sábado, novembro 01, 2008

Vi Em Rabino um Amigo



Bem, e foi um momento do meu dia a dia que quebrou a rotina e a banalidade de um estudande de Doutoramento que baseia a sua Pesquisa Científica em trabalho de laboratório.
Vinha com a minha bica cheia, ou "double expresso" em americano, pela rua abaixo em direcção ao Doherty, quando um homem de "quico" preto e roupas escuras me perguntou se eu era Judeu. Perguntei em estilo de engate de uma adolescente a quem lhe perguntam a idade, mas em vez de responder "que idade achas que tenho?", respondi: Porquê, tenho ar de Judeu?
Ele disse que sim, o que me levou a falar de Portugal, dos Marranos, dos Cristãos Novos, da possibilidade de aproximadamente um terço da população portuguesa ter ascedência Judaica e das alheiras. Aprendi muito sobre cultura Judaica dos dias de hoje, principalmente sobre as diferentes vertentes politico-religiosas, mas não tive a ousadia de dizer que acho que na questão Israelita há culpados em ambos os lados das barricadas, mas que a meu ver os Palestinianos têm mais razão nas suas lutas. No entanto, indiscutivelmente, discordo de qualquer método de luta terrorista, fique isso bem claro, ou de guerra, porque eu sou pela paz, paz, paz...
Conversei muito com ele, houve um momento caricato quando lhe falei do livro do Roth "The Plot Against America" e ele, não conhecendo a obra, pensou que o livro defendia qualquer tese em que o Judeus são o "Plot Against America", o que não é verdade, nem no livro, nem na realidade real. Já agora, recomendo vivamente esse livro, a mim recomendado por um grande amigo, para se quebrarem alguns mitos sobre o poder da comunidade Judaica no mundo. Também à parte, segundo muitos especialistas em literatura, se o Nobel nesse ramo de especialidade viesse para os EUA, viria para Phillip Roth.
Ok, moral disto tudo, tenho um novo amigo, o Rabino Cohen, um novo companheiro de conversa nesta vida "Pittsburgheana" solitária.

1 comentário:

Luna disse...

Também me chegaram a perguntar se era Israelita uma vez. Na verdade, ate acho que tenho bem mais ar de arabe que de judia, mas ascendencia judaica tenho de certeza, pelo menos um tetra-tetra avo de bragança que escapou a fogueira pela conversao. Somos todos um bocadito judeus. :)