quinta-feira, agosto 31, 2006

Oposição feita pelos revoltados fictícios

A Direita Portuguesa encontra-se em crise de silêncio, não de ideologia, valores ou ideias de programa politico. O silêncio e a camuflagem são bem típicos da nossa Direita quando não se encontra no poder governativo, esperam pelo momento certo para entrar em cavalgada decapitativa. Pelo menos é o que eu interpreto do silêncio das pessoas que eu considero sérias na Direita durante os Governos PS. A Esquerda ainda berra, tem ideias, faz manifs e apresenta oposição durante Cavacadas, grelhadas de Cherne e festas populares Santanescas. Hoje em dia e como sempre, a Direita oferece o seu tempo de Antena ao que pior possui: Manuel Monteiro, com a sua ultra-minoria mediática a querer comicamente nortear os futuros da Direita e Fernando Ruas com o exclusivo cargo de poder nacional ocupado por um militante laranja. Digo laranja em vez de Social Democrata porque estou convicto que para o senhor Ruas a Social Democracia não é mais do que um nome de um clube de influências como o Sporting é um nome de clube de bola. O PSD ganhou a mais recente batalha autárquica, podendo consoante o seu apetite conseguir maioria nos autarcas para arremassar pedras e bitaites bregeiros e ocos ao Governo. Mendes encontra-se quieto e receoso de se espalhar na marasmo da intriga política, assim como todos os outros cavaleiros de batalha laranja e centrista/populista. Portanto, Ruas e Jardim são actualmente a oposição activa da Direita Portuguesa. O Aiatola de Viseu e o Carnavalíssimo da Madeira.
Em Viseu impera o PSD em poder absoluto e neo-ditatorial. Por Portugal fora toda a gente sabe isso, mas não em Viseu. Quando ando por essa cidade, eu assumo que o homem que me vende o jornal, o que me serve a bica e o que conduz o autocarro até São Salvador são do PSD. O contrário é mesmo pouco provável, basta olhar para os partidos eleitos para governarem os diferentes focos do poder local da região. Por aquelas terras costuma-se dizer que qualquer vaca, galinha ou ovelha consegue ser presidente da junta com a bandeira do PSD.
Nasci em Viseu, vivi 18 anos, respirei a carga milenar das ruas, dos granitos, das maravilhas de uma das cidades mais belas de Portugal. Por isso, durante algum tempo em que a minha vida não se definia, voltei a Viseu, para a terra mãe e andei a frequentar os cafés, as tascas, a noite, as salas de jogo, os autocarros, as corridas no Fontelo, os restaurantes típicos, os museus, a Catedral, o Rossio, a Rua Direita, andei por lá. Para adensar ainda mais o contacto com o Berço, ouvi as radios e li os jornais da terra. Foi nesse contraste entre as palavras ouvidas pelo Povo nos locais populares e a comunicação social viseense que reparei na relação de grande disparidade existente entre o agente de propaganda doutrinária do PSD e o revoltado Povo/Eleitorado das terras de Grão Vasco. Relação essa que vive e prospera em regime de simbiose.
Se por um lado, o compadrio laranja que impera e domina todos os quadrantes da cidade castra qualquer foco de crítica, oposição ou pluralismo, pelo outro propagandeia em tudo o que é Jornal ou Rádio supostamente independente da cidade que Viseu é vítima dos malandros comunas e socialistas que querem roubar e arrasar toda a sua identidade e o seu povo. Considero interessante ouvir programas com o nome de “palavras independentes” onde se propagandeia a matriz religiosa e se ataca com todas as pedras todos os partidos não PSD. Embora Viseu seja um feudo laranja, o povo e as palavras na cidade ecoam outra mensagem. Ali, para os Ruas e companhias, Viseu é um polo de resistência contra os filhos da puta dos Doutores, dos Intelectuais, dos Actores, dos Esquerdistas, dos Homossexuais, dos que de nada culpa têm a não ser a ausência de um cartão laranja. Viseu é uma cidade em constante actividade revolucionária.
Por isso, quem se encante pela linda cidade de Viseu e para lá queira ir trabalhar e viver, muito cuidado. Ali nada interessa, uma pessoa com licenciatura, com bons estudos em boas Universidades ou muita experiência de trabalho e bem recomendado é passado para a retaguarda em deterimento de qualquer marialva dos copos, do Rossio ou do Clube de Viseu que somente sabe fazer chicana de rua nos gabinetes com boatos e mal dizer. Basta vestir um Asno com um fato da Hugo Boss e gravata laranja, dar-lhe um diploma de estudos comprado no mercado negro da Praça de Espanha e faz-se um viseense de responsabilidade na cultura ou no urbanismo e ambiente com potencialidade a um dia ser deputado pelo PSD ou quem sabe membro de um governo.
O povo escolhe os seus governantes, estes deviam ter medo do seu povo e não o oposto.

Angels in America - Um dos locais mais belos de NY

http://www.hbo.com/films/angelsinamerica/

quarta-feira, agosto 30, 2006

Anjos na America...

... Eu ainda não vi nenhum em Pittsburgh.


(Roubado ao blog http://daminhaaldeia.blogspot.com/, mas este excerto é fantástico)

Posso pedir-lhe uma coisa, senhor?
-Senhor?
-Como são as coisas... depois?
-Depois?
-Esta miséria acaba?
-Inferno ou céu?
É como São Francisco.
-Uma cidade. Que bom. Estava preocupado que fosse um jardim. Detesto essa merda.
-Uma grande cidade, cheia de ervas daninhas, mas ervas daninhas florescentes. A cada esquina, uma multidão destroçada... e qualquer coisa nova e perversa, a ascender diagonalmente nessa direcção. Janelas ausentes em todos os edifícios, como bocas desdentadas, vento arenoso... e um céu cinzento e altaneiro, pejado de corvos.
-Isaías.
-Pássaros proféticos, Roy.
Lixo amontoado, com lapidações como rubis e obsidiana... e vacas a cuspirem ao vento serpentinas cor de diamante... e cabinas de voto.
E toda a gente em vestes Balenciaga, com corpetes vermelhos. Enormes palácios dançantes cheios de música e luz. Impureza racial e confusão de géneros. E todas as deidades... são crioulas. Mulatas. Morenas como as fozes dos rios. Raça, gosto... e história, finalmente suplantados.
E você não estará lá.
-E o céu?
-Isso era o céu, Roy.
-O tanas é que era. Quem é você?
-A sua negação.

Um pénis Universitário em Pittsburgh



foto por Carlos and Carlos LDA

terça-feira, agosto 29, 2006

PGR

Louçã critica Governo

Bloco de Esquerda acusa PSD e CDS-PP de quererem pôr "os seus afilhados" na PGR

O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, acusou hoje o PSD e o CDS-PP de se "porem em bicos de pés" perante o Governo "para tentarem meter os seus afilhados" na Procuradoria-Geral da República (PGR).

O "Diário de Notícias" cita hoje fontes do CDS-PP que referem que o presidente do partido, Ribeiro e Castro, foi contactado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, por telefone, na passada sexta-feira, com a finalidade de agendar conversas sobre o envio de militares portugueses para o Líbano e sobre a escolha do futuro procurador-geral da República.

"O facto de essa conversa telefónica se ter tornado notícia tratou-se de uma insólita e ridícula prova de vida da liderança do CDS-PP", considerou Francisco Louçã, adiantando que, até ao momento, o Bloco de Esquerda ainda não foi contactado pelo primeiro-ministro, "nem sobre o envio de militares para o Líbano, nem sobre a escolha do novo procurador".

"Considero inaceitável o que se está a passar em torno da escolha do novo procurador, com o PSD e o CDS-PP a porem-se em bicos de pés. Parece que o PSD e o CDS-PP querem que Portugal se transforme numa república de padrinhos. Padrinhos que depois têm o direito de meter os seus afilhados na PGR", acusou o dirigente do Bloco de Esquerda.

Para Francisco Louçã, "o problema da PGR é de extrema gravidade e exige profunda seriedade intelectual" no plano da análise e decisão política. "No fosso em que está metida a PGR, após um consulado de desgraça de Souto Moura, temos de saber como podemos salvar o Ministério Público depois das escandaleiras dos últimos anos, com casos como o processo Casa Pia e o 'Envelope 9'. É necessária uma avaliação profunda e não discutir-se os favoritos de Marques Mendes ou de Ribeiro e Castro para a PGR", contrapôs Francisco Louçã.

Sobre a alegada opção de José Sócrates de contactar o PSD e o CDS-PP sobre a escolha do procurador, Francisco Louçã disse que o Bloco de Esquerda "limita-se a registar a escolha do primeiro-ministro". "Registamos também que o primeiro-ministro gosta muito deste CDS", ironizou, antes de vincar que há sete anos, durante o processo de sucessão de Cunha Rodrigues na PGR, "o então ministro da Justiça António Costa trocou informalmente impressões com todos os partidos sobre os critérios que iriam presidir à nomeação do novo procurador".

Lusa via PUBLICO.PT

sexta-feira, agosto 25, 2006

Certas vezes é preciso um palhaço falar para se equilibrarem os pratos da balança

Hugo Chávez compara ataques de Israel ao Líbano a ofensiva de Hitler

Em PUBLICO.PT

quarta-feira, agosto 23, 2006

sexta-feira, agosto 18, 2006

Pittsburgh visto dos meus lados ao lado do rio

Boite Images

http://laboiteaimages.hautetfort.com/
Quando voce me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme
Quase enlouqueci
Mas depois como era de costume, obedeci

Quando voce me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer

Olhos nos olhos
Quero ver o que voce faz
Ao sentir que sem voce eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando sem mais nem porque

E tantas águas rolaram
Tantos homens me amaram bem mais e melhor que voce

Quando talvez precisar me mim
Voce sabe que a casa é sempre sua, venha sim

Olhos nos olhos
Quero ver o que voce diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
Em
Porque foste na vida
E7
A última esperança
Am
Encontrar-te me fez criança
B7
Porque já eras meu
Em
Sem eu saber sequer
C
Porque és o meu homem
B7
E eu tua mulher
Em
Porque tu me chegaste

Sem me dizer que vinhas
E7 Am
E tuas mãos foram minhas com calma
C
Porque foste em minh'alma
Am
Como um amanhecer
B7 E (Em)
Porque foste o que tinha de ser

terça-feira, agosto 15, 2006

Piadas do Teles

(Eu gostei :D)

A mathematician, an accountant and an economist apply for the same job.
The interviewer calls in the mathematician and asks "What do two plus two equal?" The mathematician replies "Four." The interviewer asks "Four, exactly?" The mathematician looks at the interviewer incredulously and says "Yes, four, exactly."

Then the interviewer calls in the accountant and asks the same question "What do two plus two equal?" The accountant says "On average, four - give or take ten percent, but on average, four."

Then the interviewer calls in the economist and poses the same question "What do two plus two equal?" The economist gets up, locks the door, closes the shade, sits down next to the interviewer and says "What do you want it to equal?"

Lisboa

Na pose já clássica de moça despretensiosamente misteriosa, cigarro conscientemente desajeitado na mão direita e chávena de café um pouco mais à esquerda, perna cruzada (direita sobre a esquerda), cotovelo direito na mesa, ângulo de 45º, estás como sempre te conheci e já lá vão 10 anos.

Nesse mistério já tão previsível e calculista de mulher morena em Lisboa, não olhas para os lados para ver quem te busca o olhar, centras-te na escuridão dos óculos escuros, e despreocupadamente mandas o fumo para o ar.

Olhas de relance para os teus sapatos novos, com orgulho de senhora (Irritam-me os teus sapatos altos com que andas com falta de graça no passeio, sabes que nunca te vais habituar a eles, não tens a graça que tinha a minha avó a andar com saltos de bico quando era nova).

Nessa calma pachorrenta de diva (tens consciência de quantas são, iguais a ti, à tua volta) de produção em série, olhas o rio que se apercebe entre dois quarteirões.

Quantas histórias te esqueceste de contar ao meu ouvido, o teu lábio perto do meu? Quantas histórias ficaram dentro da gaveta porque tinhas sono ou porque fazias birra, egoísta, quando eu tinha sede das tuas palavras para encontrar a calma para o meu sono? Enquanto me pedias abraços, beijos e festas, eu explodia por dentro, não de desejo, mas de raiva de não encontrar nos teus pedidos a paz que procurava para me amainar a noite.

Olho para ti num canto de sombra, está calor e estou a suar dentro deste fato, e sei que me vês, sim, tu vês-me, só finges que não, porque és assim, uma diva como às outras, de movimentos treinados de alma ausente.

Mas não te preocupes, que o fim é previsível. Vou agora virar-te as costas e subir rua acima, é agora que te vou virar as costa e virar-te as entranhas do avesso, porque sabes que não vou voltar, e agora rua acima até vou caminhar muito devagar, porque sei que por traz dos óculos escuros estás a olhar para mim. Estás velha.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Gunter Grass

Agora tudo se indigna com o que um jovem viveu aos seus 17 anos numa Alemanha Nazi onde o povo era constantemente submetido a lavagens cerebrais exaustivas em exclusivade de tempo de antena. O importante foi Gunter Grass nunca ter apoiado nem alimentado desde o fim da segunda Grande Guerra movimentos de Extrema Direita afectos ao Nazismo. Movimentos esses que poliferam actualmente por toda a Europa em formas mais delinquentes e inconsequentes do que nos anos 30. O importante foi Gunter Grass, em idade adulta e em plena responsabilidade dos seus actos, liberto de qualquer força ideológica opressiva ter optado e guiado livremente os seus percursos de vida por vias antagónicas ao que o Nazismo defendeu. A sua obra e o seu verdadeiro legado ao mundo ficam como testemunhas.
Eu pessoalmente nem gosto muito da sua obra, mas sei que o que um homem pensa aos 17 anos de idade nem sempre se verifica depois dos 30. Se assim acontecesse, o Cherne Barroso Presidente da Europa e ex-Primeiro Ministro fujão de Portugal nunca teria sido aceite pela Direita Europeia para a representar. Note-se que o senhor Cherne esteve no MRPP até muito depois dos seus 17 anos.

terça-feira, agosto 08, 2006

Estou velho, doi-me a parte interna da barriga...

Quando era uns 5 anos mais novo e falava com uma pessoa mais velha sobre uma banda dos anos 80 eu sempre dizia algo parecido com "eh pá, nesse tempo eu era uma criança, se os meus pais me dessem ministars ou o vitinho já era uma sorte". Então a pessoa mais velha ficava naquela de "eu sou adulto e tu não, já sou muito experiente", como que orgulhoso com o facto. Agora, sempre que isso acontece a pessoa mais velha sente-se ligeiramente insultada, como se eu a estivesse a chamar de velha ou algo assim.
Se calhar eu é que estou a ficar velho, sem ofensas...

segunda-feira, agosto 07, 2006

V for Vendeta



V for Vendeta, este filme é uma obra de ficção que, em certos aspectos, não se encontra tão longe da verdade real Americana que eu vivo por estes lados da Pennsylvania. A informação dos canais da televisão pública a transpirarem conteúdos ultra religiosos Cristãos que apelam ao ódio à diferença, ao medo do desconhecido e ao apoio à Guerra preventiva contra fantasmas maus que não se sabe bem quem são. O apelo ao nacionalismo como forma de alimentar a força de um nação que se quer forte e hegemónica e salva dos males mundanos por parte dos locutores dos programas das rádios Republicanas que gritam e berram: morte aos Gays, aos Actores de Hollywood, à Costa Oeste, aos Burgueses de Nova Iorque, às mães solteiras, ao Bill Clinton, ao primeiro de Maio Comuna e Socialista, aos pacifistas, aos estrangeiros imigras que querem conspurcar o solo da Pátria Mãe, aos putos e velhos Hippies das manifs contra a Guerra, aos que falam mal do Bush, a todos os que apresentam um desvio acima dos 10% da Matriz Republicana. Que Matriz? Uns doidos fanáticos que defendem o Estado ausente, mínimo e sujeito aos caprichos do sistema empresarial que o apoia e alimenta as suas campanhas eleitorais, ou uns doidos ultra conservadores religiosos que querem limitar todas as liberdades individuais em defesa da liberdade e segurança nacional.
Ainda bem que este Grande País ainda é uma Democracia plural sustentada por uma constituição forte e dificil de ser corrompida, ainda bem que existem os Liberais, os Humanistas, os putos e velhos Hippies, os Imigrantes, os Gays e Lésbicas, os Sindicatos, os Anarquistas, os Intelectuais, os Panteras Negras, os Pacifistas, os Artistas, os Actores exuberantes, os Rappers, o Economist, os Universitários, os Simpsons, o Seinfeld, os Investigadores, Nova Iorque e um Continente de diversidade e oportunidade.

domingo, agosto 06, 2006

Israel prendeu presidente do Parlamento palestiniano

Lembro-me de quem tenha invadido a Polónia com o mesmo desplante e com um semelhante entrave nulo da Comunidade Internacional. "Shalom Palestina, Viva a Terra Prometida".