algum amigo meu la chegar eu passo-me para a oposição"

Porto

“A candidata do PS à Câmara do Porto, Elisa Ferreira, afirmou hoje que o facto de ser eurodeputada é uma vantagem na corrida eleitoral, porque mostra que está disposta a perder a "gamela" de Bruxelas.”

Claro. Claro, também, que os portuenses vão nessa. Ai Elisa, tão à banda que ela anda perdendo a réstia de dignidade acomodada na saia-casaco e sorriso fácil. Entretanto, o Rio, de caudal vigoroso e cego, vai varrendo o Porto para debaixo da próxima geração, ostentando uma mísera oferta cultural e semeando o zinco como quem grita para o céu e a voz não possa ser desviada. O Porto, meus caros, está a ser engolido e vós trateis de ser boa digestão.