quinta-feira, agosto 20, 2009

Do pragmatismo

Quando Chávez aboliu a limitação de mandatos várias vozes se levantaram contra aquilo a que apelidavam de sovietização do regime Venezuelano.

Quando ocorre o golpe de estado nas Honduras (sim, foi um golpe de estado), algumas vozes justificam com a tentativa do presidente deportado querer suspender a limitação de mandatos.

Antes de continuar, quero dizer que concordo com a limitação de mandatos (tenho bicheza autárquica no corpo).

Entretanto, Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, com ligações pouco esclarecidas às guerrilhas de extrema-direita, ‘viu’ o senado aprovar um projecto-lei  para a realização de um referendo para uma revisão constitucional que lhe permita continuar à frente dos destinos do país (aqui).

A notícia é de hoje. E hoje ainda não ouvi nenhumas das vozes anteriores piarem um comentário sequer. Lá diz o pragmático: ‘sí, es un hijo de puta, pero es nuestro hijo de puta’.

1 comentário:

alexandre disse...

O Uribe na Colômbia tambem acabou com a lei da limitacao de mandatos, muito antes do Chavez ter tomado essa iniciativa, e teve a lata de criticar Chavez. Claro, Uribe e' de Direita e acredita que a Direita na Colombia esta disposta a tudo para acabar com a Esquerda, ja ouvi frases de Colombianos que lembra a Direita Chilena dos anos 70.