terça-feira, outubro 31, 2006

Thinking about energy efficiency these days...

Residential per capita electricity consumption in the US is more than twice the one of the EU. This sentence by itself could be chocking, if it would be new. But no. This is the results of a stable trend that started before the 90ies and still keeps.

The US per capita residential electricity consumption is effectively amazingly high, and this is an even more dramatic question if the picture is redraw in terms of GHG emissions.

One could search for answers for the US residential electricity consumption intensity on the weather or on wealth. As expected, the climate energy requirements are not the answer to such intensity. The same can not be said concerning wealth: in fact, it is true that per capita US GDP is still much higher than the average EU (even taking into account PPP and for real values).

Nevertheless, if one compares US GDP per capita with most of the Scandinavian countries, the values are close enough to question the role of efficiency (as well as cultural differences) on an energy national system.

Norway has a huge per capita residential electricity consumption, but it is 99% reliant on hydropower, thus the GHG pressures are not comparable to the US. Similarly, Denmark has 30% wind and Sweden as something like 50% of renewable. This makes the environmental pressures due to GHG emissions from the US electric sector being reasonably (☺) different from the ones of the Scandinavian countries.

sexta-feira, outubro 27, 2006

A Crise

Cabeleireiro (ou pequenas coisas da vida)

A outra coisa má de Pittsburgh (chamem-me snob, mas queria-vos ver) é não haver cabeleireiros de jeito. Tenho o cabelo que é uma tristeza e lá terei de esperar mais 7 meses para o cortar. Na última experiência (7 meses atrás) de um corte de cabelo nos USA, raparam-me o pescoço até à altura das orelhas. Ia eu partir no dia seguinte para um casamento em Portugal. Foi deprimente.

Portugal vale a pena

Eu gostei muito deste texto, por isso aqui vai:

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de
recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.

Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de
feltros para chapéus.

Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e
os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra
empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu
telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira
onde se quer sentar.

Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas
bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários
prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a
nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha,
Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema
financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos
cinco primeiros).

Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de
energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de
plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa
por via informática. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que
desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks,
dirigidos a pequenas e médias empresas.

Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou
para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que
desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagensdas
auto-estradas. Ou que
vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder
mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu"
em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um
núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou
que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões
pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um
conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o
mundo.

O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que
vive -
Portugal.

Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por
portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com
sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.

Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI,
BCP,Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software,
Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do
Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace,
Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas
também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim
Turismo.

E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas
dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos
e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal,
Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal
um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo
são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o
País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País
estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na
educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.

Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o
progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.

Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos
orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não
invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma
velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,
puxa uma carroça
cheia de palha.

E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos
colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a
tentarem replicar o que de bom se tem feito.

Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os
bons serem também seguidos?

Nicolau santos, Director - adjunto do Jornal Expresso

domingo, outubro 22, 2006

Os produtos culturais

Em Portugal, existe um enorme preconceito por parte de organismos de investimento estaduais ou privados em se considerar o apoio financeiro a eventos e projectos culturais como potencialmente lucrativos. Na verdade, o financiamento da cultura portuguesa tem-se efectuado em sistemas de esmola, caridade ou filantropia, sem nunca se pensar num esquema paralelo de potencial investimento tendo em vista o lucro. Faz já algum tempo que os EUA, o Reino Unido e a França por exemplo exportam cultura. Penso sem dados de base que comprovem o que estou a exprimir, mas acho que essa actividade aumenta o valor das exportações desses países e desperta a vontade das pessoas no estrangeiro em fazer turismo nesses países.
Excluindo o velho fado, mesmo pela bela voz de Mariza ou pelos Cds da Amália e a literatura de Saramago, o investimento no cinema, no bailado/dança, no teatro, nas artes plásticas e em produtos paralelos do desenvolvimento da cultura como a publicidade e marketing poderiam ser potenciais e inovadores focos de investimento lucrativo em Portugal tendo em vista o mercado estrangeiro. Mas no entanto considero, como acontece com ciência de base versus ciência aplicada, que nunca se deve parar de apoiar ao estilo da filantropia, caridade ou esmola projectos sem perspectivas de lucro. Quem diria que Pina Bausch ou os Fura Dels Baus teriam potencial lucrativo antes de o demonstrarem? Em cultura deve-se arriscar mais. Um em mil falham certamente, mas fica sempre um que pode valer bem a pena o investimento. Mas existe a outra face da medalha: ser artista em Portugal deve ser das actividades mais precárias. Isso deve ser pouco atractivo para se enveredar por tal carreira.

sábado, outubro 21, 2006

Poesia de velhos tempos

Descobri "Os Versos do Capitão" de Pablo Neruda quando tinha 15 anos. Foi dos livros de poesia que me marcou mais.
Do Largo do Karma tirei o seguinte:

O vento na ilha

O vento é um cavalo:
ouve como ele corre
pelo mar, pelo céu.

Quer levar-me: escuta
como percorre o mundo
para levar-me para longe.

Esconde-me em teus braços,
por esta noite apenas,
enquanto a chuva abre
contra o mar e contra a terra
a sua boca inumerável.

Escuta como o vento
me chama galopando
para levar-me para longe.

Com tua fronte na minha
e na minha a tua boca,
atados os nossos corpos
ao amor que nos abrasa,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.

Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e procure
galopando na sombra,
enquanto eu, submerso
sob os teus grandes olhos,
por esta noite apenas
descansarei, meu amor.

Pablo Neruda in "Os versos do capitão".

segunda-feira, outubro 16, 2006

Os livros são importantes. Mas será que existe um livro mais importante que os outros?

1 Ano

Sim senhor, 1 anito de blogadas, bitaites e debates. Neste momento encontro-me cheio de trabalho, por isso respondo a tudo como o Cavaco Silva em tempos de Primeiro Ministro: deixem-me trabalhar. Mesmo assim, obrigado leitores e vamos continuar a blogar em Lutas Livres. Pelo menos mais um anito, vamos ver. Liberdade absoluta, sem index, censura ou atitudes pidescas. Conto convosco. De momento desculpem pela pobreza do momento, mas melhores alturas se aproximam.
Fiquem bem e mais uma vez obrigado.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Divine Comedy


Tonight we fly
Over the houses, the streets and the trees -
Over the dogs down below;
They'll bark at our shadows
As we float by on the breeze.
Tonight we fly
Over the chimney tops, skylights and slates -
Looking into all your lives
And wondering why
Happiness is so hard to find.
Over the doctor, over the soldier,
Over the farmer, over the poacher,
Over the preacher, over the gambler,
Over the teacher, over the writer,
Over the lawyer, over the dancer,
Over the voyeur,
Over the builder and the destroyer,
Over the hills and far away!
Tonight we fly
Over the mountains, the beach and the sea
Over the friends that we've known,
And those that we now know
And those whom we've yet to meet.
And when we die
Oh, will we be that disappointed or sad?
If heaven doesn't exist,
What will we have missed?
This life is the best we've ever had!

quarta-feira, outubro 11, 2006

terça-feira, outubro 10, 2006

Jardim e Ruas a liderarem a oposição ao governo pelo PSD

Fernando Ruas: Governo ataca as autarquias porque ainda não "engoliu" vitória do PSD
Este homem é um poço de contradições. Ainda no outro dia fez notar o facto de que a luta que trava não é partidária, mas sim a defesa de um sistema de poder local que ele representa. De mentiroso e de estúpido Fernando Ruas tem que chegue. O problema é ele pensar que toda a gente é estúpida como ele, Portugal não é o Rossio em Viseu, onde o senhor Ruas tudo pode fazer e dizer sem consequências. Isto faz lembrar a sua recente polémica declaração lapidar: "Corram-nos à pedrada, a sério. Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. Eu estou a medir muito bem aquilo que digo". Esta foi uma de muitas declarações deste tipo no Rossio viseense.
Eu percebo porque Ruas mudou a sua atitude, o seu companheiro de oposição ao governo (Alberto João Jardim) tem-se fartado de regurgitar críticas ao Governo a tresandar a vinho. Cheio de inveja, Ruas elevou o seu pedigree e arremassou a sua boca brejeira com o intuito de igualar o Canavalíssimo Presidente da Madeira. Acontece que isto é ridículo e Ruas somente perde credibilidade com esta atitude. Ontem afirmava defender todos os autarcas: Socialistas, Populares, Sociais Democratas, Comunistas e Bloquistas e hoje declara o verdadeiro motivo da sua luta: usar os autarcas, usar o voto dos viseenses para a ala corrupta do PSD atacar o Governo e ganhar mais notoriedade.
Achei muito engraçadas as declarações de Marques Mendes relativamente a esta inventada luta de Ruas. Por um lado disse que os autarcas devem ter autonomia, pelo outro disse que devia haver mais rigor e menos endividamento nas autarquias. Note-se que, ao contrário do que muitas vezes se passa, Marques Mendes encontrava-se muito pouco convicto no modo de falar e um pouco embaraçado nas palavras. Por um lado o ainda chefe do PSD apoia o Governo, pelo outro encontra-se refém de forças internas do PSD que controlam grande parte das suas bases partidárias e acanha-se perante o lado corrupto do seu partido.

domingo, outubro 08, 2006

sábado, outubro 07, 2006

Adeus Fidel


Aqui
Lembro-me do meu livro de História do 9 ano ter no fim uma lista das personalidades mais importantes do sec XX. Das considerdas, a única que ainda se encontrava viva na altura era Fidel Castro. Isto foi em 1995.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Nunca pensei tal acontecer

Pela primeira vez em toda a minha vida concordei com um dicurso de Cavaco Silva. Foi o discurso de ontem para comemorar a instauração da República. Cavaco acusou a corrupção como o principal entrave ao desenvolvimento da Democracia em Portugal. E mais, disse que o exemplo deve vir de cima. Considerei uma maravilha tal discurso. Eu pessoalmente acho que em cima, nas esferas de poder existe mais gente a viver dos problemas originados da corrupção do que das soluções, veja-se a polémica e atrito que surgiram em reacção às alterações no sentido de se reduzir as regalias de altos directores do Estado e de cargos políticos quando o Governo PS iniciou o mandato. Até no PS, houve gente muito preocupada com essa estratégia de reforma, a Maria de Belém deu a cara contra tais mudanças por exemplo.
Mas mais, lembro-me dos tempos de Governo Cavaco, eu em Viseu via com mais clarividência o mundo corrupto da altura, o mundo das cunhas, dos cartões laranja para se ser benificiado em algo e ganhar mais dinheiro. Eu considero este discurso de Cavaco Silva o resultado de um profundo exame de consciência sobre o que o seu Governo da altura promoveu e ajudou no sentido de edificar esquemas de corrupção por esse Portugal fora para salvaguarda do poder. Vale mais tarde do que nunca.
Quando alguma Direita quer privatizar com o pretexto de posteriormente à privatização se confiar no cumprimento da lei para tudo funcionar legalmente e igual para todos, engana-se na aplicabilidade do que propõe porque em Portugal existe corrupção.
Quando alguma Esquerda defende o pagamento de impostos, propinas e mais taxas do Estado de acordo com o rendimento familiar, engana-se na aplicabilidade do que propõe porque em Portugal existe corrupção.
A corrupção é hoje em Portugal o entrave à aplicabilidade do progresso e desenvolvimento.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Hoje saí à rua assim

Sweden

O novo primeiro ministro da Suécia prometeu baixar os impostos para os que ganham pouco, o que considero muito socialmente correcto e apoio. Adicionalmente, prometeu reduzir os apoios aos desempregados, mas sempre preservando o modelo Sueco. Num país onde o desemprego jovem cresce a larga escala e as classes imigrantes encontram problemas em arranjar emprego, reduzir os apoios aos desempregados e preservar o modelo Sueco parece-me algo paradoxal.
No entanto, financeiramente as contas parecem-me bem feitas, menos income nos impostos, menos outcome nos apoios aos desempregados. Vamos ver como as taxas de criminalidade e problemas sociais vão evoluir com este novo Governo Sueco. Para mim, algo me parece cada vez mais Universal: as pessoas cada vez menos se preocupam com o bem estar da Sociedade, mas simplesmente com o individual. E por individual entendo o facto de eu me preocupar comigo, com os meus familiares e amigos e me marimbar para os outros. Será este modo generalizado de pensar, viver e eleger governos sustentável para o futuro do planeta?

terça-feira, outubro 03, 2006

Numa comunidade perto de nos...

A fifth girl died today after horror struck a tranquil Amish community in Pennsylvania when an armed man burst into a one-room schoolhouse and opened fire.

Two young pupils and a teenage aide were killed instantly. One girl died overnight and another died today. All female and all Amish, they were shot in the head.

http://news.independent.co.uk/world/americas/article1783748.ece