domingo, abril 30, 2006

Pensamento do dia

Uma parte dos meus impostos é gasta na Guerra do Iraque em vez de ser empregue no melhoramento dos serviços públicos aos quais tenho acesso. Tenho lido muitos Neo-liberais a favor da Guerra do Iraque. Eu considero isso um verdadeiro paradoxo porque não há maior intervenção do Estado na economia mundial do que invadir um país para as empresas nacionais protegidas por esse Estado irem explorar os recursos desse país. As empresas petrolíferas Americanas fazem dinheiro à custa do dinheiro dos trabalhadores em solo Americano. De um modo maquiavélico, esquecendo a violação dos direitos humanos, isso até poderia ser favorável para quem mora em solo Americano, caso o preço da gasolina não estivesse a sofrer o maior aumento dos últimos tempos em solo Americano.
Quem ganha com isto? O povo Americano? Não. O povo Iraquiano? Não. O Hugo Chavez? Sim. As empresas petrolíferas Americanas? Sim. O Xeique da Arábia Saudita? Sim. E o povo? Qual é o povo que ganha com o desenlace da Guerra do Iraque, das ameaças terroristas do Bin Laden, das ideologias terroristas do Hamas e da atenção dada ao programa nuclear sem fins militares do Irão? Os Americanos, os Israelitas, os Palestinianos, os Iraquianos, os Europeus? Quem?

terça-feira, abril 25, 2006

Não consegui festejar o 25 de Abril mas ainda cantei o GRÂNDOLA VILA MORENA



Hoje, ao contrário dos outros dias do ano, é 25 de Abril.
Hoje, ao contrário dos outros dias, não se venderam flores na South Craig.
Hoje, ao contrário dos outros dias, queria ter um cravo.
Hoje, ao contrário dos outros dias, queria ouvir Música de Intervenção.
Hoje, ao contrário dos outros dias, não consegui ouvir a Antena 1.
Hoje, ao contrário dos outros dias, ouvi a TSF.
Hoje, ao contrário dos outros dias, parei logo de ouvir rádio.
Hoje, ao contrário dos outros dias, cantei o GRÂNDOLA VILA MORENA

Bom 25 de Abril!

terça-feira, abril 18, 2006

Conservadores e Neo-Liberais

Nunca visito este site, mas um amigo sugeriu-me para apreciar a eloquência do discurso. Leia-se:

"A Comissão Política Nacional da Juventude Popular reage com perplexidade à proposta do Partido Social Democrata para que se crie um programa especial para estimular a entrada de jovens licenciados no mercado de trabalho.
O espectro liberal com que olhamos para o funcionamento do mercado, não nos permite aceitar que o Estado tenha um papel interventivo quando os dois actores em causa são os mais esclarecidos sobre as regras: as empresas e os licenciados."

E depois anda o Ribeiro e Castro a fazer campanha junto dos agricultores para eles receberem mais ajuda da UE e do Estado. Come umas uvas, bebe um vinho, prova uma alheira, ou seja, vai fazendo o populismo do costume como fazia o Paulo Portas com a sua boina da lavoura. Ideologia que é bom? Zero. Ainda por cima o apoio aos agricultores é a medida mais anti-neoliberal da UE, mesmo sendo a maioria desse apoio para o queijo e vinho franceses. Quem é esta gente do CDS-PP para lhe ser dada qualquer seriedade pelo que fazem e dizem?
Assim vive o conservador e neo-liberal CDS-PP(Partido aos Pedaços).

Um comentário sobre a China

Enquanto estive na Université de Technologie de Compiègne em França conheci muitos estudantes chineses. Aqui na Carnegie Mellon University ainda conheço mais, um dos quais é um colega de laboratório com o qual converso muito e que partilha comigo muitas das problemáticas dos seus colegas compatriotas. Ao nível mundial, a China é um dos países com maior crescimento económico em 2006 e Portugal um dos países com menor crescimento económico previsto para o mesmo ano. No entanto, todos os chineses que conheci até agora não querem voltar ao seu país de origem e, quando por mim questionados, afirmaram preferir ir viver para Portugal. Sim, é verdade, até sabiam onde ficava e tudo.
Na minha opinião, nos dias de hoje, é um erro excluir-se a defesa de uma qualidade de vida decente para todos os portugueses dos discursos e estratégias dos nossos políticos de topo, incluindo das prioridades do actual Presidente da República. É que nem sempre um país com grande crescimento económico é um bom país para se viver. Há outras coisas, como "a paz, o pão, habitação, saúde, educação", mas também emprego sustentável, território ordenado e planeado, desenvolvimento cultural, diminuição das assimetrias sociais, a defesa do ambiente e a justiça, esta sim a mãe da liberdade, referida em último, mas fundamental para um país livre de corrupção e compadrios.

segunda-feira, abril 17, 2006

Cuidar os Dentes

Para quem tem alguns problemas em seguir uma decente Higiene Oral.