segunda-feira, julho 31, 2006

Não fui eu que comecei, eu nem tenho um dos melhores exércitos do mundo...

Notícia:

Vice primeiro-ministro israelita

Shimon Peres responsabiliza Hezbollah por morte de civis em Qana

O vice primeiro-ministro israelita, Shimon Peres, disse hoje em Nova Iorque que o Hezbollah é o responsável pela morte de 56 civis libaneses num bombardeamento israelita em Qana, no Sul do Líbano.

Segundo Peres, Beirute e a comunidade internacional devem pressionar o Hezbollah para terminar os ataques.

O ataque a Qana "é uma tragédia, especialmente a morte das crianças. Há uma coisa no mundo que não gostamos de ver: uma criança a tornar-se numa vítima da guerra. Mas estamos numa situação muito estranha que não começámos", disse Peres.

"Se os libaneses querem um cessar-fogo, devem dizer ao Hezbollah para parar. Então, terão um cessar-fogo", acrescentou.

Quando questionado quem é responsável pela morte de civis em Qana, Peres disse: "totalmente, totalmente sua (Hezbollah) culpa".

"Enquanto estivermos a ser atacados vamos continuar a fazer a nossa defesa", garantiu Peres.

Tudo vai terminar quando "uma de três coisas acontecer: ou o Hezbollah vai ficar sem munições, ou vai cansar-se ou vai ser pressionado pelo Governo libanês".

Reuters via PÚBLICO on-line

sábado, julho 29, 2006

Memória de tempos de menino

Lembro-me quando acabava à frente da professora do infantário a dizer "foi ele que começou", e o outro negava e dizia que tinha sido eu. Depois falávamos mais um pouco e continuava com "mas ele deu-me um murro". Depois os colegas defendiam quem mais gostavam e o professora arrependia-se de ter escolhido o ofício.

Tal acontece agora entre Israel e os Vizinhos.

terça-feira, julho 25, 2006

Flores

Hoje comprei flores para mon amour. Não foram rosas, nem cravos. Foram cinco girassóis lindos, sedentos, meio apagados, que lembram de alguma forma o nosso país natal.

sexta-feira, julho 21, 2006

Piratas


Eu cá gostei dos Piratas das Caraíbas II. Digam lá o que quiserem, que o filme é comercial e tal e coiso, mas eu gostei.

E por várias razões:

1. Não há os bons e os maus. Há os bons que também são um bocado mauzinho e os maus que até são humanos (como o cara de alforreca). Isso está engraçado no filme. E afinal no III, será que a boazona fica com o Depp ou com o Elfo? Isso é interessante.

2. Eles são giros. É chato haver estes padrões de beleza, por acaso até é. Mas para quem só vê homens e mulheres obesos quando anda aqui por Pittsburgh, ver a princesa e o elfo e o 21 Jump Street, é um oásis de beleza.

3. Gosto de sequelas (sem contar com os Ghostbusters e com aquela coisa nogenta que foi do Anel, em que num dos filmes (no 3? no 4? no 10?) o frodo estava todo ranhoso durante 30min e nunca mais morria nem se safava).

Recebi do Jornal Publico

Exames 12° ano: violação dos direitos de igualdade de oportunidades

Presumo que tenham recebido um enorme feedback relativamente à notícia do despacho do governo que permite que alunos do novo programa que tenham realizado os exames de Física e Química, provas 615 e 642, os possam repetir na segunda fase e utilizá-los para se candidatar na primeira fase.

Penso que regra geral toda a gente acha um pouco estranho que esta medida seja tomada agora, mas para mim o mais flagrante é que é uma medida que irá favorecer especificamente um grupo de alunos, aqueles que foram à primeira chamada das ditas provas.
Ora a razão por que me sinto injustiçada é porque de facto isto me afecta directamente, visto ter feito a prova de Química do programa antigo. Mas, independentemente desta possível parcialidade, a verdade é que há situações ainda mais injustas como as dos alunos que decidiram ir apenas à segunda chamada, e a dos alunos que tal como eu concorrem a cursos em que podem usar outras provas específicas e não fizeram por isso os exames em causa.
Parece-me grave que esta decisão tenha sido tomada sem ter isso em consideração, e penso que o dever da comunicação social seria a não só de investigar a fundo o porquê desta medida como também verificar de que forma isso se irá reflectir no acesso aos vários cursos superiores.
Tenho 28 anos e ao longo deste ano trabalhei e estudei de forma a tentar entrar num curso de difícil acesso - Medicina. Fui fazer a prova de química 142 visto estar mais familiarizada com essa matéria e não me foi dada a oportunidade de fazer as duas (142 e 642) e ver a qual tinha melhor nota, visto não ser possível um aluno inscrever-se nas duas.
Há 10 anos atrás quando entrei pela primeira vez para a Universidade, as vagas para Medicina eram cerca de 500 e a média de entrada era equivalente às médias obtidas o ano passado em que havia mais do dobro das vagas! Será que isto não significa que de ano para ano se exige cada vez menos e a selecção para cursos muito "apetecidos" como é o caso de Medicina e Arquitectura se faz acima de tudo através de um "golpe de sorte" (ter estudado melhor as partes que saem nos exames, ter acordado bem disposto, ter uma média de secundário mais elevada por discrepâncias entre as escolas, etc.).
Sinto-me verdadeiramente intrujada e insultada e gostaria de saber se de alguma forma será possível saber se os alunos que refazem agora as provas irão ou não retirar o lugar aqueles que decidiram não ir à primeira chamada, que fizeram as provas do programa antigo ou que tendo outras cadeiras específicas para entrar nos cursos que pretendem, acabaram por não fazer os exames de química e física.
Será que nenhum dos senhores que tomou esta decisão achou que esta iria violar os direitos de igualdade de oportunidades das pessoas?