sábado, fevereiro 24, 2007

Responder a Jardim em defesa da Seriedade!

Quando Marques Mendes Aleluia voltou para o palco da política nacional vinha com o desígnio da seriedade. Atribuía a palavra "seriedade" a tudo que deveria ser feito em Portugal. Mendes Aleluia mudou em muita coisa, como por exemplo no facto de ter deixado de defender a diminuição da despesa do estado, apercebeu-se que isso lhe tirava popularidade. Mas também mudou drasticamente na sua obsessão compulsiva pela seriedade, agora tudo vale.

Hoje, no Publico.pt vem: "Num país normal Sócrates estaria no olho da rua", diz Jardim

Para colmatar a falta que faz a finada obsessão compulsiva pela seriedade de Mendes, se calhar por influências, pressões e intromissões Jardinianas no PSD, eu devo reponder a Jardim do seguinte modo.
Sem querer discutir o que é a normalidade pois entendo que o significado desse conceito encontra-se sujeito a muita subjectividade, acho que o seguinte é bem consensual desde sempre para todas as culturas, religiões e sistemas políticos de origem humana neste planeta:
Num país a sério os palhaços trabalham no circo e não são postos à frente de um Governo Regional. Digo eu.

sábado, fevereiro 17, 2007

PSD - Publicidade enganosa, como de costume...

Nas últimas eleições autárquicas estive em Portugal, mais precisamente em Lisboa (onde fiz campanha pelo Sá Fernandes), Figueira da Foz, Coimbra, Porto, Tavira e Viseu. Tudo Câmaras onde ganhou o PSD. Mas que PSD? De todas as campanhas eleitorais do PSD nessas localidades, a única que abertamente usou o logotipo e cores do PSD foi a de Viseu, Fernando Ruas, o melhor bigode nacional. O resto afastou-se abertamente desse partido que vinha desgastado de um Governo de Barroso/Santana desastroso e de uma derrota humilhante nas legislativas.
Parecia que o PSD de Marques Mendes em nada se interessava em fortalecer as suas fileiras na esfera do poder que mais enegrece o espectro social de Portugal. Parecia que o PSD queria dar o poder ao povo, aos independentes voluntariosos que dele emergem para lutar contra ventos e marés vindas desses esquerdalhos fujidos da fé Cristã com manias de modernidade e progresso.
Marques Mendes obrigou Macário Correia a ser azul e amarelo, o PSD Figueira a ser verde ecologista, o Carmona a ser branco e vermelho benfiquista com o arregaçar de manga benfiquista antes de bater na mulher e o Rui a ser um rio com a força da selecção portuguesa que ninguém pode parar até ao Porto ficar em ruínas.
Tudo foi publicidade enganosa, da pior recomendada pelos institutos de desfesa do consumidor. Afinal, Mendes é que é o Presidente das Câmaras Municipais por esse Portugal fora. Longe estão os tempos em que se acreditava no poder local como uma forma de descentralizar. Hoje, Viseu, Coimbra, Lisboa, Figueira, Porto e Tavira encontram-se debaixo do poder de um só homem: Marques Mendes Aleluia, Louvor ao Senhor.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Pensamento do dia

Dizer-se que a Justiça se deve abrir mais à sociedade civil é correcto no sentido de apaziguar a guerra entre esta e a Comunicação Social, mas corre-se o risco de se ter uma Justiça influenciável pelas constantes e tempestivas mudanças de humor da opinião pública e da popularidade dos arguidos. A Justiça corre o risco de ganhar olhos bem abertos nesta situação.
O que se passou com o Sargento Luís Gomes foi do pior. Por ser Sargento e ter a simpatia da sociedade conseguiu manchar a Justiça ao nível de contos bíblicos com um desenlace, a um grau mais moderado, semelhante ao que se passou entre Barrabas e Jesus Cristo. Quando nascem olhos assim na cara da Justiça pode-se esperar o pior: uma Justiça mais desigual entre classes sociais, uma Justiça mais imparcial, uma Justiça menos exacta e mais sujeita a erros e enganos.
Se o Sargento Luís Gomes fosse somente Luís Gomes sem farda e apoio da Comunicação Social, tudo seria diferente. Ouvi na TSF no outro dia que um caso semelhante ao de Luís Gomes no passado teve o mesmo desenlace e nenhuma publicidade ou parcialidade.
Vivemos uma Justiça para portugueses de primeira e de segunda.
Sou a favor da mudança, mas para a continuidade da consolidação de uma Democracia em Portugal, onde os cidadãos são iguais e com os mesmos direitos perante a lei.

domingo, fevereiro 11, 2007

Once upon the time in America.

Pittsburgh - On the Streets I Ran - Morrisey

Ooh, a working-class face glares back
At me from the glass and lurches
Forgive me, on the street's I ran
Turned sickness into, popular song

Streets of wet black holes
On roads you can never know
You never have them
But, they alway's have you
'Till the day that you croak
(it's no joke)

Ooh, a working-class face glares back
At me from the glass and lurches
Forgive me, on the street's I ran
Turned sickness into unpopular song

And all these street's can do
Is claim to know the real you
And warn if you don't leave
You will kill or be killed
Which isn't very nice
Here everybody's friendly
But nobody's friends
Oh, dear God when will I
Be where I should be?

And when the Palmist said:
"One Thursday you will be dead"
I said "No, not me, this cannot be,
Dear God, take him, take them, take anyone
The stillborn,
The newborn
The infirm,
Take anyone
Take people from Pittsburgh, Pennsylvania
Just spare me!"

Quantas vezes se diz Pittsburgh?

Frases que disse muitas vezes perto de Coimbra


Olha um Milhafre!!

Isto é a melhor voz da Pop Britânica



Oh Pinhel, foda-se que cheiro!!

Eu vou mais devagar, deixa só ultrapassar este camião.

Era boa a gaja?

Fumas na próxima...

Estou sim, estou a conduzir, não posso falar.

Esta cidade é uma merda!!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O Aborto outra vez: a perspective americana...

Em Portugal, andamos no que andamos... E aqui na Carnegie Mellon University, os emails da Associação de Estudantes promovem eventos onde, pelo dia de S. Valentim, dão pílulas do dia seguinte à borla:

Valentine's Day is Free EC Day

Planned Parenthood of Western PA
is celebrating increased access to emergency contraception (EC)!
EC can safely and effectively prevent pregnancy if started within five days of unprotected sex. Everyone, regardless of age, can get EC at Planned Parenthood — and now, for people 18 and older, EC is available over the counter. Visit our downtown Pittsburgh health center on February 14th, 2007,
and receive FREE EC* to keep at home — just in case. Visit our health center at 933 Liberty Avenue in downtown Pittsburgh on Wednesday, February 14, 2007 for your free emergency contraception*! For more information, please call us at 412-434-8957, or www.ppwp.org.

*Starting at 8 AM, while supplies last, limit one box per person, must be 18 or older with proper ID.

Contra o Atraso - Vota Sim no Domingo

Aqui

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Pelo SIM; com orgulho.

É com enorme orgulhor e carinho que vejo o nosso grande amigo Vasco Freire com uma enorme energia na campanha do SIM!

Um grande beijo, valente!

Segue o fabuloso discurso do Vasco Freire:

http://www.youtube.com/watch?v=8Wd8Avp5R5E

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Os pontos no is, o preto no branco...

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=94eaQpproBs

Daniel Oliveira fez uma intervenção fabulosa no passado programa Prós&Contras da RTP. Eu suspeitava que Fátima Campos Ferreira fosse pelo Não, mas depois de ver a sua irritação consequente aos argumentos esclarecedores e claros como água de Daniel Oliveira, eu estou certo que Fátima Campos Ferreira é uma fundamentalista do Não e usa o programa como forma de manipular a opinião pública. Fui ver o programa na net e reparei que os apologistas do Não escolhidos desta vez foram menos selvagens e mais moderados. Foi certamente uma tentativa de encobrir a borrada que fizeram no programa anterior. Mas Fátima Campos Ferreira atingiu o nirvana do ridículo ao iniciar o programa dizendo que após as declarações dos movimentos do Não no dia anterior e de uns quantos comentários que ouviu não se sabe onde nem de quem, se tornou imperativo fazer um novo programa sobre o referendo de dia 11. Que Maravilha!! Se tal fosse verdade, isto teria sido um exemplo maravilhoso de alta eficiência. Em 24 horas, a RTP conseguiu mobilizar plateia e convidados vários. Em nem sabia que este programa era somente organizado a partir do dia anterior.
A meu ver, na realidade, Fátima Campos Ferreira, ou quem manda nessa senhora, depois dos tiros no pé que os movimentos do Não deram no programa anterior, orquestrou em simbiose com os movimentos do Não uma nova tentativa, com pessoas supostamente mais sérias, para manipular e baralhar a opinião pública a favor do Não.
Em tempos dizia-se que isto era "tudo uma cambada de gatunos, uma cambada de ladrões e uma cambada de chupistas", eu agora digo que isto do movimento do Não é tudo uma cambada de mentirosos, uma cambada de aldrabões e uma cambada de vigaristas. Respeito quem vota Não, mas os movimentos de campanha pelo Não mostram a face escondida do atraso intelectual e democrático em Portugal.