sábado, setembro 30, 2006

Miguel Esteves Cardoso e Marquises

"As marquises são como os capachinhos. Não é preciso uma rajada de vento
para destaparem a careca a quem os usa - muito mais do que se estivessem
de careca destapada, ao ar livre, como deve ser".

Está um texto muito giro no Expresso sobre as Marquises de Lisboa...

sexta-feira, setembro 29, 2006

Mais Viseu

Hoje o senhor João Cotta, que eu não sei quem seja, ouvi o seu nome pela primeira vez, Presidente da Associação de Empresários de Viseu, que eu não sabia que existia, reclamou na tv uma crise industrial e empresarial que se vive na Região de Viseu.
Disse que se tem que se apostar em mão de obra qualificada e não intensiva, concordo absolutamente.
Disse que a criação da prometida Universidade em Viseu pelo ido governo PSD poderia acabar com a crise que aclama, discordo absolutamente.
O que não falta em Viseu são jovens que vão estudar para Coimbra, Aveiro, Lisboa, Porto, Vila Real e outras cidades e adquirem uma formação especializada em Engenharia, Gestão e Economia. Quando voltam para a terra, encontram uma absoluta ausência de emprego e são forçados a abandonar Viseu e arredores para ir trabalhar para outras paragens.
Esta declaração deste senhor João Cotta (que eu não sei quem seja) tem todas as marcas da presença do PSD de Viseu na sua formulação. Porquê?

1- Não fala da ausência de apoios ou incentivos logísticos ou fiscais por parte da Câmara Municipal de Viseu (PSD - Fernando Ruas) para criação de empresas na zona.
2- Insiste no absurdo cavalo de batalha do PSD-Viseu em criar uma Universidade na Cidade, o que me leva a pensar que isto não passa de um embuste para fazer política politiqueira, em vez de se agir pelo bem de Viseu.
3- Não defende algo mais lógico como uma aposta no Ensino Profissional Especializado, em vez de se formarem mais Engenheiros e Gestores que hoje em dia fogem de Viseu por falta de oportunidade de emprego.

Considero uma vergonha aproveitar-se um assunto muito sério como a crise empresarial em Viseu para se defender o Lobby das Construtoras / Imobiliárias / Câmara Municipal de Viseu em deterimento do custo para Portugal e a falta de sustentabilidade que existe na criação de uma Universidade em Viseu.

Modelos Americanos


Barbie, a Grande.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Modelos Americanos

Nos tempos em que estive por terras Francesas parei de ver tv, ver as capas das revistas rosa ou ouvir progamas de Rádio mais comerciais. Ouvi nuito a Rádio da UTC. Durante o breve tempo que estive em Portugal, dediquei-me mais aos amigos, a Viseu e a Lisboa do que ao mundo pop internacional.
Por isso quando cheguei aos EUA e vi e ainda vejo por tudo o que se considera revista rosa esta pessoa:


Pensei que era esta:



Mas mais velha e com umas quantas plásticas. Envelhecimento e tratamento de fama natural. Estranhava o facto de lhe chamarem de Jessica Simpson, mas cheguei a pensar que tinha mudado de nome, como o Prince fez quando se passou a chamar Victor.

Somente quando voltei a ter tv, reparei que são pessoas diferentes ao ver a Britney Spears com um filho e igual ao que sempre foi, mas com um envelhecimento não no sentido da fama, mas igual ao meu e ao dos outros.
Disto somente posso pensar que para mim as americanas são todas iguais, somente agora começo a ver as diferenças e a distinguir as pessoas na rua.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Opera de Berlim suspendeu obra de Mozart por medo de reacções islâmicas

Eu sou um gajo com pouco dinheiro e gostava de encontrar um local com um bom café expresso em Pittsburgh. Como não tenho dinheiro para oferecer como recompensa por tal informação, prometo mil virgens no alto dos céus e um lugar ao lado do Criador depois de morrer a quem me ceder tal informação. Eu considero uma boa oferta, hoje em dia as virgens e os lugares ao lado dos criadores estão pela hora da morte.

Eu nunca tive jeito para piadas, admito, mas fico ressaibiado quando a sensibilidade islâmica chega a Mozart. Desculpem, eu depois, para compensar, conto aquela da Virgem Maria que pensava que era Virgem e atirou uma pedra a Jesus Cristo quando este pediu a quem nunca tivesse pecado que atirasse a primeira pedra, ou talvez transcrevo um texto do Gil Vicente a gozar com os Judeus do Renascimento em Portugal.

terça-feira, setembro 26, 2006

Reflexo Condicionado

Hoje, enquanto lia uns papers, ouvia a Antena 2 (Programa RITORNELO) como barulho de fundo para me abstrair da azáfama do meu local de trabalho. De repente ouvi uma versão de uma música de Richard Strauss que passava na peça "A MATO" de Susana Vidal do GTIST. Essa peça foi das obras que mais gostei de construir na minha ainda curta vida, para mim a melhor peça de sempre, com alguns defeitos de luz e som, mas a melhor. Bem, fazia muito que não pensava n'"A MATO", mas o som não me fez somente relembrar o acontecimento, mas acima de tudo sentir a tristeza que sentia no momento da peça em que a música passava. E fazia muito tempo que eu não sentia isso. Por uns momentos, estive em Lisboa em 2001, a fazer o que mais se aproximou de Stanislavsky em tudo o que tentei em teatro ou algo assim, isto para não insultar os actores verdadeiros e bons a dizer que fiz teatro.

Grande auto retrato, muito bom.



Aqui.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Xenofobia

Considero o bloqueio a um livre sistema de Circulação dos produtos do terceiro mundo (emergente ou não) para a Europa ou EUA uma forma de xenofobia. A defesa de um mercado de acesso igual e global para todos devia ser uma defesa tão séria por parte da UN como a defesa dos Direitos Humanos por esse Mundo fora.

Compromisso Portugal

O puro fascismo é um grupo de poder fora do poder que vem do voto do povo, com interesses políticos bem definidos e óbvios, dizer que as suas ideias sobre Portugal são dogmas apartidários e apolíticos, cientificamente provados, caminhos indiscutíveis para o progresso e para se sair da crise. Pois essa foi a essência de todos os fascismos de esquerda e de direita no sec XX para se validar um partido único. Diz-se que o problema é facilmente exposto, juntam-se umas personalidades socialmente relevantes, promovem-se outras personalidades para se tornarem socialmente relevantes, destaca-se o grupo fora dos partidos que com ele se encontram envolvidos e dos preconceitos relativamente ao que é político e pumba. Em vez do partido único temos as ideias únicas, o caminho único, o pensamento único. Temos o maior cinismo alguma vez visto depois do 25 de Abril em Portugal. Isto são empresários de sucesso que vivem da crise, da falta da competitividade de pequenas e alternativas grandes empresas, dos despedimentos, do abaixamento dos salários, que esperam de boca aberta alguma cerejinha privatizada do Estado para fazer um acordo debaixo da mesa com um qualquer Minitro/Cunhado/Amigo para ter prioridade na compra e lucrar. Eles querem Compromisso Revitalizar a Classe Empresarial Típica e Tradicionalmente chica esperta.
Esta dedica-se aos senhores da UGT: votaram no Cavaco, apoiaram o Cavaco, agora piam fino e vivem o terror do Conservadorismo de Direita, cada um colhe o que semeou.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Chamuça Power

Este post é só para dar uma força à grande Inês Costa: filha, és a maior! May the Chamuça Power be with you e nada de ir abaixo!

Spamalot


Um espectáculo maravilhoso, para rir do princípio ao fim. Very nice! Já tinha saudades de um espectáculo tão boa onda!

Mais um texto Póstumo para nunca me esquecer do verdadeiro sentido da vida

Recebi isto faz já algum tempo. Um tipo de texto que cada vez mais faz falta. As nossas mulheres e homens sérios dos dias de hoje riem-se de quem pensa assim, riem-se de quem se quer sentir bem com os outros em vez de contribuir para o velho moderno mundo da Selva de Pedra, do colectivo de homens isolados e com vergonha de serem humanos, do modelo de mulher Tatcher e homem Donald Trump.
Sou homem, sou de carne, sou preto, judeu, árabe, cigano, mexicano, asiático, homossexual, travesti, branco, vermelho, azul, tenho 2n cromossomas e o meu esperma n, amo uma mulher com quem vivo, vivo aqui, ao teu lado e sou como tu.

"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.

Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua.

Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.

Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na
forma de subir a encosta.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre.

Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando
vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."


GABRIEL GARCIA MARQUEZ

segunda-feira, setembro 18, 2006

Texto inédito do falecido Reis Borges

Recebi do PUBLICO.PT e gostei. Costumo reprovar a ode ao "anti-espanholismo" como forma de estimular Portugal e este tipo de paralelismos entre países diferentes com realidades e tamanhos diferentes, mas deste texto gostei.

Senhores, aprendam.

Vítima de doença prolongada, Reis Borges faleceu no dia 10 de Setembro, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa.

1. Mesmo aqui ao lado e à vista de toda a gente, os nossos vizinhos elaboraram (no fim dos anos 70) o seu Livro Branco dos Transportes, o qual foi amplamente discutido e aprovado no Parlamento espanhol. Seguiram-se os correspondentes programas sectoriais (desenvolvidos durante a década de 80), criando mercado, especializando engenharia e empenhando a indústria de construção. Era a Espanha a preparar-se, com todo o afã, para a sua próxima entrada na comunidade europeia. As principais construtoras portuguesas constituíram então um agrupamento, designado Intercom, para se candidatarem aos milhares de milhões de pesetas dos concursos lançados para o desenvolvimento das infra-estruturas de transportes (para além dos trabalhos relativos aos Jogos Olímpicos de Barcelona e à Expo de Sevilha) em execução do lado de lá da fronteira. Nem uma adjudicação, ou melhor, uma subempreitada em Gibraltar foi o balanço dessa fracassada aventura que foi completamente ignorada pelo Governo português. É conhecido o proteccionismo do mercado espanhol, com uma prática, aliás, em tudo semelhante à dos demais países europeus. Mas as nossas construtoras, com a velha e conhecida cultura de preços de cartel, não tinham condições de competitividade e foi o que aconteceu. Ao invés, o Governo espanhol comandou a reorganização das suas construtoras, assegurou-lhes músculo financeiro e lançou-as na conquista dos mercados português e latino-americano. Foi o que aconteceu e com o sucesso conhecido. Mais alguns apontamentos recordando diferentes posturas da Espanha democrática (hoje oitava economia mundial) e do nosso país. Num abrir e fechar de olhos converteu-se um porto de pesca (Algeciras) no transhipment da Península. Três dezenas de anos à volta de Sines, cometeu-se a proeza de atribuir, a um consultor externo, uma concessão através de decreto-lei. Com a mesma política comunitária, a Espanha converteu-se na terceira potência mundial de pesca e Portugal trocou a sua frota por automóveis topo de gama. Depois de anos de intensa preparação, a Espanha lançou-se (em 1986) na construção da alta velocidade ferroviária no percurso Madrid-Sevilha a par dum programa calendarizado de migração da bitola ibérica para a standard (europeia). O presidente da Renfe até veio a Lisboa explicar os propósitos espanhóis. Não obstante, Portugal nada fez relativamente à bitola e lançou-se na aventura da modernização da Linha do Norte. em bitola ibérica. E, quando se decidiu (a meio da década de 90) pensar na alta velocidade, não tinha um único engenheiro que, alguma vez, tivesse tido contacto com projectos semelhantes. Mesmo assim, houve o despudor de abrir concursos exigindo experiência na matéria e realização de trabalhos de, pelo menos, milhão e meio de euros! Com um investimento da ordem dos 6000 milhões de euros remodelou-se profundamente Barajas, dotando-o de uma capacidade horária de 120 movimentos e processamento de 75 milhões de passageiros anuais. A saga da Ota é a que se conhece, mal se conseguindo uma capacidade de 70 movimentos e 35 milhões de passageiros, sem possibilidade de ampliação futura das suas instalações. A Espanha apetrechou-se com um poderoso instrumento (INECO-TYFSA) no domínio da consultoria especializada, da investigação e desenvolvimento e da cooperação internacional. Dispõe hoje de 1680 técnicos qualificados, dos quais 750 universitários. Já ganhou mercado no Brasil, Cabo Verde e Europa do Leste, para além da América Latina, em que está naturalmente implantada. Em Portugal e no âmbito das chamadas engenharias integradas, criou-se a Ferbritas e a Ferconsult. Esta permitiu (dado o seu estatuto) a entrada directa da engenharia espanhola para os projectos e fiscalização das obras do metro. Mas as duas são essencialmente prateleiras dos partidos (com vocação de poder) no rotativismo das administrações ferroviárias. Finalmente, os governantes espanhóis foram quase sempre escolhidos entre profissionais e/ou académicos, profundos conhecedores do sector. De Portugal basta ler os curricula... Em suma: o poder político nada aprendeu com a Espanha, nas últimas três décadas, entretido que tem estado com os negócios do "centrão" de interesses e na satisfação das respectivas clientelas na gestão pública.



2. O Ministério de Fomento espanhol logo que concluiu (através da INECO-TYFSA) os estudos preliminares dum novo aeroporto de Madrid, em Campo Real, remeteu-o à comunidade madrilena, alertando-a para a possibilidade desta vir a perder 55.000 empregos e 4000 milhões de euros caso não entre em serviço, no horizonte de 2020, essa nova infra-estrutura. É que estudos prospectivos conhecidos apontam para a eventualidade de saturação dos complexos aeroportuários de Londres e Paris em tal horizonte e quando atingidos níveis da ordem dos 150 milhões de passageiros/ano. Daí aconselhar-se que a Espanha se posicione como plataforma de redistribuição do tráfego Atlântico para a Europa. Para o efeito, a reserva de 8466 hectares em Campo Real e a 25 km de Madrid permite a implantação dum sistema de cinco pistas (sendo uma reversível) e a ampliação para mais duas, com uma capacidade horária de 245 movimentos e o processamento de 150 milhões de passageiros. Para além das indispensáveis conexões rodoviárias, a linha AVE para Barcelona seria prolongada, ligando Campo Real às estações de Atocha ou Chamartin. Do mesmo modo a linha 9 do metro. Espera-se assim que o aeroporto intercontinental (como lhe chamam) de Campo Real possa proporcionar a criação de 300.000 empregos (dos quais 230.000 na comunidade de Madrid), para além de incrementar o PIB bruto da região em mais de 21.000 milhões de euros.

Ou seja, quando em breve for inaugurada a remodelação de Barajas, já se saberá o que irá seguir-se (nos próximos 25 anos) em termos de oferta aeroportuária da capital espanhola. Sem drama, sem estrangeiros, sem privatizações, sem project-finances, sem negócios de transparência duvidosa. O que importa, pois, é reter o método de abordagem da questão numa articulação do Ministério do Fomento com a Comunidade de Madrid a garantir seriedade política e rigor nas avaliações da viabilidade técnica, económica e ambiental. O que importa é fazer a analogia com a recusa de Rio Frio (ou Porto Alto, ou Alcochete) e a cooptação da Ota.



3. A nossa elite, vesga e roída de inveja, faz por não perceber que a visibilidade internacional de Durão e Guterres - mesmo que em contraponto com as suas fracas prestações internas - muito tem contribuído para a aposta americana em Portugal. Seja como for, o certo é que Sócrates está perante um dilema com consequências profundas no futuro de Portugal. Tem de escolher sem hesitações entre o rigor e o MIT, por um lado, e a mediocridade e o negocismo, por outro lado. Ou indica à juventude portuguesa o espírito de Bill Gates ou deixa-a na aprendizagem do saque público em que se convertem as nossas "jotas". Ou pretende Livros Brancos redigidos de forma independente e competente ou entra numa de branqueamento que não leva a lado nenhum. Ou prepara políticas sectoriais sérias ou terá às costas uma gestão pública que acabará por cair de podre. Ou impõe nova relação dialéctica entre membros do Governo, deputados e militantes ou não resistirá para além da legislatura. Vamos ter três anos sem eleições. Tempo bastante para as reformas necessárias.

Senhores, aprendam (pelo menos) com os espanhóis.



Reis Borges

(Conselheiro de Obras Públicas e Transportes - Jubilado)

Ex-Deputado da República pelo Círculo de Lisboa

Fevereiro de 2006

domingo, setembro 17, 2006

Globalizaçao


Ai esta coisa da globalização. O Monsieur Propre da Bélgica é, aqui, pouco criativamente, o Mr. Clean.

(Nota: Ontem pasámos 3h a limpar a casa.)

sábado, setembro 16, 2006

Cuidado para os que se encontram nos EUA

Ler aqui.

Tese de Mestrado

Isto é a primeira frase do Abstract/Resumo da tese de um amigo meu em Teleecomunicações:

"O egoísmo dos agentes económicos tende a ser uma fonte de ineficiência. No âmbito das
redes de telecomunica ̧c ̃oes, resultados anteriores mostram que o aprovisionamento de redes
de forma ego ́ısta pode gerar ineficiência."

Ai, é tão giro sermos humanos.

Fight Club

O meu orientador não viu o Fight Club. E depois eu é que estou a ficar velha.

(Leia-se... Estou a brincar, porque o tipo é francamente excepcional.)

Isto ja parece um blog

O link to título leva a um ranking das mulheres mais sexy do mundo. Eu não conheço a nº1, a Jessica Alba, nem a nº2 que já não sei o nome... Vá lá que conheço a #3. A Angelina, que francamente, não acho nada gira.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Ainda relacionado com o ultimo post.

Está uma moca.

Sexo con Amor




Um filme chileno, que parece uma novela mexicana. Um Almodovar em versão reles, mas que não deixa de ser engraçado.

A tipa é gira, sim.

"Los niños se hacen con amor "

Uma imagem pela memória de grandes peças.


Foi tirada daqui.
Peça: Histórias de Amor
Grupo: útero, cultural association
Encenador: Miguel Moreira e os grandes actores e colaboradores que participaram.

quinta-feira, setembro 14, 2006

"Depilation Next..."

Em Portugal, a publicidade na tv relativamente a tudo o que representa engenho de barbiar tem uma componente masculina. Sempre teve. Lembro-me de ver mulheres com bigode na Feira de 3a feira em Viseu ou no mercado da cidade quando por lá passava com a minha tia Neves. Daquelas mulheres que nunca foram ao Sor doutor tratar da menopausa e que ficaram com o corpo todo estragado por causa de tal descuido. Quando era pequeno ver mulheres de bigode era como ir ao circo, ficava a olhar como se fossem girafas ou trapezistas até a minha tia me advertir que era feio ficar de boca aberta especado a olhar para uma pessoa. Parecia mal.
Bem, a verdade é que até agora, quando associava engenho de barbear a mulher, somente pensava nessas mulheres. Nos EUA tudo mudou, todas essas ideias relativamente a mulheres a fazer a barba mudaram. Nas tvs aparecem os mais variados engenhos com mulheres boazonas e bem depiladas a dizer que "it's the best", o teu homem vai-se passar tanto com as tuas pernas, que vai abandonar a Mach 3 e querer uma nova azul bébé com riscas rosas. O barbear das pernas, algo que me ultrapassava poder ser praticado por um grnade quantidade de mulheres sem anomalias, é prática comum nestas terras. Por isso, "Wax Air Removing", a nossa cera quente na Europa é por aqui uma raridade e quase sempre uma tortura de fazer.
Isto tudo para explicar o motivo pelo qual encontrar uma Russa depiladorado ao estilo Europeu foi um achado.

quarta-feira, setembro 13, 2006

E so para isto nao ficar um blog serio

Yeeeeeehhhhhh!!!!

Arranjei uma esteticista de jeito em Pittsburgh!!!!!! Pelo menos uma que sabe fazer depilação!!!! EHHHHH!!!!!!

(Sim que isto das gajas cá tirarem os pelos com gillette tem muito que se lhe diga... As consequências económicas são desastrosas: lá se vai a economia das ceras, espátulas, esteticistas, cremes pós-depilação e afins).

Ah, vocês, queridas mulheres de Portugal, não sabem o que é isto. É que na televisão até passam anúncios com gajas a roubar as gillettes aos gajos para fazer a depilação e vice versa.... Um desastre.

And what about oil prices and world collapse?

http://zfacts.com/p/313.html

Just for fun...

.... An interesting website on demand functions.
http://www.marginalrevolution.com/marginalrevolution/2005/12/wisdom_about_up.html

Microeconomics in question

The word "economics" is from the Greek words οἶκος [oikos], meaning "family, household, estate," and νόμος [nomos], or "custom, law," and hence means "household management" or "management of the state." (Wikipedia, 2006/09/09).

Economics is the study of man in the ordinary business of life (Marshall, 1890);

In a microeconomics course, the first lecture can hypothetically start with the topic of consumer theory. Sitting in that course, one of the first statement that one will hear, is that one assumes that consumers are rational and want to maximize their utility. Then one hears the basic set ups of the preference axioms of completeness, transitivity and continuity . Suddenly come the two last axioms: local non-satiation and monotonicity. Local non-satiation means that no matter how much apples and potatoes I have so far, I will be happier more potatoes or more apples. Monotonicity means that if I am to choose between to bundles and one of them has more or the same number of goods, I will of course prefer the one that has more goods. Finally comes the axiom on convexity, which states something like “averages are preferred to extremes”. Is this truly the way our preferences behave?

I personally don’t like to take more than 3 espressos per day: the forth espresso is going to give me stomach pain for the rest of the day. Even if espressos were for free, I might abuse on espressos the first day when they are for free (for truly I adore espressos), but once I get used to them being for free, I won’t take more than three. I think that for most of the things

I consume, I would say the same. No more than x units, thank you. That’s my optimal pleasure. Or utility. But what is utility
anyway? And why does one of the fundamental axioms of microeconomics require that consuming more is best for me?
Microeconomics principles were not always like today. Let’s in the XVIII century, when Smith’s new line of thought, based on utilitarianism philosophy, held that the moral course of action was that which promoted the greatest happiness of the greatest number of people (in contrast to the older moral tradition that there were natural laws that defined the right way to live). Smith paradoxically maintained that property rights should be favored to government intervention at the same time that he hoped that in the long run utilitarianism objectives would be achieved (Smith, 1776; Ackerman, 1993).
Bentham, some years after Smith, appeared to rely more on psychological theory of hedonism: he assumed that behavior was motivated by pleasure and pain, and that the net satisfaction was the utility. A person’s utility function would not consist only of what one can purchase, but also on other set of attributes, as charity, sympathy, etc. Bentham philosophy expressed an egalitarian individualism: each individual’s happiness is counted equally, and each is the best judge of his/her own satisfaction (Ackerman, 1993).

John Stuart Mill (1863) followed somehow Bentham’s ideas, but recognized that individual’s were not always the best judges of their own interests. Paradoxically, Mill’s (as Marshall, Pigou and Keynes) believe both in a capitalist economy and on an ideal cooperative society in the future! It seems that this division between what is best for society and what economics is concerned to achieve that started with Adam Smith was still quite present in Mill’s and his contemporaries.

Finally, the neoclassical school that we are here concerned about arose with Jevons, Marshall and others in the early 1970s. Neo-classical economics pillars were based on assuming that resources are scarce and looked at maximizing the profit (or utility) taking those constraints into account.

Somewhere along the way of the neoclassic thinking, economist forgot that utility (if one considers it as synonym of satisfaction) might arise not only from material consumption but also from a long list of other types of consumption.

Even concerning the material consumption, the value of the goods we consume is not something simply intrinsic to ourselves, but it is highly dependent on the context we are in. Our preferences might be built up externally to us, due to advertising, fashion, society rules and values. I don’t value ipods because I don’t like to listen to music while I walk. I like to ear the sounds around me, see what is happening. Still ipods are cool and people without one might look like freaks. What if I just came out with an old walkman? Huuuu, then if I was fifteen, I guess would have no friends at all.
People are different, they behave and react differently and they consume in order to find an identity, to feel unique, and at the same time to paradoxically feel that they pertain to societal groups.

I do not resist to point out the following piece, that I extracted from the movie Fight Club which cruelly shows better than anything else I found so far the one way of building up preferences today:

“Jack sits on the toilet, cordless phone to his ear, flips through an Ikea catalog. There's a stack of old Playboy magazines and other catalogs nearby. And he thinks says to himself:
Like so many others, I had become a slave to the Ikea nesting instinct. 
If I saw something clever like coffee table sin the shape of a yin and yang, I had to have it. The Klipske personal office unit, the Hovertrekke home exer-bike. Or the Johannshamnh sofa with the Strinne green stripe pattern... 
Even the Rislampa wire lamps of environmentally-friendly unbleached paper. I would flip through catalogs and wonder "what kind of dining set defines me as a person?" 
I had it all. Even the glass dishes with tiny bubbles and imperfections, proof they were crafted by the honest, simple, hard working people of ... wherever. We used to read pornography. Now it was the Horchow Collection.”

Let’s go back to our hypothetical introductory course lecture on consumer theory. Another notion that would surely be introduced would be the concept of Pareto efficiency, which states that an outcome is Pareto efficient when no one can be better off without harming someone else. This is a decision criteria as many others, and its importance in microeconomics is astonishing for a non-economist: so what about equity? What about fairness? Pareto was an affluent aristocrat, which believed that substantial inequality was inevitable and cynically dismissed democratic politics as a fraud. He was an honorary member of the Italian Senate under Mussolini (Ackerman, 1993). This gives me some information on Pareto’s vision of an ideal society, but not on what is the best for society.

In this world of mainstream neo-classical economics, still some refreshing ideas arise. For example, in Buthan, people seeked for a different model of economic development. They defined Gross National Happiness (GNH) as a measure of development (as opposed to GDP) of human society that takes place when material and spiritual development occur side by side. (Wikipedia, 2006/09/10).

Also, although the neo-classical approach effectively alien to the natural world, that is, the world of living plants and animals (oh, yes, I am one og those awful people for which ecology is also about what you consume and the way you live), some new fields address this issue. Ecological economics, for example, seeks to study the improvement of human well being through economic development but also though sustainable development of ecosystems and societies.

References

• Ackerman, F., Kiron, D., Goodwin, N. R., Harris, J. M., Gallagher, K., (1993). Human Well-Being and Economic Goals. Frontier Issues in Economic Thought Volume 3, Neva R. Goodwin Editors.
• Marshall, A. (1890). Principles of Economics.
• Wikipedia, 2006/09/10, Gross National Happiness:
http://en.wikipedia.org/wiki/Gross_National_Happiness
• Wikipedia, 2006/09/10, Jeremy Bentham:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jeremy_Bentham#Utilitarianism
• Varian, H. R. (1992). Microeconomic Analysis, 3rd Edition, Norton & Company Inc.

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro - O prometido devia ser devido

O senhor Presidente dos EUA George W. Bush, depois do sucessido no 11 de Setembro de 2001, prometeu que iria "caçar" os culpados. Nunca hoje se esteve tão longe de se cumprir tal promessa. Vivemos tempos de incertezas, segredos, verdades absolutas inconstantes no tempo e no espaço. Guerra pela guerra, terrorismo, maus e os bons, defesa da liberdade. A pior forma de opressão é dar ao povo a ilusão de liberdade.
Bin Laden, Big Laden e Big Treta. Nos EUA, no Iraque, no Afeganistão, quem se fode é o mexilhão. No one else...

sábado, setembro 09, 2006

sexta-feira, setembro 08, 2006

E se os diferentes fossemos nos?

Pelas liberdades das minorias, seja qual a for a causa da sua existência.

Origem do Homem


Um assunto que me interessa muito:

Especialistas em pré-história reunidos em Lisboa

Estudos arqueológicos destacam influência da Ásia Central no homem moderno

Estudos arqueológicos recentes feitos, essencialmente no Irão, apontam para uma maior influência da Ásia Central na origem do homem moderno, em detrimento do papel de África nessa evolução, revelaram hoje, em Lisboa, especialistas em pré-história.

A revelação destes estudos foi feita no final do congresso da União Internacional das Ciências Pré-Históricas e Proto-Históricas, que durante esta semana reuniu em Lisboa 2500 especialistas de todo o mundo.

Hoje, em conferência de imprensa, o arqueólogo belga Marcel Otte explicou que vários estudos apresentados neste congresso apontam para uma grande importância da região da Ásia Central na evolução morfológica e cultural do homem moderno, há 40 mil anos, quando se acreditava que essa evolução se devia essencialmente a uma migração de África.

"Isto poderá ser uma autêntica revolução a nível do conhecimento", sublinhou à Lusa o investigador português Luiz Oosterbeek, que foi escolhido para ser o secretário-geral da organização nos próximos cinco anos.

Indagar o passado (mesmo o mais remoto) para perceber o presente é o objectivo central dos trabalhos discutidos no congresso, que decorre de cinco em cinco anos e terá a sua próxima sessão em 2011, no Brasil, em princípio na cidade de Florianópolis.

As investigações, que se centram na origem dos primeiros grupos humanos que chegaram à Europa, envolvem também trabalhos na Península Ibérica.

Em Portugal, uma equipa liderada por Luiz Oosterbeek conseguiu, numa investigação feita no Vale do Tejo, datações que apontam para a presença humana há 300 mil anos.

No final do congresso foi ainda apresentado um projecto que está em curso, com o apoio da Comissão Europeia e ao qual Portugal está associado ("To touch or not to touch"), que visa lançar uma rede de museus de arqueologia que permita um maior acesso de invisuais.

Amanhã, último dia de trabalhos, será apresentada, no âmbito do programa Herity, que visa a elaboração de um guia de certificação de qualidade na gestão de bens culturais, a candidatura de vários sítios arqueológicos portugueses.

Lusa

domingo, setembro 03, 2006

Vinho por Portugal

Catedral de Viseu, imagem de rótulo de muitas garrafas do Dão
Em tempos idos de campanha presidencial, Cavaco Silva a meio de um discurso afirmou que Portugal precisava de uma pessoa que ajudasse os portugueses a se perguntarem o que podem fazer por Portugal em vez de se perguntarem o que Portugal pode fazer por eles. Altamente inspirado, tentei fazer coisas por Portugal: apoiar a equipa de bola nacional no mundial, divulgar o bacalhau fora das fronteiras Lusas, falar mal do seu actual Presidente, etc...
Mas nada disso funcionou bem, Portugal ficou na mesma. No outro dia resolvi somente comprar vinho da minha terra: Viseu, estava farto do Californiano, do Australiano, do Sul Africano, do Argentino (experimentem a Casta Malve em vinhos Argentinos de 2001, muito boa) e do Chileno. E eu acho que isso ajuda a desenvolver Portugal, tenho obtido algum sucesso nas "Wine Shops" ao intrigar os donos com a minha obsessão no Douro, Dão , vinho verde e Alentejo, cheguei a conseguir fazer um Americano soletrar UDACA para experimentar quando passar em Viseu ou Penalva do Castelo se estiver numa de Vinhos Seculares. Agora agradecia uma ajudinha dos exportadores portugueses, mandem mais que eu compro e propagandeio em festas, prendas, eventos formais, tudo em que for possível publicitar a bela da pinga.

sábado, setembro 02, 2006

Francisco Louçã em Guimarães

http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=35&Itemid=45

Marcha pelo Emprego prova "capacidade governativa" do Bloco de Esquerda

A Marcha pelo Emprego que o Bloco de Esquerda hoje iniciou em Guimarães "é a prova de que o partido tem capacidade governativa e respostas concretas para os problemas dos portugueses", afirmou o líder dos bloquistas, Francisco Louçã.

Em declarações à Lusa, no final de uma "suadela" de dez quilómetros entre Guimarães e a vila das Caldas das Taipas, Louçã disse que as 70 medidas que vai propor, durante os 17 dias de duração da Marcha, demonstram que o Bloco "tem políticas alternativas válidas de governo para Portugal".

A Marcha, que se iniciou com uma sessão de apresentação na praça do Toural em Guimarães, percorreu a estrada nacional em direcção a Braga, sem ter registado grande adesão mas também sem qualquer hostilidade.

Decorreu de forma organizada e ordeira, para o que contou com a colaboração quer de um serviço interno do Bloco, quer de carros-patrulha da Brigada de Trânsito e soldados a pé ou de motorizada da GNR. Foi aberta por um carro de som e fechada por um boneco do tipo marioneta simbolizando a "exploração".

Os 200 participantes, quase todos de sapatilhas ou sandálias, bonés e bandeiras, pareciam na sua maioria oriundos da classe média urbana, sendo poucos os que tinham aspecto de operários.

Francisco Louçã foi saudado e estimulado por vários transeuntes quer em Guimarães quer no caminho, que se diziam vítimas de despedimentos em empresas têxteis "viáveis" da região do Vale do Ave. Para além do líder do Bloco, participaram na Marcha os deputados Ana Drago, Luís Fazenda, Helena Pinto, João Semedo e Alda Macedo.

O cortejo, que ocupou uma das bermas da estrada não obrigando ao corte do trânsito, terminou com um almoço na Escola Básica das Taipas, que foi aproveitado pelos menos habituados a caminhadas para porem as pernas em descanso, ou colocarem cremes protectores para o sol, já que a Marcha prossegue à tarde até à localidade de Campelo.

Enquanto aproveitava a pausa para distender os músculos, Louçã acrescentou que o tema do dia da Marcha, numa região flagelada pelo desemprego, é o da "Proibição dos despedimentos".

O Bloco, disse ainda Louçã, quer que "o despedimento ou plano de rescisões voluntárias seja proibido quando a empresa tiver resultados positivos ou quando a sua capacidade produtiva ou activos permitam recuperar a rentabilidade".

"Em muitos casos, a empresa está a funcionar com rentabilidade, e o plano de despedimentos obedece exclusivamente a uma estratégia de valorização bolsista ou de aumento dos dividendos dos accionistas, procurando acentuar a exploração dos restantes trabalhadores", referiu.

A iniciativa sugere, ainda, que a apresentação de um plano de despedimentos terá que ser apresentado previamente à Comissão de Trabalhadores ou à Comissão Sindical da empresa, com uma fundamentação económica que inclua as contas relevantes da firma.

Esta proposta integra-se no projecto de lei do Bloco de alteração do Código Laboral para proteger os contratos colectivos, disse ainda Francisco Louçã.

O primeiro dia da Marcha termina à noite com uma festa-comício no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, prosseguindo, domingo, nos concelhos de Guimarães e de Famalicão, com um dia dedicado à "Redução do horário de trabalho", pois, sustenta o Bloco, há que "trabalhar menos para criar mais emprego".

Lusa


Considero positivo este evento mas necessito de fazer uns quantos comentários:

Assim como o PP era o Partido do Paulo Portas, cada vez mais o Bloco de Esquerda se torna no Partido do Francisco Louçã: grande economista, grande investigador, grande político, grande homem de Esquerda, mas somente um homem. Eu sei que os portuguezinhos gostam de messias, seja na Esquerda ou na Direita, assim como o Salazar, o Cunhal, o Soares e o Cavaco, mas um partido faz-se com pessoas. Eu sei que era bonito que fosse diferente, mas eu nunca acreditei em milagres e a nossa recente História governativa tem mostrado o oposto, o messias pia muito mas o resultado fica sempre fora das expectativas. Por isso considero que o Bloco de Esquerda, como partido novo, se devia afastar dos vícios dos partidos portugueses em somente se centrarem num líder e iniciar um debate interno sobre como trazer para o Bloco iniciativas de debate e formação para se desenvolver a vontade e ideias em se fazer algo diferente de fazer campanha e mandar uns berros na rua.Isso seria positivo na altura de se fazerem governos. Actualmente, os partidos somente possuem nos seus quadros militantes peritos em campanha e carreirismo de partido, mas que nunca se dedicaram a pensar em Governar. O BE não pode iniciar a mesma marcha dos restantes partidos de Portugal.
Com a mania de que os Países por esse mundo fora vivem em circunstâncias de orgânica interna semelhantes, estou sempre a ler os Pachecos Pereiras e a ouvir os Marcelos, assim como os nossos políticos activos de que Portugal devia de ser como no estrangeiro. A cultura como na Bélgica, a saúde como em França, as medidas economicas como no norte da Europa, ou nos EUA, ou na China. Jogam à política como ao corte e costura e esquecem-se de olhar para o panorama de Portugal.
Gostava que o Bloco olhasse para Portugal, para os seus problemas e fosse original em medidas e políticas. Porque Portugal precisa de originalidade, honestidade e noção da realidade para ser competitivo. Tudo isto associado à vontade política: ser-se de Direita ou ser-se de Esquerda não depende de chavões de carácter prático como o sim ou não à Constituição Europeia ou o sim ou não às privatizações ou à redução do poder do Estado na economia. Isso depende da orgânica de cada país. Ser-se de Esquerda ou de Direita depende do que se quer fazer do mundo: um local de grandes desigualdades sociais (Direita) ou um local de menores desigualdades sociais (Esquerda), uma cidade com condomínios de luxo dentro de muros e bem guardados com armas do crime e da desgraça ao lado (Direita) ou uma cidade sem favelas, guetos, fome, crime e sem zonas desperançadas (Esquerda).