segunda-feira, junho 04, 2007

Sistema de Saúde Universal

Ontem, em vez de ficar especado no MTV Movie Awards e nos problemas da coitadinha da Paris Hilton, vi o debate na CNN dos candidatos Democratas com desejo a se candidatarem à Presidência dos EUA.
Fiquei muito contente em saber que no Partido Democrata existe um consenso em implementar um Sistema de Saúde Universal e em reconhecer as suas vantagens, desvantagens e desafios.
Quando se tem uma Saúde somente para alguns, os mais ricos, compreende-se que a qualidade do serviço prestado seja de alta qualidade. Amig@s meus/minhas tiveram acesso a tecnologias que eu nunca vi em Portugal, por exemplo. Adicionalmente, o carácter empresarial da Saúde Americana resulta na vantagem de acabar por legalmente obrigar os Hospitais a praticarem o máximo de rigor associado à tecnologia mais avançada no momento de modo a evitarem qualquer negligência médica que resulte em processos judiciais com possível lesão nas suas finanças.
O carácter empresarial da Saúde Americana peca nas suas motivações e objectivo final: o Lucro. Para se obter lucro não se praticam certos tratamentos ou muitas práticas de obtenção de diagnóstico. Parece que o objectivo não é tratar doentes. Para se ter assesso a uma Saúde de qualidade e atenciosa, é preciso ter-se um seguro bem caro. Isto resulta em enormes situações de injustiça entre os mais ricos e os mais pobres, principalmente no que toca aos níveis de acessibilidade aos cuidados médicos. Eu tenho seguro, mas mais de uma vez ouvi numa consulta: "isto o seu seguro não cobre, logo ficamos por aqui". Nada de grave no meu caso, eram preciosismos, mas eu sou saudável. Parece-me que não se pratica muito a medicina preventiva, o que pode resultar em surpresas muito desagradáveis e, na minha opinião, em maiores custos para os Hospitais.
O desafio em se implementar um Sistema de Saúde Universal nos EUA é lidar com a resistência que se espera por parte da oligarquia bem instalada e politicamente influente das empresas Seguradoras e Farmacêuticas.
Fica-se à espera de mais propostas. Como serão as estratégias no concreto? Como se irão efectuar as negociações com a inércia capitalista? E com o bolso dos Cidadãos? Por exemplo, será necessário o aumento da carga fiscal, ou basta uma inteligente engenharia financeira?
Fico a esperar, mais ou menos atento.

1 comentário:

Zé Ninguém disse...

Em nome da liberdade!

Fale com o seu amigo e diga-lhe que eu peço desculpa...por caridade!

http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/06/falar-com-deus.html