terça-feira, setembro 29, 2009

Cavaquismo

Cavaco é fraco. Das duas uma: ou impede José Sócrates de assumir o cargo de PM por suspeitas ou ele próprio se destitui de PR por manifesta falta de controlo sobre assessores e por colocar em causa a instituição a que preside. Isto é muito simples, muito ao contrário das ambiguidades cavaquistas.

Declaração de Interesses - Viseu




Como nesta últimas eleições de Domingo passado, eu não vou votar nas eleições autárquicas que se aproximam por me encontrar a trabalhar no estrangeiro. Se conseguisse votava em Viseu, minha terra Natal, um dos locais mais apaixonantes do mundo. Pelo menos tendo em conta as poucas partes que vi do mundo e a minha subjectividade por ter nascido e crescido em Viseu.
De todos os candidatos à Câmara Municipal de Viseu, Francisco Mendes da Silva, apoiado pelo CDS e seu activo apoiante desde tenra idade, é o único por quem nutro amizade e consequentemente muito respeito e elevada estima. Na lista do Francisco (Chico) encontram-se muitos outros grandes amigos e muitos amigos apoiam a sua candidatura, mesmo muitos que nunca tiveram ligações claras ao CDS. Respeito os votos de todos os eleitores. Para mim a amizade encontra-se à frente da política no que toca às minhas prioridades e aos meus relacionamentos privados. No entanto, para mim, no meu voto, geralmente considero que política e as amizades vivem bem sem se misturarem. Por isso, mesmo não podendo votar, gostava de desejar toda a sorte do mundo à candidatura do Chico como amigo, mas não como apoiante político. O Chico e todas as pessoas que conheço na sua lista são pessoas com elevadas qualidades que, a meu ver, superam o actual organismo que Governa a Câmara Municipal de Viseu em termos de talento e competência.
No entanto, eu acho que o Bloco de Esquerda é melhor. Mesmo sendo uma candidatura de Viseu, a candidatura do Chico, bem lida e relida pela minha pessoa, baseia-se ideologicamente em muitos princípios do CDS nacional, com os quais discordo visceralmente. Por isso, votaria no Bloco se conseguisse, exceptuando no que toca a um orgão de poder da Câmara Municipal de Viseu: a Assembleia Municipal. A excepção à regra. Um dos candidatos pelo CDS a esse orgão é demasiado amigo do peito para eu não votar nele, é um dos que sinto falta como se de um familiar se tratasse. Por isso, pela primeira vez na vida votaria excepcionalmente no CDS somente para a Assembleia Municipal e votarei sempre que esse meu amigo esteja no topo da lista para o poder local.
Concluindo, a minha razão tem limites dúbios, as coisas não são preto e branco, a minha credibilidade nada vale com estas trocas todas, mas não farei parte do Cavalo de Tróia do CDS que deseja deitar abaixo o regime de Fernando Ruas.
Apoio o Bloco de Esquerda porque vejo nesse partido as melhores soluções para os problemas de Viseu e pelo Bloco de Esquerda me esfalfaria activamente se me encontrasse em Portugal. O meu apoio político vai para o Bloco de Esquerda. Vota Bloco de Esquerda!

segunda-feira, setembro 28, 2009

Notícias que criam falhas no meu coração

Lily Allen deja la música para ser granjera

Parvoíce Royal

D. Duarte Pio diz que casos como o das escutas não sucedem nas monarquias

Claro

Manuel Castelo-Branco, no 31 da Armada explica ao filho o que os partidos políticos defendem para Portugal. Vejamos o caso do CDS (sublinhados meus):

“Sobre o CDS expliquei-lhe que era o programa mais difícil de todos. Difícil porque era o único que o obrigava a estudar, a ir ás aulas, a obedecer à professora. O CDS obrigava-o a trabalhar. Era o único que defendia que se ele fizesse uma asneira, se rachasse a cabeça dos irmãos, seria posto de castigo. Era o único que lhe permitia receber um aumento de mesada no final do ano, se tivesse boas notas e que ninguém lhe confiscava ou taxava o telemóvel ou a playstation. Expliquei-lhe também que como eles são 3 irmãos, o Pai ganharia mais já que tinha de entregar menos $$ ao estado.”

Ora bem, a ver se eu entendo: o CDS é um partido que obriga, que faz obedecer e que castiga. A recompensa é notável: mesada, telemóvel, playstation, ganhar $$. Os restantes partidos são apenas maus. Mai nada.

Isto é…

lindíssimo!

Transcrevo…

isto em absoluto.

domingo, setembro 27, 2009

I'll be around

Preocupam-me os resultados de hoje. A extrema-direita conta com 10.5% e 21 deputados. O autoritarismo, a discriminação de género e orientação sexual, o egoísmo enquanto ideologia e as ideias xenófobas cavalgam a péssima prestação de Ferreira Leite e Cavaco Silva. Seria uma boa altura para emigrar como os nacionalistas da praça política tanto ameaçaram nestes últimos tempos. Resisto que se o medo os trouxe aos dois dígitos será a coragem a correr com eles.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Obrigado Mãe...


... por me teres obrigado a comer a sopa sempre até ao fim todos os almoços e jantares.
Obrigado por me teres dado comida variada e saudável feita em casa e muitas vezes proveniente de um local a poucos metros de casa onde se faziam produtos Biológicos muito tempo antes de ser moda e de esse termo existir.
Obrigado por me teres dado vegetais, por ter jantado poucas vezes fora de casa, por me teres cozinhado as refeições e preparado o lanche, por não me teres afogado em lixo cheio de açúcar com açúcar e mais açúcar e ainda toneladas de gordura com gordura.
Obrigado por não achar piada nenhuma à merda processada que os Americanos comem como se de uma iguaria se tratasse.
Obrigado por eles não perceberem, obrigado pela dignidade, obrigado por me recusar a comer merda.
Sem ti nunca conseguiria.
Eu devia escrever este texto no dia da Mãe, mas ainda falta muito e eu escrevo aqui muitas vezes merda para isto ser digno desse dia.
Obrigado.

quarta-feira, setembro 23, 2009

A ver

Hoje tive o prazer de ver teatro, de sair feliz. Há muito tempo que tal não me acontecia. Por favor ver:

“Não és Beckett, não és nada!” pelo Teatro do Azeite

De salientar a boa utilização do espaço, a iluminação que cumpre o seu objectivo sem envergonhar, a criatividade a complementar a falta de recursos e belíssimos actores (e co-autores).

Gostei tanto que fiquei vontade de fotografar (mão esquerda fechada e mão direita inquieta).

terça-feira, setembro 22, 2009

Zoo


No train takes you to the Mount Everest in the Himalayas, except for a secret train that undertakes most of its path through underground tunnels. That is what a woman dressed with a light pink uniform is telling me while I stare at the mountain landscape before we get inside a tunnel again. I am only dressed with black boxer shorts, a red shirt and I am wearing golden flip-flops. The remaining travelers smoke pipes or cigars, everybody is wearing a hat, men are wearing bowler hats and women are wearing long hats overly adorned with flowers and peacock feathers. The illumination in the train is not electrical; instead butane gas chandeliers emit a yellowish light, which is immediately replaced by the brightest natural light every time the train comes out of the tunnels. Another woman in pink uniform asks me if I want to buy cigarettes and I ask her if she sells “pain aux chocolat” and she answers no. Instead she gives me a newspaper with a picture of Godzilla in the front cover and saying in bold letters “This time Osaka was attacked”. I zip from my hot tea cup and a person taps me on the back, it is my drug addict cousin with a shaved head and thick moustache covering all is upper lip. He looks calm, friendly and seems to be enjoying the trip. He asks me:
- Is this your first time here?
- Not really, my parents told me they brought me here when I was a kid, but I don’t remember. This is really cool. – Answered while holding my teacup.
- Have you checked the zoo yet? It is worth seeing.
I say goodbye to my cousin, get up from my seat and walk through the carriage towards a door saying “Zoo and Vodka” that allows connection into another carriage. After transposing the door, I see cages on the central region of the carriage. There are no seats, only corridors on each side of the cages. There are no opaque walls, everything is iron cage like, but beautiful in an art noveau style. In the centre of the carriage there is a pond with dolphins making a great show.
The last thing I remember to do is starring at the landscape while the train is moving pretty fast: tropical forest, blue sky with scattered clouds, the sun setting behind a mountain and a group of birds flying away in a chaotic but globally directional way. I take a cigarette from a small and light golden box attached to my flip-flops and light it after scraping a match in a metal surface. There is no air like in the Himalayas.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Simples

Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo

A Cavaco só resta uma alternativa: depois de nomear o governo que sair das eleições deve demitir-se.

Bandas feministas

Motivado por este post venho relembrar duas das bandas mais feministas de que me lembro: Elastica no Reino Unido e Breeders nos EUA:



Sim, old-school, mas muita tusa ainda.

Early night dream


Until now I thought that during my sleep a lonely man dressed in black lived inside my head in really rough conditions. Until now I thought that it was constantly raining inside my head while my eyes were closed and my conscience maintained in a dormant state. Tonight I realize that such idea is pure fiction, a product of my imagination. A woman lives inside my head with her two kids. I am not talking about a woman that may always live in my mind or conscience during the hours that I am awake, about who I think many times with a smile on my face. I am not talking about a representation of someone in my neural system. Now I know that brain is not the only matter that exists inside my head, nor veins, arteries, connective of lymphatic systems. A middle aged blond woman lives in an apartment inside my head with her two kids. My brain, eyes, hears, blood vessels and skull surround her apartment. I am noticing her for the first time, but judging for how equipped and settled the furniture looks and how routine like her movements seem to be, I realize that she may be living there for a while, more than 5 years probably. She is washing her underwear in the balcony close to my left hear and putting it on a rope to dry. Her kids are playing chess inside the living room. I know she is a widow or a woman abandoned by her lover, don’t ask me how I know, I know. The oldest of her kids is a girl around her 16 years old and I am pretty sure the boy is no more than 13. They both have brown and dark eyes, contrary to their mother. Probably they take after their father. The woman is sad and moves like if she is performing rituals to be maintained towards eternity, as if their kids will never grow old again, as if I will never wake up. She has been maintaining the lights and noise inside her apartment really low, she knows I wake up really easily; she doesn’t want to wake me. Until now it has worked, I have never noticed them. I don’t really know where they go during the day, probably the kids go to school and she goes to work, I don’t know where she works, probably she leaves before I wake in the morning. I am certain they are not inside my head during the day.
Pim, pam, pum!!!
I wake up!
I am terrorized with the idea of having people getting inside my head through one of the hears or nose. I try to go back to sleep, convince myself that it was a just a crazy dream. After one hour of trying to sleep, I warm some water and make a cup of chamomile tea. I end up by falling asleep some time after the tea, after reading a chapter of “into the wild”, after reading the latest news about the elections in Portugal.
I can’t forget about this, I really need to write about it.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Em campanha

artigo 13ºdocumentosidentidadesintersexopatologização

http://stp2012.wordpress.com

A Criação

Primeiro veio o verbo:
Assessor de Cavaco terá encomendado caso das escutas
«Luciano Alvarez, diz que se reuniu com o assessor de Cavaco Silva e que este lhe disse que estava ali a pedido do chefe de Estado para falar de um assunto grave. (…) Contactado pelo Diário de Notícias, o jornalista do Público, Luciano Alvarez, afirma que este e-mail nunca existiu.»

A ser verdade é grave, muito grave. Se tal acontecer Cavaco tem apenas uma hipótese.

Depois veio o cristo:
Director do Público diz que o jornal pode estar sob escuta
«José Manuel Fernandes afirma que toda esta questão parece "confirmar as suspeitas do Presidente da República" (…) "o director do Público assegurou, contudo, que parte desta mensagem se refere a uma "discussão natural entre um director, um jornalista e um editor", mas que parte do e-mail "não corresponde ao seu conteúdo exacto".»

De JMF não espero espinha dorsal, considerando esta uma “discussão normal”. Já agora, que parte do e-mail não corresponde ao conteúdo exacto? Teasers infantis num homem daquele tamanho não pega.

Ainda cristo:
«O director do jornal considerou ainda que o acesso a este e-mail apenas poderá ter partido dos serviços secretos, interrogou-se sobre a quem é que esta notícia poderá interessar e entende mesmo que o Público só pode estar sob escuta.»

Sendo JMF um homem que sempre gostou de apontar o dedo à criminalidade galopante desta feita esqueceu-se dos piratas informáticos! Imperdoável.

Depois veio deus:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401301
«O empresário Belmiro de Azevedo recomendou hoje à equipa do diário PÚBLICO, do Grupo Sonae, "que não se deixe assustar por opiniões um bocado desastradas de alguns governantes que querem mandar no Público sem pôr lá dinheiro nenhum". "Não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal", afirmou o presidente não executivo da Sonae, à margem da inauguração do parque de negócios das empresas do grupo na Maia.»

Ó sôr Belmiro, as opiniões desastradas incluem o provedor do seu jornal?

Infelizmente este é mais um caso que nunca chegará a ser investigado. Mas estas notícias vão manchando a imagem do PR. Não adianta vir bramir a honestidade quando se rodeia de pessoas com um espírito mais, vamos lá, maquiavélico. O mesmo para Ferreira Leite. Pela ‘verdade’ destes dois já não coloco as mãos no fogo.

Uma Praia em Pittsburgh


I am going to the Strip District in a clear sunny morning, as many other Saturday mornings that I have spent there buying Portuguese olive oil, good risotto, chocolate and bread when. There is warmth and a smell of summer in the air. What is the smell of summer? A mix of iodide, sunscreen, seawater, sun exposed leather and a light odor of cigarettes originated from a group of surf kids smoking near the lifeguard post. I park the car as if I was going to get the usual stuff from the specialty grocery stores. But instead of taking my environment friendly grocery bags, I take a brown samsonite bag pack that I used to carry to the beach with a towel, a book, sunglasses, sunscreen and the usual beach paraphernalia, back in the days when I was 16. Instead of the Allegheny river on the north side of the strip, there is the Pacific ocean, a dirty beach filled with fair entertainment rides, like a big wheel and the pit of death, cars from the seventies, improvised bars and dance areas playing house music that you listen in Mikonos, Ibiza and Mallorca islands. The ethnic diversity is intense, but also the diversity in ages. Grand parents take their grandkids for a swim, teenage couples make out without any shame in their closed world of passion and soul union. A fat bald man with a blue striped perfectly ironed shirt is sited in an isolated table eating pasta with his hands, wearing blue jeans and white socks with no shoes.
I lock my crappie car and walk towards the beach. The tide is going down, I can notice it from the coldness of the sand. I find a spot in the beach for me, I spread the towel that my father gave me on the first vacations I spent without him, I lay my body down and stare at a plain crossing the skies above me. A man is selling ice cream and screaming the flavors: banana, chocolate, strawberry and vanilla. Fishermen are returning from a night of work in their colorful, small and fragile traditional boat. The motor is very loud. Well, it is not a boat, it is someone cutting grass outside. I wake up…
Good morning “mon amour”, I am thinking of you, I send you a text message about the dream I just had.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Cultura de Celebridades nos EUA


The origin of the term fame remounts to the name of the ancient Greek mythological female figure named Pheme, who was a divine personification of the phenomena of public renown for the actions of an individual. Pheme had the power to attribute either honorable notability or generate scandalous depreciative rumors relatively to such actions. Pheme generated the Heroes and Villains of ancient Greek society. How important is fame today in America for the common citizen relatively to what it was in the times of ancient Greece? Why is fame nowadays centralized in the shallow life of media elected celebrities? Is fame nowadays expressed though the Hero/Villain dichotomy? Can a famous individual be characterized consensually throughout the society?
In my opinion, answering this sequence of questions can shed light on the central question - Why does celebrity culture dominate American culture? Production and consumption of culture within the US is higher in the urban centers of the east and west coasts. Consequent to America’s social diversity within cities like NYC or LA, where good and bad are not consensually attributed to characterize many aspects of human behavior, the American idols of today are not flawless human beings, but contain an amalgam of subjectively defined qualities and defects as any other common US citizen. Due to their ethereal curriculum, politians and intellectuals do not fit in this prerequisite of humanity in order to become famous and dominate the firmament of American culture, but celebrities do. A divorced, atheist or adulterer individual would never be elected for any political office. A scholar involved in sexual harassment or drug consumption would promptly be excluded of any American academic system. Celebrities can do all of these things.
During to the times of ancient Greece and all the periods that have globally passed until the contemporary age, only a minority of women and men were treated according to the premises defined in the declaration of rights of man and of the citizen of the French Revolution. The twentieth century is usually characterized as the century of the masses, of the people. In the last century, the access to information and products, that were once the privilege of the few, gradually became the daily life of the many due to globalization, industrialization, scientific and technological advances, associated to the dependence of politics from the seduction and motivation of the masses in the development of both democratic and autocratic regimes. With a sequence of events that ended in the abolition of racial segregation and the implementation of a culture where ethnical, racial and religious diversities are treated as value to society, today everyone is a citizen in the US, every women and men are humans with the same rights. Consequently, the culture of constant gossip and manipulation of the narcissistic egos of public figures, which used to be the essence of social activity in the courts of European monarchies, are now the essence of social activity in a way that is transversal to all social and economical classes in the US. Through the Internet today, anyone can throw any kind of information into the public space without passing through any kind of public or private regulative agent. Contrarily to what used to occur in the days when the State or upper class mass media owners, influenced by the cultural and political elite of their times, had the power to dictate what was turned public or not, today anyone can manipulate the public space. Considering that the American economy is directed according to capitalist standards, where also cultural production, together with many aspects of social activity, is generally motivated to generate profit, mass culture today is highly dependent on the interaction between the incognitos Youtube publishers / consumers and the traditional generators and vehicles of culture, information and entertainment.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Cansaço

segunda-feira, setembro 14, 2009

Respiro

O primeira cigarro da recaída terá esta banda sonora.

Happy Monday

Mais uma semana a correr em frente sem olhar para os lados.

domingo, setembro 13, 2009

No comments

O embate…zinho

Manuela Ferreira Leite estava nervosa, gaguejava. Compreende-se. Por ela eram seis meses sem democracia, sem ter de prestar contas, sem ter de ser julgada por esses obtusos populares. Isso é que era, fazia-se bom trabalho sim senhor, com muitas reformas e apoios, tudo dentro da política da verdade no café Preto Jardim. Dama tão letrada de grande trabalho académico e um percurso profissional intocável. Um rosário de grandes feitos académicos que tal senhora nos mostrou e, contudo, contra Jerónimo o Operário teria sido mais eficaz. De qualquer modo, poderia tentado o mesmo com Louçã o Heterodoxo. Em Portas faria ricochete no seu sorriso branqueado.

José Sócrates passeou. O homem passeia por aí, bem secundado de seus assessores, os seus guarda-costas intelectuais mas com fracas apetências pessoanas (ai Sócrates que Pessoa iria gostar tanto de ti). Um trabalho bem feito, a explorar a impaciência da dama de espadas, cotucando, parecendo Viriato enervando as hostes romanas. Com a simpatia da moderadora (das moderadoras) lá trouxe o programa dos adversários sem visões que se colocassem no seu, intocável como a carreira da outra. A outra que lhe chamava Senhor Engenheiro, com todas as sílabas e inventado mais algumas (mentais) nos períodos de exasperação.

Na blogosfera os taxistas da direita gritam urras de vitória pela sua dama de latão. Manelinha, não precisas de fazer nada que nós acreditamos em ti e na tua credibilidade. Manelinha, nem precisas de um programa. Nem de falar. Principalmente de falar. O simplex lá vai sendo caixa de ressonância sem mais assunto, cumprimentos. No hemisfério esquerdo puxa-se para o empate que a magana faz mais pelo PS que qualquer outro.

(espreguiço-me)

Sucumbo, pois um destes dois será PM. Sucumbo, pois um destes será líder da oposição.

sábado, setembro 12, 2009

Falta de tomates

Jardim não se opõe a um arquipélago independente se Lisboa o desejar

"Se ameaçarem com a independência, eu costumo dizer, eu não sou pela independência da Madeira mas se alguém se quiser ver livre de nós, eu também não me oponho", realçou na inauguração de uma estrada na cidade do Funchal."

O AJJ é um caso típico de rufião. É o "agarrem-me senão vou-me a eles", é o "não digo que não mas também não digo que sim". AJJ é garganta; falta-lhe coragem; falta-lhe dignidade. A estradinha no Funchal vou paga com que dinheiros?

Triste, muito triste.

sexta-feira, setembro 11, 2009

terça-feira, setembro 08, 2009

G-20


Pois é, a data do G20 aproxima-se e tod@s se encontram convidad@s a me fazerem perguntas sobre o que aqui se passa relativamente a esse evento.

De âmbito mundial

Seguradoras: Seria "irresponsável" cobrir despesas da Gripe A
«Visando "esclarecer" algumas "dúvidas junto de algumas entidades que se pronunciaram publicamente" sobre o facto de os seguros de saúde não cobrirem despesas decorrentes de contágio pela gripe A (H1N1), a APS afirma que é "uma exclusão típica dos contratos de seguro de saúde, com carácter suplementar ou complementar, celebrados em qualquer parte do mundo".»

Jovem liberal, o que responde a isto? Talvez siga o exemplo da Manela e avance com um “É a vida!”.

Que se demita

Os corninhos de Alberto João saíram-lhe pela boca através de um formidável “que se fodam” (“fuck them” parece-me tão eufemístico). Obviamente, demita-se!

sábado, setembro 05, 2009

D’um habitante da casadeosso

WALK A MILE from 8 e Meio on Vimeo.

From here.

Curtas III

Manuela purgou de seu leito todas as figuras incómodas. A cornucópia seca para quem não alinha com a chefe. Depois Manuela sente o desprezo por quem quer bem. À noite no quarto do hotel, depois não ter conseguido comentar a asfixia do outro, chora sozinha sobre a moldura de Aníbal.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Porque sim

Luciano Amaral, no blogue Novas Políticas, discorre sobre a Saúde nos EUA e Portugal com clara vantagem para o primeiro. Com uma argumentação que não vai muito além da “opinião pública” desfavorável, Luciano Amaral, que destrói o mito de que o nosso SNS é gratuito (!), nem uma vez fala do facto de que a despesa com a saúde per capita pelos EUA é bem maior que por cá. Não, o Luciano prefere brindar-nos com coisas destas:

“O que estamos a ver é que, havendo motivos de descontentamento (como em todo o lado), a generalidade da população aprecia o sistema. Ou pelo menos não o detesta o suficiente para adoptar o “avanço civilizacional” que nós daqui propomos [SNS português].”

Curtas II

A todos os militantes e apoiantes do PSD: Por favor não comentem o episódio Manuela Moura Guedes. Com um Alberto João Jardim e um Jornal da Madeira na família os sociais-democratas arriscam-se à estupidez com distinção.

Curtas

O debate Jerónimo-Louçã foi o coito interrompido da blogosfera; não houve fracturas de esquerda e os sound bites tiverem de ser engolidos.

terça-feira, setembro 01, 2009

Omo

Sempre achei a caridade uma forma de branqueamento moral. Parece-me, contudo, que o branqueamento vai mais além. Ainda não percebi porque querem substituir a segurança social pela caridade particular.

Centrão

O secretário-geral da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, afirmou hoje que a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, lhe faz lembrar uma "professora primária do antigamente" a passar "raspanetes" aos jovens que dela discordam.

Depois da escolha da Carolina Patrocínio para mandatária da juventude pelo PS, o secretário-geral da JS manda esta pérola como resposta a outra pérola do secreatário-geral da JSD. Por isso é que acho que existe um bloco central neste país. Um bloco pesado em forma de mó ao qual os nossos pés estão atados numa espécia de pena capital sem julgamento.