quinta-feira, novembro 30, 2006

Revoluçoes

Acho que no dia em que deixamos de ter revoluções interiores, dúvidas, angústias, incertezas sobre as nossas escolhas de vida... Estamos mortos.

Thought of the day

Pittsburgh is kind of like fake sugar… When you don’t have real sugar around, you think that fake sugar is not that bad. But when you have real sugar around… Well.

(Sean Green, in a moment of deep inspiration)

segunda-feira, novembro 27, 2006

RUC - Um Som Sempre em Cima

Aqui

Babel

Nice movie for the weekend.

BP - O politicamente correcto

Na série... Blog sobre alterações climáticas:

Carbon Dioxide is Our Friend

E para uma versão do mundo que contrasta bastante o documentário anterior, segue um anúncio ridículo a um extremo que eu nem consigo compreender. Este vídeo é uma tentativa frustrada da Competitive Entreprise Institute, que se define como:

"The Competitive Enterprise Institute is a non-profit public policy organization dedicated to advancing the principles of free enterprise and limited government. We believe that individuals are best helped not by government intervention, but by making their own choices in a free marketplace."



Claro: porque não esqueçamos que o free market funciona sempre...

The Planet

Vale mesmo a pena ver este documentário sobre Global Change. Está esteticamente muito bem feito... É sueco, mas a maior parte está em inglês.

Aqui

domingo, novembro 26, 2006

Cesariny

do capítulo da devolução


Hoje venho dizer-te que morreste e que velo o teu corpo no meu
leito, um corpo estranho e surdo um corpo incompreensível

aquele desespero que deixou de ter forças para erguer os portais do
outro reino tristeza de menino a quem tiraram tudo, até
a tinta e as flores e o prazer de gritar

esse (foi visto) deve subsistir porque é a tua maneira de tomar banho
no cosmos, olhar o cosmos como os que ainda podem
interrogar as ondas e morrer

mas tu ainda não sabes a que ponto morreste; vais até à janela, aspiras
com cuidado o oxigénio que o espaço te oferece, apontas
rindo a meiga criatura que pela rua arrasta a sua condição
de animal fulminado

depois olhas para mim, olhas as tuas mãos, e elas ambas, tão claras,
tão seguras, são as mãos de um soldado a arder em febre,
aves a percorrer o seu novo deserto

mas tu sabes, tu vistes, e mais do que eu; a mão do homem é doce e
iluminada como a noite como um rasto de fumo sobre
os hospitais

tivemos uma história mas a história foi-se, em fileiras angélicas e
gratas, a fazer a manhã de outras paragens; outra sombra,
outros olhos semelhantes

noutro leito nas nuvens deito os teus cabelos, o teu cansaço e a
minha miséria, os teus braços e os meus, altos como
cidades, altos como flores

parou o automóvel, lá em baixo, e eu não tenho mais que descer as
escadas, fechar ainda a porta do teu quarto, atravessar de
um pulo a minha própria vida

agora posso sonhar até deixar de te ver

belo rio sem lágrimas


mário cesariny
pena capital
assírio & alvim
1982

quinta-feira, novembro 16, 2006

Aborto Portugal - Escrito com muita pressa

Jaime Nogueira Pinto (um dos poucos senhores de Direita que intelectualmente aprecio e respeito) difere a Direita da Esquerda no modo como ambas as vertentes política olham para o ser humano. A Direita acredita que o ser humano é naturalmente mau e necessita de regras para viver em sociedade a Esquerda acredita que o ser humano é naturalmente bom e é a sociedade e as suas regras que o corrompe. A Direita em Potrugal é pelo Não, uma parte por motives religiosos, a outra porque acredita que as mulheres são naturalmente levianas e fariam abortos ao desbarato como modo de contracepção o que seria uma perspectiva de imoralidade extrema. Não acredito que alguém seja contra a vida neste campo de batalha no debate do Aborto. Eu sou pelo Sim e pela vida, de Esquerda claro, acredito que uma mulher quando recorre ao Aborto o faz num acto de desespero e que o Aborto em Portugal é uma realidade. Acredito que um aborto legal vem criar locais onde mulheres em desespero podem acorrer, locais onde se podem encontrar grupos para o apoio da natalidade, gabinetes de planeamento familiar, organismos que ajudem no desepero da mulher para uma solução que pode ou não passar pelo aborto. Acredito que tal seja possível caso o Sim ganhe, espero que os do Não apoiem as mulheres mesmo se perderem, ao contrário do que se passa nos EUA, onde os pro-life gastam recursos humanos e financeiros em manifestações contra os locais de aborto e contra as mulheres deseperadas em vez de lhes dar alternativas com alguma viabilidade. Mas isso não é de Direita.

Na minha opinião o debate do Aborto em Portugal encontra-se cheio de fantasmas, ideias pré-concebidas e falácias. A maior falácia de todas é querer-se defender qualquer uma das posições com pretextos meramente científicos. Se de um lado é verdade que até às 10 semanas o embrião humano ainda não tem orgãos ou um sistema nervoso devidamente desenvolvido para sentir sofrimento, pelo outro lado, é verdade que aquele aglomerado de células diferenciadas e com algum nível de organização em certos tecidos vai dar origem a um ser humano. Se por um lado em termos de património genético, o homem ao se masturbar desperdiça milhões de meios seres humanos, a verdade é que o Não somente se interessa com as células humanas com 2n cromossomas, ou seja, depois do coito praticado. Considero positivo considerarem-se os aspectos científicos sobre desenvolvimento embrionário para se estabelecerem casos limites e evitar o absurdo mas acho que isso pouco interessa no debate de agora.

Pouco interessa porque no fim, no dia de votar, o que se acaba por se considerar são os fantasmas religiosos ou de valores. Eu pessoalmente acho que tudo o que é humano se deve tratar com muita seriedade. Por isso reprovo a tentativa do Não em propagandear, como metodologia de campanha, a luta do Sim como uma cruzada de genocidas e criminosos sem valores. Estou convicto que ambos os lados apreciam igualmente a vida humana. Embora eu esteja intimamente ligado aos aspectos científicos das fases iniciais do desenvolvimento humano, a minha opinião é de carácter político e reprovo os médicos que usam o seu estatuto para defenderem princípios que em nada tocam na Medicina.

No outro dia estava a fazer um trabalho de baixa exigência intelectual. Por isso, enquanto tratava imagens de células estaminais embrionárias ouvia o debate dos "Pros e Contras" sobre o Referendo do Aborto. Do sim estava um médico e uma das maiores nódoas da política portuguesa (Edite Estrela) e do outro mais um médico e outra das piores nódoas da política portuguesa (Zita Seabra). Edite Estrela entristece, é previsível, faz pensar que, ao ter sido escolhida, os organizadores do programa quiseram manipular para o lado do Não. Zita Seabra é arrogante e defende cegamente com todos os dentes a camisola da Direita. Aquela que acha que os seres humanos tendem todos para a maldade e que o aborto legal nos termos debatidos iria aumentar o uso dessa actividade como metodologia de contracepção e lucro com o custo de potenciais vidas humanas. Diga-se de passagem que Zita Seabra não representa o cerne ideológico do Não. Esse encontra-se no seio dos ultra religiosos como Bagão Félix, Adriano Moreira e Paulo Portas. Machos e de Direita. Zita Seabra representa um grupo de senhoras que se encontram na Direita dentro de uma gaveta fechada a sete chaves e que somente se abre nas alturas em que a Esquerda quer fazer frente ao facto de a Direita conservadora achar que "Deus nosso senhor é que decide se nasce ou não carago!!". Gostei de ouvir Zita Seabra a dizer que tinha consultado no dia anterior ao debate o estado do planeamento familiar. Senhora Zita Seabra, se a senhora se considera a paladina da luta da Direita pelo planeamento familiar e direitos da mulher, porque somente foi agora, depois da Esquerda vir outra vez com o debate que a deixa inquieta, que se preocupou em saber sobre o estado do planeamento familiar?

Desfavorecidos e Caridade

Quem vive a situação da saúde nos EUA mais directamente é quem tem mais vontade de fazer qualquer coisa, por mais pequena que seja, para contrariar as suas falhas.

Optimismo Comediante

O Governo e o Presidente da República de Portugal tentam constantemente dar mais optimismo ao investimento, ao povo e aos cidadãos em geral como tentativa de estimular a Nação a romper a crise.
Vou tentar motivar Portugal com algum optimismo. Acabei de jantar com um senhor nascido e criado na China e outro na India. Trabalhei com eles durante algum tempo e agora cada um segue o seu caminho. Vi nesta convivência um sinal de esperança para Portugal. Se um Português trabalhou ao lado de dois cidadãos de países em grande desenvolvimento e crescimento económico, Portugal pode ter chances de vencer ao lados desses países. Tambem, com a gradual descida de qualidade de vida que os portugueses hoje em dia experimentam, daqui a nada estamos a trabalhar a arroz. Cada vez mais semelhanças. O Quinto Império, uma possibilidade afinal, mais do que um sonho.

terça-feira, novembro 14, 2006

segunda-feira, novembro 13, 2006

Pink Poetry

Banda Musical: Pink Poetry
Realização e interpretação de João Manso.
Muito Bom!!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Aborto

Agora estou num projecto de trabalho com uma senhora Genecologista Americana.
Ela disse-me:

Nos EUA o aborto pode-se fazer a qualquer altura da gravidez.
Bush, o homem super conservador, quer reduzir o período para as 24 semanas.

Eu disse-lhe:

Em Portugal, os Liberais e Comunistas querem legalizar até às 10 semanas.

O Bloco de Esquerda quer ser modestamente mais conservador que a besta do conservadorismo. E todos o criticam: os putos indisciplinados do PP, as senhoras de bem da missa, o Adriano Moreira e os outros zombies do fascismo.
Viva Portugal!!

sábado, novembro 04, 2006

Alcool e Demagogia



Existe uma Rádio em Pittsburgh de cariz político Republicano que defende a cartilha Bush em grande forma e forte tom populista. A favor da Guerra, contra os Imigrantes, os Gays, as Células Estaminais Embrionárias e as Mães Solteiras, a favor do Rick Santorum, em resumo: Nazis/Estalinistas em cruzamento com Talibans Cristãos e uns quantos fanáticos anti-Estado na mistura.
Bem, eu sou obrigado a escutar esta Rádio porque o autocarro que me leva ao local de trabalho passa sempre essa tristeza. Um gordo areano ouve-a religiosamente.
No outro dia fazia-se um programa de opinião, em que os ouvintes ligam para mandar uns bitaites. Note-se que no caso de o ouvinte discordar do locutor, primeiro diminui-se o volume do ouvinte que telefona e depois corta-se com a palavra. Pelo menos assumem-se. Em Portugal, estes animais vivem escondidos em formalismos e mascaras de boas maneiras, menos na Madeira claro, e em Viseu...
Pois nesse programa de opinião o tema era o seguinte (era sobre decretar uma lei seca sobre alcool):
Imagine um jovem de 16 anos (idade mínima para se conduzir nos EUA) que se encontra altamente embriagado na casa dos seus pais. Por um motivo estranho o jovem decide com grande vontade pegar no carro e ir dar uma volta. Os pais fazem tudo para evitar tal coisa. Tiram-lhe a roupa, escondem as chaves do carro e escondem todas as roupas do menino. O rapaz acaba por adormecer,mas a meio da noite acorda ainda sobre o efeito do alcool e com a vontade de conduzir. Consegue encontrar as chaves, mas a roupa não. Sai de carro, tem um acidente, mata pessoas, sai do carro, anda nu pela estrada e acaba por ser atropelado por um honesto trabalhador nocturno que volta para casa depois de um dia de trabalho. Acha que deve haver uma nova lei sobre o alcool, ligue para dar a sua opinião tendo em conta o caso descrito.

Isto foi real: KDKA Voice of Pittsburgh
E como estas ouvi muitas mais.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Ao senhor Alberto João Jardim

Alberto João Jardim iniciou a sua entrevista no programa da RTP “Grande Entrevista” a dizer que esperava que Judite de Sousa não sofresse represálias por o ter convidado.
Senhor Jardim, Portugal Continental não é a Madeira, nem Viseu. No Continente vive-se uma Democracia mais vigorosa do que a debilidade Madeirense. Aqui cada um tem liberdade de dizer o que quer que seja (menos difamar obviamente - aquilo que o senhor faz constantemente) sem sofrer as represálias do tipo daquelas que o senhor aplica a quem discorda de si.

quinta-feira, novembro 02, 2006

PA Energy Policy Trends

From: http://www.planetark.com/dailynewsstory.cfm/newsid/38779/story.htm

PA - Hundreds of millions of tons of waste coal are lying around the mines of Pennsylvania and nearby states (...).


Rich is president of WMPI Pty. LLC, in Gilberton, northeastern Pennsylvania, where he is setting up the first plant in the United States to turn waste coal into diesel fuel.
"This will help clean it up once and for all," he said. "It's a lot cheaper to pick it up from the ground than to dig it out."

Rich plans to start producing diesel for the state of Pennsylvania and other clients within three years, one of a range of alternative fuel programs to displace some of the coal on which Pennsylvanians are dependent.

Pennsylvania has the fourth-largest coal reserves in the United States, and coal currently meets about 60 percent of its energy needs. It is a leader among about 20 states that have passed renewable energy laws.

"If you are looking at a classic coal state trying to convert to renewables, there is no better example than Pennsylvania," said Marchant Wentworth of the Union of Concerned Scientists in Washington.


ROTTING GARBAGE

Under Pennsylvania's 2004 Alternative Energy Portfolio Standard, power plants will be required to generate 18 percent of their electricity from renewable sources by 2020.

The state government this year doubled to 20 percent the amount of electricity it buys from renewable sources, making Pennsylvania's public sector the largest buyer of green electricity among US states.

And in a bid to capture the energy released by rotting garbage, the state now has 24 landfill methane projects, in which gas that was previously burned off is now purified and then piped to consumers or used to fire power stations.

The state is also the second-largest producer of wind energy among Eastern states, attracting Spanish wind energy company Gamesa Corp. to set up manufacturing plants in Pennsylvania.

Officials are also in talks with a leading German solar power company about setting up in the state, Department of Environmental Protection secretary Kathleen McGinty said.

By 2021, utilities will be required to boost their output of power derived from the sun to 700 megawatts, only 0.5 percent of the state's total energy needs, but the second-highest level in the United States. To help utilities meet their goals, they will be allowed to take into account energy-conservation measures - known as "negawatts" -- that their customers have implemented.

In an effort to lessen drivers' dependence on imported petroleum, Gov. Edward Rendell has proposed an initiative that would require production of 900 million gallons a year of alternative fuels such as biodiesel and ethanol within 10 years.

That is equivalent to the amount of petroleum expected to be imported to the state annually from the Persian Gulf by that time.

But some environmentalists worry that, like other US states, the focus is more on the politically popular effort to reduce reliance on foreign oil rather than on clean energy that will reduce emissions of gases that cause global warming.

Of the planned 18 percent of electricity that is supposed to come from renewable sources by 2020, about a quarter is expected to come from waste coal and coal gasification, which are not renewable and which contribute to global warming.

"There are reservations about this being the best way to do a portfolio standard," said Elizabeth Martin-Perera, a climate-policy specialist at the Natural Resources Defense Council.

Ministers from almost 190 governments will meet in Nairobi from Nov. 6-17 for annual UN talks about ways to speed up a fight against global warming, including shifting away from fossil fuels.


DON'T USE THE MICROWAVE

But in its conservation efforts, the state cannot be faulted. Thermostats are turned down in state offices; workers are not allowed to use personal appliances such as microwaves; and the state has begun to replace its fleet of gas-guzzling sport utility vehicles with fuel-efficient hybrid cars.

The result is that the government's energy consumption fell by 6 percent in the first half of 2006 and is due to decline to 15 percent below late-2005 levels by the end of this year, McGinty said.

At the local level, the state provides financial assistance to public and private enterprises to set up clean-energy projects. Among 16 such awards announced in early October were US$350,000 to a school district for a biomass-fired boiler heating system; US$150,000 to a water company to install backup wind and solar power generators, and US$700,000 to a fund that supplies photovoltaic systems for solar-power generation.

Through such measures, Pennsylvania is distinguishing itself from many other states that are traditionally dependent on coal, said Martin-Perera of the Natural Resources Defense Council. "They are working hard to attract renewable-energy businesses. They have gone further than most of the major coal states."