sexta-feira, agosto 07, 2009

Cavaco. O Inválido, o Incapaz ou o Incompetente?


Cavaco gere expactativas e descarta-se das promessas eleitorais como uma raposa salta pocinhas de valor.

A Califórnia da Europa, a Califórnia da Europa, esta era uma das promessas de Cavaco como Presidente. O sonho Californiano de Cavaco Silva ou o Sonho Arnold Schwarzeneggeriano de Portugal? Sonho meu nunca foi porque o Doutor Cavaco Silva nunca me enganou. Fico deprimido quando penso que ele conseguiu enganar mais de 50% dos Portugueses. Na realidade, se Cavaco se referia à crise que a Califórnia agora enfrenta, retiro a crítica.

A cooperação institucional ou a cooperação estratégica foi outro grito de guerra sem sentido na campanha presidencial esquizofrénica que Cavaco protagonizou. Dado o demonstrado sucesso da esquizofrenia, as Europeias protagonizadas por Paulo Rangel de Pacotilha e Algibeira foram pela mesma linha. Falou-se de tudo menos da Europa, assim como Cavaco atirou areia aos olhos dos Portugueses com questões que nada têm a ver com as competências institucionais do Presidente da República Portuguesa.

Quanto às suas competências institucionais, Cavaco falhou e falha descaradamente como aconteceu, por exemplo, duas vezes na Madeira ao se claramente violar a Constituição da República Portuguesa com conivência e silêncio absolutos do Presidente da República. Refiro-me ao momento em que um Deputado da Assembleia Regional da Madeira foi impedido de assistir a um plenário por parte de seguranças privados a soldo do PSD, o partido leproso de Cavaco. Também me refiro à visita de Cavaco à Madeira quando Alberto João Jardim insultou e excluiu a Assembleia Regional da visita presidencial. Cavaco nada disse sobre assunto, contra todas as expectativas que se podem ter de um activo e competente Presidente. Parece que o senhor Silva respeita muito o Dr. Alberto João Jardim, se calhar em demasia.

Mais recentemente, Cavaco dirigiu-se de mãos vazias a Portugueses em enormes dificuldades, dizendo "deixo-vos a minha solidariedade, o que é pouco, mas não tenho mais para dar" . Lembrei-me do discurso de posse de Winston Churchill como Primeiro Ministro da Grã-Bretanha e do seu Império no início da Segunda Grande Guerra. No entanto, contrariamente ao grande Estadista Inglês, Cavaco somente garante sangue suor e lágrimas, sem nunca chegar a proferir um discurso de vitória. Nunca o fez como Primeiro Ministro dos seus Governos geradores de corruptos e não o vai fazer como um Presidente que lava as mãos e salta do barco perante as dificuldades. Cavaco não quer vitória. Cavaco nem percebe que estamos em Guerra contra a recessão da prosperidade em Portugal. Cavaco é um gigante com pés de barro e um faminto ego narcísico, que lhe cega e manieta qualquer ímpeto de clarividência relativamente às verdadeiras necessidades de Portugal. Dada a pacatez da amálgama informativa Portuguesa, compreendo que o mais incauto cidadão possa reagir a estas palavras do Presidente com serenidade a pensar:
Claro, ele não gere o orçamento de Estado, isso é o malandro do Sócrates, que nem manifesta nenhum sintoma de doença degenerativa.
Coitadinho do nosso Presidente. Ele é somente o Presidente, que queriam dele?

Recentemente até mesmo a Primeira Dama, no seu estilo de Dona de Casa Despachada e iluminada pelos conteúdos informativos dos programas da manhã da televisão Portuguesa, veio cantar com o mesmo tom de irresponsabilidade do seu marido, fazendo notar que não há dinheiro em Belém.

A meu ver, Cavaco baixa os braços por outras razões alheias aos seus deveres institucionais, não é por incapacidade institucional que Cavaco se desmarca de ajudar o País a resolver a sua crise. Entre os papeis desempenhados hoje por Cavaco no panorama político, a maioria é alheia aos seus direitos e deveres institucionais, mas baseia-se antes na manipulação cobarde da actividade governativa através da credibilidade e do carácter de celebridade a ele concedidos pelos Media. Se Cavaco desejasse fazer algo pelos trabalhadores em dificuldades, usaria o mesmo poder não-institucional com a mesma facilidade com que o usa com outros fins.

Cavaco é ideologicamente de Direita, nada quer saber dos problemas dos outros, mas sim dos problemas dos seus. Cavaco e os seus não acreditam no Estado Social, acreditam no cada um por isso e o mais hábil sobrevive. Tendo sido gerado no seio da Direita Europeia Continental, Cavaco Silva não acredita que todos os homens são iguais e acredita na inevitabilidade da pobreza, relativamente à qual somente expressa tristeza, possivelmente cede uma esmolinha da sua carteira no fim da missa e liberta uma lagrimazinha no canto do olho em momentos de fragilidade institucional.

Coitadinho do Cavaco, deixem-no trabalhar. Ainda há muito para escavacar neste nosso Portugal que eu infelizmente amo, cada vez mais, a cada dia que passa.

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