sexta-feira, agosto 21, 2009

Esqueci-me ontem

O fim do que se iniciou com a Primavera de Praga fez 40 anos. Não consigo deixar de parar para reflectir sobre uma das primeiras grandes obras que li, sempre que me vem à memória esse episódio da História Mundial.



A Insustentável Leveza do Ser. Como sempre o livro é melhor do que o filme.
Lembro-me da cena descrita em ambos, onde Tomás publica um texto, que equiparava, em termos metafóricos, os males causados pelos Comunistas Soviéticos aos males que caíram sobre o Povo depois do Rei Édipo ter enfurecido os Deuses ao assassinar o Pai e se casar com a Mãe, na Tragédia de Sófocles. O texto acabava por recomendar aos Comunistas a mesma punição voluntariamente autoinfligida ao Rei Édipo por iniciativa própria.

Segundo o mesmo raciocínio, eu também recomendo, metaforicamente, o mesmo fim de Édipo a José Sócrates, Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e muitos dos seus súbditos no poder local, governativo e partidário, pelos enormes males causados à minha Pátria.
Metaforicamente falando, se amassem Portugal e os seus ideais de Democracia, como a meu ver um governante deve amar, estes personagens do mundo real deviam arrancar os olhos voluntariamente com as próprias mãos e depois vaguear por esse mundo fora consumidos pela culpa e vergonha pelos seus actos cometidos para o prejuízo do País.

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