sábado, março 31, 2007

São Pedro de Moel



Tenho saudades da minha praia.

quinta-feira, março 29, 2007

Desabafo do dia

Ser pontual com os portugueses é em regra um modo de se perder tempo, hoje também perdi o almoço.

quarta-feira, março 28, 2007

Como a gente anda, talvez pode vir a ser considerada a melhor voz portuguesa de sempre

GTIST em actividade plena


Protejam os vossos corações porque o arranca-corações está a chegar. De 29 a 31 de Março, de 3 a 5 e de 10 a 14 de Abril, às 21h30m GMT, na Sala do Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico (GTIST), damos a conhecer a nossa mais recente criação. A peça é sobre o absurdo da condição humana. Fala das relações humanas e da maneira como nos damos uns com os outros. Onze actores habitam um espaço/laboratório que é metáfora da nossa sociedade. É lá que todas as emoções se misturam e que cada um protege o seu coração e tenta roubar o do próximo. E é também lá que habita o reino do ilógico, do absurdo, do improvável, do patético, do inacreditável , do descabido e do caótico. O ARRANCA-CORAÇÕES é o universo de Boris Vian explorado pelo GTIST.

Reservas pelos números: 91 942 7444 e 93 323 0923, ou pelo email gtist.coordenacao@gmail.com.

Mais informações no site do GTIST: teatro.ist.utl.pt.

Aconselhamos a não deixarem a vossa presença para as últimas sessões, visto ser essa geralmente a ideia da maior parte das pessoas, com os resultados que se adivinham.

Por favor ajudem-nos a divulgar esta peça, reencaminhando este mail para os vossos conhecidos.

Cá vos esperamos, com os corações na mão.

O pessoal do GTIST

quarta-feira, março 21, 2007

A livraria da praça em Viseu fechou as portas, fico triste.



Aqui.
Gostava muito do local, destinava-se a muito mais do que somente vender livros, mas era um fracasso à partida. O local era muito pequeno, mal localizado e principalmente não baseava a sua sobrevivência na venda de livros escolares.
Nessa livraria ouvi Pacheco Pereira e Jaime Nogueira Pinto, mas a livraria apresentava constantemente eventos de teor cultural, político e científico.
Uma perda para Viseu.

quinta-feira, março 08, 2007

Eu sou um grande anti-fascista

Por volta de 1999-2002, numa aula de Introdução ao Estudo do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, um professor, do qual não me lembro o nome, disse que Salazar foi um grande anti-fascista.
Repare-se na seguinte foto:

No canto superior esquerdo da imagem, em cima da mesa de trabalho de Salazar em São Bento encontrava-se uma foto de Mussolini (criador do fascismo), sabe-se lá por quanto tempo lá ficou. Sabe-se lá que fotos Salazar tinha na carteira, o Hitler todo nu? Não sei...
Vista esta foto, eu pensei: que raio de anti-fascista sou eu que nem uma foto do pai dos fascistas tenho na carteira, quanto mais na mesa de trabalho. Por isso, a partir desse momento, para me tornar num anti-fascista maior que Salazar, comecei a comprar imagens de dirigentes fascistas e a decorar todo o meu espaço de vida com elas. Hitler no wc, Mussolini no quarto de dormir, Franco na sala de estar e esta foto que exponho no Desktop do meu computador para ter dois em um, isto porque ter fotos numa moldura em cima da mesa de trabalho encontra-se completamente fora de moda.
Agora sim, sou um anti fascista, ao nível desse grande anti-fascista que foi Salazar.

quarta-feira, março 07, 2007

Viseu e os Grandes Portugueses

Não foi só a vontade de construir um museu em honra de Salazar que foi despolotada pelo programa Grandes Portugueses.
Em Viseu Fernando Ruas decidiu explorar a ideia de o Rei Afonso Henriques ter nascido nessa cidade. Em vez de falar dos problemas de Viseu, esconde os verdadeiros problemas com assuntos periféricos como este.
Consequentemente, para despachar o teatro, vou ligar Viseu a todos os Grandes e tentar tirar espaço de manobra a Fernando Ruas vs Comunicação Social na fuga ao debate das questões essenciais.
Sem qualquer critério de ordem:
Aristides Sousa Mendes: Nascido e criado em Cabanas de Viriato, Distrito de Viseu.
Salazar: Nascido no Vimieiro, parte dos estudos feitos em Viseu e diz-se que passou muitas vezes férias numa Quinta em Viseu.
Infante D. Henrique: Foi Duque de Viseu
D.João II apunhalou nas costas o seu cunhado Duque de Viseu
Cunhal: Foi muitas vezes a Viseu e muita sorte teve nunca ter sido apunhalado nas costas ou queimado vivo em Praça Pública.
Fernando Pessoa: A primeira vez que li Pessoa foi em Viseu.
Camões: Existem pessoas a usarem "Camões" como último nome em Viseu
Marquês de Pombal: Quem acha que Marquês de Pombal foi um grande Português nunca foi a Viseu para apreciar um Grande Sistema de Rotundas idealizado por Fernando Ruas.
Vasco de Gama: A família Câmara Pereira diz-se monárquica e descendente de Vasco da Gama. Quanto à descendência não sei, mas Viseu foi sempre um bastião monárquico dos fortes.

terça-feira, março 06, 2007

Salazar e o Estado Novo Revisitados, ganhar dinheiro à custa da morte.


Em Santa Comba Dão vai-se criar um museu aberto ao público dedicado ao Estado Novo. Confesso que a primeira vez que ouvi a “boa” nova me indignei, mas depois voltei para o trabalho, eventualmente fui dormir e acordei mais calmo. Onde tinha a cabeça ontem perguntei-me ao acordar. Ainda é muito recente uma obra que li onde eram um pouco expostos os sequestros, torturas e assassinatos da PDVE/PIDE/DGS, o que lhes apetecer chamar, por isso explicou-se a minha falta de tolerância que foi prontamente reprimida pelas beneces terapêuticas pro-democracia de uma noite de sono.
Eu tenho muito respeito e solidariedade moral pelos mortos, torturados e traumatizados do Estado Novo. Por todos os que fizeram o 25 de Abril, o meu amor, admiração e agradecimento. Pelos que lutaram por um 25 de Abril e morreram assassinados antes do ressurgir da liberdade também. Pelos jovens militares que morreram numa Guerra injusta também. Pelos que vivem hoje o trauma também. Pelos que foram enviados para as colónias ao som de mentiras Governamentais para construir vida nova e tudo perderam também.
Desejo toda a liberdade para se edificar este museu, desde que não seja com os dinheiros dos impostos dos Portugueses. Porque isso seria contrariar os valores da sociedade livre e moderna que hoje vive em Portugal. Se houver dinheiro privado e vontade, acho muito bem, o Estado deve estar de fora disto como esteve de fora na OPA da Sonae à PT.
Parece que o povo de Santa Comba Dão, que defende o museu num modo tipicamente embrutecido e violento que eu bem conheço das gentes da minha terra (Viseu e arredores), deseja que essa obra seja feita pois trará muitos visitantes à terra e consequentemente muito dinheiro.
Povo de Santa Comba Dão, uma ideia: já que parece estar disposto a vender as mães para atrair turistas e ganhar uns cobres, porque não também fazer na terra um museu do Nazismo, outro do Fascismo Italiano e outro do General Franco. Não digo isto por todos terem sido uns assassinos da mesma estirpe de Salazar, mas porque isso iria atrair não só os fanáticos atrasados mentais dos fascistas portugueses, mas também milhares de velhinhos saudosistas desse mundo fora e aqueles gajos que rapam o cabelo e se vestem de preto porque odeiam os “pretos” e os Gays, e tudo o que a cerveja inspirar em geral. Se os jornalistas da TV e dos jornais perguntarem alguma coisa, digam que isso é uma medida didáctica pois expõe num ramalhete completo todos os inspiradores do Estado Novo. Não fiquem muito ambiciosos ao ponto de quererem fazer museus sobre as Ditaduras Estalinistas e afins, podem criar tumultos catastróficos na vila.
Acabo com uma pergunta:
Visto que vivemos num País Livre, onde se podem fazer museus a honrar Salazar por exemplo, vai haver algum problema se eu estiver em Santa Comba Dão, a uns metros do museu, na via pública a distribuir informação sobre os horrores do Estado Novo e do seu arauto Salazar? Vou ser livre como vocês são? Ou afinal a liberdade deve somente ser para vocês? Será que eu irei acabar misteriosamente despejado na Aguieira a servir de comer aos peixes?
Posso ser livre?

segunda-feira, março 05, 2007

Quando uma mulher gera tanta polémica...



Uma das mais belas obras que ouvi, muitas vezes, sem conta, foi o concerto para violino de Tchaikovsky com Anne-Sophie Mutter.

quinta-feira, março 01, 2007

Forrest Gump


No outro dia ao ver os Oscars lembrei-me do filme Forrest Gump depois de ter sido referenciado durante a cerimónia. Quando o filme apareceu dizia-se que era uma crítica com um lado positivo e outro negativo ao que são e foram os EUA. Eu concordo sem grandes conversas sobre o assunto.
Mas o que foi interessante para mim foi pensar na grande crítica que somente uma pessoa que viva numa cidade do interior dos EUA percebe: a personagem principal encontra-se à espera de um autocarro não se sabe há quanto tempo antes de os olhos do público iniciarem a invasão da sua privacidade, e continua até o personagem acabar de contar toda a sua vida sem nunca o autocarro chegar. Um sistema de transportes públicos pior do que o de Lisboa, pior do que o de Viseu. Quantas vezes me senti um Forrest Gump esperando pacientemente por um autocarro aqui em Pittsburgh.
O filme é sim uma crítica voraz ao estado dos transportes públicos nas cidades do interior Americano. Uma amiga disse-me que eu tenho muita sorte, na sua cidade natal (Nashville, Tennessee) nem transportes públicos nem vias pedestres na beira das estradas. Parece que Nashville se desenvolveu depois da altura em que cada agregado familiar começou a possuir uma viatura.